A psicóloga, coordenadora do programa, Nelma Polli
A psicóloga, coordenadora do programa, Nelma Polli

Programa Crescendo com Qualidade comemora 15 anos abrangendo quase 18 mil alunos

Projeto vinculado à Associação Vida Bem Vivida trabalha questões de prevenção de drogas e qualidade de vida a público infanto-juvenil 

O projeto Crescendo com Qualidade, da Vida Bem Vivida, completa 15 anos em 2023. A Associação irá celebrar com um evento no próximo dia 8 de novembro, em sua sede.

Criado em 2008, ainda com um escopo menor do que é hoje, o programa era chamado Formiguinhas Espertas, sendo voltado à prevenção das drogas junto a crianças e adolescentes.

Nesses 15 anos, o programa trabalhou com quase 18 mil estudantes de escolas de Monte Azul Paulista – 1.200 anualmente.

Em entrevista, a psicóloga Nelma Luísa Guerreiro Polli, coordenadora do Crescendo com Qualidade, fala sobre como o projeto vem beneficiando a comunidade trabalhando a prevenção às drogas e promoção de qualidade de vida a seu público-alvo.

Revista Capa: Como e em que ano nasceu o Programa Crescendo com Qualidade?

Nelma Luísa Guerreiro Polli: O Programa teve início em 2008, com o projeto chamado Formiguinhas Espertas, voltado à prevenção do uso de drogas. Estando nas escolas viu-se a necessidade de ter um projeto mais amplo, que fosse continuo e que ajudasse nossas crianças a terem uma melhor qualidade de vida.

Qual é o objetivo do programa?

O objetivo do Programa é abordar temas relacionadas a prevenção ao uso de drogas e a promoção da qualidade de vida através do desenvolvimento das Habilidades Sociais por meio de recursos lúdicos e arte terapêutica.

São realizados 11 encontros durante o ano letivo, nas escolas municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental I.

Temas abordados nos encontros

1° - Formação do vínculo

2° - Identidade

3° - Expressão de sentimentos

4° - Autoproteção

5° - Saúde

6° - Meio Ambiente

7° - Valores morais e éticos

8° - Educação para o trânsito

9° - Relações interpessoais

10° - Solidariedade

11° - Perspectivas de futuro

Com quantos alunos ele trabalhou nestes 15 anos de existência?

O Programa atende todas as crianças da rede municipal da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, mais de 1.200 crianças por ano. Essas crianças iniciam o Programa com 3 anos e ficam até os 11 anos, quando migram para o Ensino Fundamental II, ao mesmo tempo chegam crianças novas todos os anos. Fora as palestras realizadas com as famílias dessas crianças, os momentos com as equipes da escola, trabalhos com os professores e campanhas que realizamos durante esse tempo, e também o nosso Encerramento das Atividades com as crianças que acontece todo ano no mês de novembro em nossa sede.

Qual a importância para a comunidade monteazulense do programa?

O Programa Crescendo com Qualidade tem grande importância na formação das nossas crianças e adolescentes que serão o futuro da nossa sociedade. Por ter uma ação contínua ele ajuda no processo da construção da personalidade que começa logo na infância, trabalha as famílias, que são um dos principais modelos para estes pequenos seres em desenvolvimento. O Programa tem o papel de fortalecer a base da primeira infância dos indivíduos e construir o alicerce para o desenvolvimento de um cidadão mais completo.

Como pontuar a evolução do programa?

O Programa surgiu como uma ideia, uma vontade de ajudar as famílias de nossa cidade. Com o apoio das entidades responsáveis (Prefeitura e CMDCA).
Ao mesmo tempo aprofundamos nossos estudos e pesquisas, participamos de Congressos, cursos de especialização, encontros e debates, a fim de implantarmos as melhores técnicas nos nossos atendimentos.
Além disso, conquistamos alguns prêmios, moção de congratulação e aplausos da Câmara Municipal, e, principalmente, o mais gratificante: o reconhecimento que nosso trabalho tem ajudado de verdade as pessoas.

Quais as perspectivas para o futuro?

O Programa tem acompanhado de perto as mudanças que as novas tecnologias trouxeram para o ambiente familiar e a educação das crianças. Desde a fundação do programa muita coisa mudou, e nossa maior preocupação tem sido a de observar, estudar e sugerir as melhores formas de lidarmos com a quantidade enorme de mudanças que ocorreram nos últimos anos.

Nosso intuito é estarmos prontas para atendermos as dúvidas que muitos pais e professores tem a respeito da exposição dos alunos às telas de celular e às mídias sociais.

Toda novidade tem em sua essência um lado negativo e também um lado positivo. A questão atual é a respeito dos malefícios e benefícios que o uso do celular pode gerar nos níveis de atenção e também no aumento da ansiedade na população como um todo. Ao mesmo tempo vemos que também há ganhos como exemplo o acesso a materiais educativos de alta qualidade disponíveis para complemento de material em sala de aula.

Nenhuma dessas questões sequer existiam há quinze anos atrás quando o Programa foi fundado. O futuro do Programa está contido neste olhar observador, para servir de filtro e guia quando novos comportamentos e novas mudanças surgirem, levantando dúvidas e questões que terão que ser estudadas para auxiliar na educação de nossas crianças.

Medo clássico

Obras inaugurais do Terror, Drácula e Frankenstein ficaram eternizados na cultura pop 

 Duas das figuras mais lembradas em época de Halloween, Drácula e Frankenstein são os eternos xodós de quem gosta da época em que os monstros são lembrados.

Isso porque ambos são protagonistas dos dois romances que ajudaram a funda o terror moderno que alimenta tantas vertentes, desde a literatura ao cinema.

Frankeinstein é a obra desbravadora nesse quesito. Lançada em 1818, lá se vão mais de 200 anos da história que trouxe de volta à vida um cadáver remendado com membros de outros cadáveres.

É considerada a primeira narrativa de ficção científica escrita, abordando temas como religião e ciência.

Depois, Drácula, de Bram Stoker, é a obra que viria fundar um universo fértil de vampiros, cujas regras definidas sobre essas figuras ainda são incontestáveis: como vivem, do que se alimentam, como caçá-los, seus poderes, seus pontos fracos e fortes.

Como toda a literatura gótica da época, ambas possuem forte teor religioso: Mary Shelley questiona os limites da ciência que quer se tornar um ser onipresente tal qual o Todo Poderoso; já Drácula, representa os medos do homem temente á Deus.

Conhecer essas obras é adentrar ainda mais em um mundo fantástico cujos medos, embora clássicos, ainda possuem reverberações bem atuais. 

Poe em quadrinhos

 

Edgar Allan Poe voltou à evidência desde o dia 12 de outubro, quando a Netflix promoveu a estreia de A queda da casa de Usher, série de Mike Flanagan inspirada em obras do escritor, precursor do movimento da literatura gótica, que abraça a fantasia e o horror para contrapor o racionalismo exacerbado.

A obra de streaming é inspirada em diversos contos de horror de Poe e reacendeu a chama de curiosidade de novos leitores que não conheciam até então o poeta e prosador inglês.

A boa notícia é que há uma obra introdutória para aqueles que querem conhecer Poe de maneira diferente. É claro, vale destacar, que nada substitui a literatura em seu formato original, que é a prosa que o próprio Poe escreveu em seus contos.

Eles estão adaptados em HQs e podem ser lidos e relidos em um lance só para quem gosta do estilo.

A edição Histórias de Poe, traz as histórias mais famosas de sua obra-prima, " Contos de terror, mistério e morte", do qual A queda da casa de Usher faz parte.

É um terreno insosso adaptar obras literárias para as HQs, mas não impossível, como muitas vezes acontece no cinema. A produção de Flanagan tem feito muito sucesso entre os críticos e espectadores.

Cabe, agora, o leitor conhecer mais um pouco deste grande escritor para fazer paralelos com a série.

A obra está disponível na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo. 

Jogador monteazulense revela interesse de Corinthians, Flamengo e Palmeiras

Atualmente no Ausburg, Iago não descarta retornar ao Brasil em 2024 

O monteazulense Iago Borduchi está prestes a completar sua quinta temporada no futebol alemão. Atleta do Ausburg, o brasileiro, revelado pelo Atlético Monte Azul, despontou no Internacional de Porto Alegre e já fez carreira sólida no time alemão.

Na semana passada, Iago revelou interesse de grandes clubes em contar com seu futebol para a temporada 2024. Dentre eles, destacam-se Corinthians, Palmeiras e Flamengo e o próprio Internacional.

Houve conversas preliminares desses clubes com o seu staff, segundo contou em entrevista concedida ao Globoesporte.com.

Aos 26 anos, Iago não descartou um retorno ao Brasil, embora veja com bons olhos a permanência na Europa.

"Tiveram algumas conversas e especulações sobre o interesse de times brasileiros, incluindo Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Inter. No entanto, neste momento, estou avaliando todas as opções e tomando decisões com calma. Meu futuro no futebol ainda não está definido e estou considerando todas as possibilidades que surgirem, seja no Brasil ou na Europa – revelou".

Iago subiu ao time profissional do Inter em 2017, firmando-se em 2019, quando foi negociado com o futebol europeu. 

Hater

Terror infanto-juvenil discute a violência na era do espetáculo

Hater, do escritor David Moody, é um relevante título da literatura infanto-juvenil do gênero horror e suspense que conversa, por meio do alegórico, com a sociedade atual.

Uma comunidade é abalada por um grupo chamado de Haters, que coloca em risco a todos com atos de violência fortuitos sem relação aparente com a realidade. Muitas teses são levantadas para tentar esclarecer o ocorrido, como invasão alienígena, infecção bacteriológica, dentre outras questões.

Mas o que se expõe aqui é a necessidade de discutir uma sociedade doente, apegada à violência e ao ódio, ao medo e à depressão para tentar entender os rumos que a modernidade vem tomando e como os homens estão agindo, aproveitando-se do distanciamento que a internet e os perfis de redes sociais oferecem para cometerem crimes de ódio gratuitos e propagarem fake news.

Haters – ódio mortal está disponível na Biblioteca Municipal. 

A queda da casa de Usher 

Inspirado em obras de Edgar Allan Poe, nova série encerra o Flanaverso da Netflix

Já está disponível na Netflix a minissérie de horror "A queda da casa de Usher", do diretor Mike Flanagam.

A produção encerra o Flanaverso no canal de streming, junto com outras séries do diretor, que agora vai produzir conteúdos para o Prime Video.

O encerramento, no entanto, não poderia ser mais do que emblemático. Antes mesmo de sua estreia, a crítica apontou como uma "obra-prima". No Rotten Tomatoes, por exemplo, as aprovações da crítica especializada chegaram à marca de 95%.

A queda da casa de Usher é baseado no romance homônimo de Edgar Allan Poe, escritor britânico do século XIX, e um dos principais expoentes do realismo fantástico.

No entanto, a série não segue os passos da narrativa de Poe. Serve apenas de motim para enclausurar o telespectador no ambiente de horror criado, com maestria, por Flanagan.

A trama segue as memórias do[U1] milionário Roderick Usher, conforme conta ao Detetive Dupin (Carl Lumbly) sobre a morte de cada um de seus seis filhos, todos ambiciosos e terríveis herdeiros da fortuna Usher.

A série tem ótimos jumpscares e as cenas de morte são tão poéticas que fica difícil não associá-las aos poemas clássicos de Poe. Como em toda a sua produção, até aqui, não apenas a obra homônima serve de inspiração – mas outras do mesmo escritor servem de um sensacional labirinto criativo para transformar toda a trama em algo original, apesar de sua inspiração artística.

A queda da casa de Usher pode ser assistida com todos os oito episódios já disponíveis na Netflix, a partir desta quinta-feira, dia 12.

Outras obras de Flanagan

As obras que compõem o Flanaverso também estão disponíveis na Netflix. O telespectador não precisa ter assistido a alguma delas para entrar de cabeça em A queda da casa de Usher. Mas conhecê-las é ter um prato de entrada para entender o estilo Flanagan de dirigir e abordar temas humanos diante do universo de horror construído.

A primeira lançada foi A maldição da Residência Hill (baseada no livro A assombração da casa da Colina, de Shirley Jackson); a segunda, é A maldição da Mansão Bly (A segunda volta do parafuso, de Henry James); a terceira, Missa da Meia-Noite (A hora do vampiro, de Stephen King) e, até aqui, a melhor de todas elas; e, a mais fraca, Clube da Meia-Noite. 

Carrie: a estranha

O drama da adolescente de 16 anos, oprimida pela família e rejeitada no universo escolar que desagua em terror intimista

Stephen King é sempre referência quando o assunto é o gênero de terror. Prolífico, sua obra tem impressionantes 62 títulos – muitos deles já foram inspiração para o cinema ou para séries de TV.

Em se tratando de seus livros mais conhecidos, destacam-se: It, a Coisa (ganhou duas adaptações, para a TV e cinema); O Iluminado (que acabou sendo uma obra-prima do cinema de terror nas mãos de Stanley Kubrick); Louca Obsessão (que foi levado também às telonas); À espera de um milagre que também ganhou versão cinematográfica); 1408 (outro a ganhar a produção de Hollywood); e muitos outros.

Mas em se tratando de clássicos, um deles se destaca notavelmente e se mantém atualíssimo para os dias atuais. Trata-se de Carrie, a estranha.

O livro destoa da narrativa fantástica que é povoada pelo sentimento do etéreo e desconhecido para dar lugar a uma espécie de terror psicológico.

A história da menina que sofria bullying por ser estranha na escola, desemboca em poderes paranormais que coloca uma comunidade inteira em perigo.

A narrativa ganhou duas adaptações para o cinema: a de 1976, de Brian de Palma, e que é a melhor versão e mais cultuada; e a medíocre de 2013, com Chloe Grace Moretz e Julianne More.

O que há de interessante neste livro é a forma em que a percepção do terror pela perspectiva do oprimido: aqui, presente em uma adolescente de 16 anos, dominada pela mãe, rejeitada pela comunidade de estudantes de sua idade e que está descobrindo o mundo, suas paixões e seus desejos.

Carrie: a estranha está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal. 

Monte Azul elege conselheiros tutelares

No dia 1º de outubro, 2.197 monteazulenses foram às urnas elegerem os candidatos para as cinco vagas no Conselho Tutelar de Monte Azul Paulista. A eleição transcorreu bem e sem transtornos, segundo o departamento público de segurança da cidade.

Os cinco mais bem votados, como de praxe, ficaram com a vaga: Carolina Beatriz Fogari, com 382 votos; Carlos Augusto Crimberg, 268; Dayane Luisa Pereira, 246; Lilian Geraldis Rocha, 228; e Nivaldo Adriano Cizino, 177.

O novo conselho tomará posse no dia 10 de janeiro de 2024 e inicia o mandato de quatro anos.

Confira na imagem ao lado a votação de todos os candidatos. 

EMEF Prof. Henrique Garcia conclui apresentação de teatro infantil "A Bruxinha que era boa"

Espetáculo tem encerramento nesta sexta-feira, no prédio da Escola Municipal 

A Oficina de Teatro "A arte de sonhar", da EMEF Prof. Henrique da Costa Garcia conclui a semana de apresentações da peça infantil "A bruxinha que era boa" nesta sexta-feira, com encenações na Escola Alzira (para o Fundamental 1) e Aureliano (4º e 5º anos).

Mais de 20 alunos estão envolvidos na montagem do espetáculo, entre a direção, atores e o corpo de baile. A exibição da peça é fruto de trabalho do professor Perez, que trabalha anualmente com os alunos da escola.

A obra é inspirada em texto original da escritora Ana Clara Machado, com direção de David Perez, professor de teatro da escola municipal.

A Bruxinha que era boa foi escrita em 1954 e conta a história de uma bruxa que não consegue fazer maldades. A protagonista, Ângela, sofre na mão das outras bruxas e conta com a ajuda de seu amigo Pedrinho para escapar das garras de um terrível Bruxo.

Dicas para o Halloween

Conheça um cadavérico detetive e sua fiel escudeira talentosa

A partir de hoje, 3, o Blog da Revista Capa oferece dicas para os leitores entrarem em clima de Halloween.

Confira os títulos de terror e horror disponíveis na Biblioteca Municipal.

Sr. Ardiloso Cortês

A coleção infantil que traz o detetive Ardiloso Cortês, e uma menina de 12 anos como sua escudeira, a incomum, inteligente e talentosa Stephanie, trata o gênero de terror com muita criatividade e sarcasmo.

O detetive, um esqueleto falante, argucioso e muito bem vestido, investiga crimes em ambientes insólitos que podem ameaçar o futuro da humanidade.

A coleção é assinada pelo autor Derek Landy e tem uma narrativa bem dinâmica que favorece uma leitura rápida.

A série é muito bem humorada, bem escrita e mexe com a imaginação do público infantil.

Na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo há três volumes para empréstimo: o primeiro, Sr. Ardiloso Cortês; Rosto; e Brincando com fogo. 

Clínica de estética avançada será reinaugurada no próximo sábado

Atendimento oferecerá tratamentos avançados de beleza ao público feminino 

Monte Azul Paulista está prestes a ganhar nova referência na área de saúde e beleza feminina. No próximo sábado, 30, será reinaugurada a clínica Viviane Lemo Estética Avançada e, na ocasião, será oferecido um café da manhã para clientes, a partir das 10h.

O atendimento será especializado em serviços de beleza e estética para mulheres: estéticas faciais e corporais, como limpeza de pele, drenagens a botox e muitos outros.

A farmacêutica esteta responsável pelo empreendimento, Viviane Lemo, comemora a oportunidade de por em prática a aprendizagem que vem vivenciando ao longo dos anos.

"Venho me aperfeiçoando e buscando novas tecnologias e tratamentos modernos há 7 anos e tenho certeza que ofereceremos os melhores serviços para as mulheres que queiram realçar sua beleza, elevar a autoestima e confiança pessoal", afirmou.

Vivane é formada em Farmácia (2009), especializou-se em manipulação e homeopatia e, em 2016, começou a atuar na área de estética com cursos de pós-graduação, formando-se em Estética Avançada.

Ela também tem 10 anos de experiência trabalhando em manipulação e homeopatia, o que agrega e muito aos serviços oferecidos na clínica.

"Com esses tratamentos, elas poderão obter auxílio na redução de peso e medidas, melhorar o melasma, ter rejuvenescimento e um grande auxílio na busca pela qualidade de vida e bem-estar".

A Clínica de Estética Avançada está localizada na Rua 7 de Setembro, 862, Sala B. O contato para consultas é 17-98129-4097.

A maestria da literatura de suspense

Agatha Christie, a escritora que revolucionou o gênero de mistério 

Essa cena é um clichê há muitos anos!

A escritora Agatha Christie: personagem mais célebre é o detetive Hercule Poirot
A escritora Agatha Christie: personagem mais célebre é o detetive Hercule Poirot

Um assassinato foi cometido. Você está em uma sala com possíveis suspeitos de ter cometido crimes. Você, agora, é o responsável por descobrir qual deles é o assassino diante de uma teia intrincada de álibis, seus motivos e suas mentiras.

A trama já foi repetida à exaustão, seja na literatura ou no cinema, mas a genialidade sempre gera um marco para se partir a uma boa dose de suspense e nem sempre o que é clichê, é ruim.

A escritora Agatha Christie tem uma vasta produção literária que merece ser revisitada ou visitada por quem não a conhece.

Apesar de seu reconhecimento literário ter vindo tardiamente, é notória sua contribuição à produção cultural do gênero de suspense.

Sua personagem mais famosa, o inspetor inglês Poirot, ainda continua tendo suas histórias adaptadas para o cinema: Assassinato no Expresso Oriente, Morte no Nilo e, o mais recente, deste ano, Mistério em Veneza.

Ainda para provar essa relevância, há também duas releituras modernas das obras da escritora: a franquia Knives Out, da Netlix, resultou em dois ótimos filmes.

O primeiro, Entre Facas e Segredos; e o segundo, Glass Onion: ambos têm o ex-Bond Daniel Craig como estrela principal.

A principal obra, tida como seu melhor romance, é "E não sobrou nenhum". Dentre outros contos de mistério, também destacam-se Assassinato no Expresso Oriente, Morte no Nilo, dentre outros.

O Blog Revista Capa lista alguns outros títulos de Agatha Christie e que estão disponíveis na Biblioteca Municipal.

Confira!

. Assassinato no Campo de Golfe

. O segredo de Chimneys

. O homem do terno marrom

. A testemunha do crime

. Poirot perde uma cliente

. Os crimes ABC

. O caso dos dez negrinhos

. O Assassinato de Roger Ackroyd

. Três ratos cegos e outros contos

. Um destino ignorado

. Passageiro para Frankfourt

. Assassinato no beco

. Assassinato na casa do Pastor

Esqueleto Arnold abre temporada do Halloween em loja temática Então é Natal

Tire uma fotografia com a mascote da Noite das Bruxas e concorra a um troféu 

Apesar de sua aparência intimidadora, do alto dos seus dois metros e quatro centímetros de altura, o esqueleto Arnold tem sido uma atração e tanto da loja temática de decoração Então é Natal, anexa à gráfica CopyGraph.

Não há um transeunte ou cliente que passe por ele sem ser "cativado" pela mascote do Dia das Bruxas. Se rindo de graça ou de pavor as pessoas se espantam com tamanha articulação: fala diversas frases sobre o Halloween e dá uma gargalhada maligna característica dos vilões dos bons filmes de travessuras.

Mas ele é gente boa e convida quem passa por ele para conhecer a sua coleção de aranhas e pergunta se gosta mais de truque ou travessuras. Seja corajoso e venha tirar uma foto com Arnold: marque a gráfica CopyGraph e loja Então é Natal no Instagram e concorra a um troféu! 

Sarah Fabrício Picoli, de 11 anos, foi uma das aprovadas
Sarah Fabrício Picoli, de 11 anos, foi uma das aprovadas

Monteazulense de 11 anos é aprovada em pré-seleção do Balé Bolshoi

Audiência reuniu mais de 88 participantes de 25 cidades 

No último dia 13, Monte Azul Paulista recebeu audiência de pré-seleção do Balé Bolshói, de Joinville-SC (a única filial fora da Rússia). Foram 88 aspirantes à bailarina e bailarino de 25 cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Destes, sete candidatos foram escolhidos para passar por nova seletiva, desta vez na etapa final, na Chamada Especial, que acontecerá em Joinville/SC, no período de 25 a 29 de setembro de 2023.

Dentre as aprovadas, uma chamou a atenção: Sarah Fabrício Picoli, monteazulense de apenas 11 anos foi selecionada para a fase decisiva.

A chance de receber a pré-seletiva da escola mais famosa de dança e balé do mundo foi iniciativa da bailarina profissional e secretária dos Esportes, Juliana Ferro. Ela celebra a oportunidade que monteazulenses e de outras cidades tiveram para encarar esse difícil desafio que faz parte de muita gente que ama a dança.

"Receber essas 25 cidades, de três estados diferentes, e poder proporcionar a todos os bailarinos e seus familiares uma pré-seleção da maior Escola de Dança do mundo, não tem emoção maior", afirma.

"O que aquece ainda mais o coração é saber que tivemos no meio de 88 candidatos, uma monteazulense aprovada nos representando muito bem, e um professor dedicado feliz com o resultado de um lindo trabalho que é o André Augusto Alves", finalizou. 

Confira quem foi aprovado
Categoria feminina
Nascidos em 2006 a 2012
Amanda Silva de Oliveira – Barretos
Sarah Fabrício Picoli – Monte Azul Paulista
Nascidas entre 213 e 214
Lina Faiçal Dallal – Bebedouro
Sofia Carla Ramos – Viradouro
Yasmin Alves de Souza – Barretos
Masculino
Gustavo Rodrigues Fernandes (2006 a 2011) – São Paulo
Mateus Invernazzi de Souza (2012 a 2014) – Sertãozinho

Saga Percy Jackson

Aventura e fantasia infanto-juvenil está disponível na Biblioteca Municipal

Uma das sagas de aventura e fantasia mais famosa da atualidade, Percy Jackson e os Olimpianos, está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Arroyo.

Seu autor, Rick Riordan, já escreveu tantas sagas que fica quase impossível elencar todas. Mas a mais famosa, e apontada pelos fãs como a melhor, se resume àquela que trata de deus e semideuses da mitologia grega.

A saga conta a fantástica história de Percy Jackson, semideus moderno de 12 anos, que está muito perto de chegar a um acordo com seus novos poderes divinos até Zeus o acusar de roubar seu raio mestre. Com a ajuda de seus amigos Grover e Annabeth, ele deve embarcar em uma aventura de uma vida para encontrá-lo e restaurar a ordem no Olimpo.

A narrativa, inclusive, está prestes a ganhar uma série no canal de Streaming Disney+ em breve.

Confira a ordem cronológica para acompanhar a aventura pelos livros

Percy Jackson e os Olimpianos

Os Heróis do Olimpo

As Crônicas dos Kane

Os Heróis do Olimpo & As Crônicas dos Kane

Magnus Chase e os Deuses de Asgard

Percy Jackson e o Cálice dos Deuses

As Provações de Apolo

O sol e a Estrela

Seção de livros espíritas oferece obras para estudo e romances 

Entre os muitos títulos disponíveis para empréstimo na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo, está a seção de livros espíritas, que chama a atenção pela diversidade de gênero.

Os leitores podem escolher entre opções que servem tanto para estudo da mediunidade e da doutrina, quanto romances psicografados por diversos espíritos ou simplesmente títulos que falam sobre a espiritualidade.

Dentre os títulos, O que eles perderam, de Vera Lúcia Marinzeck, ditado pelo espírito Antonio Carlos, reúne um interessante e importante trabalho para aqueles que acreditam na doutrina dos espíritos ao contextualizar a obsessão: como e a razão de ela se dar, contando casos de obsessão e o que leva aqueles que já desencarnaram querer se vingar ainda no plano terreno.

Ou um dos livros mais procurados de Chico Xavier, Segue-me, ditado por Emanuel, trazendo mensagens de conforto acerca da passagem dos humanos na Terra para uma vida mais proveitosa em torno da caridade.

As muitas prateleiras oferecem uma vasta opção em livros espíritas e, para quem acredita, vale a pena deixar que o livro escolha o leitor – e não vice-e-versa. Aproveite!  

Padre Rodrigo: ativo nas redes sociais, praticante de esportes, chega em Monte Azul com o ideal de Santo Agostinho

"Tenho a consciência de que chego como um líder, mas também quero ser irmão e parte da comunidade", afirma 

O pároco Rodrigo César Sicherolli (pronuncia-se o CH com som de Q) acabou de chegar à comunidade monteazulense para comandar a Paróquia Senhor Bom Jesus. Desde domingo, 3, o padre Rodrigo, como é chamado, está residindo em Monte Azul Paulista de forma definitiva.

Aos 44 anos, celebrará 19 deles como pároco em fevereiro de 2024. Atuou como vigário (que é um padre auxiliar) em Viradouro e na Paróquia Santo Inácio, em Bebedouro.

A primeira paróquia que assumiu como pároco foi na cidade de Pradópolis (Paróquia Santo Antônio), onde ficou por oito anos. Passou também por Guariba (Paróquia São Matheus) e voltou a Bebedouro (Paróquia São João Batista, a matriz da cidade) e ficou por lá sete anos.

O pároco, neste ínterim, visitou a cidade apenas uma vez, quando, na oportunidade, veio à cidade para pregar uma novena do Senhor Bom Jesus a convite do padre Sebastião Ricardo Vicente.

Depois disse, veio à Paróquia fazer a transição para a substituição do padre João e conhecer a cidade.

Ainda pouco familiarizado com as ruas de Monte Azul Paulista, é fato comum que se perca durante algum caminho. Para ele "as ruas da cidade são uma teia de aranha e, às vezes, sempre retorno por onde passei".

Em entrevista, o pároco fala mais sobre sua personalidade e os planos para a comunidade católica de Monte Azul.

Revista Capa. Pode começar elaborando um breve currículo e suas experiências como pároco?

Padre Rodrigo. Tenho 44 e farei, em fevereiro de 2024, 19 anos como padre. A primeira paróquia que assumi foi na cidade de Pradópolis, a Paróquia Santo Antônio, onde fiquei por 8 anos e meio. Antes, havia trabalhado como vigário, que é um padre auxiliar, em Viradouro, e na Paróquia Santo Inácio, em bebedouro.

De Pradópolis, fui transferido para a Paróquia São Mateus, em Guariba, ficando por três anos e, depois, voltei a Bebedouro, na Paróquia São João Batista, que é a matriz da cidade, permanecendo por quase sete anos.

O senhor já conhecia Monte Azul?

Vim para a cidade, como visitante, apenas uma vez. Na ocasião, o padre Sebastião Vicente era me chamou para pregar numa novena do Senhor Bom Jesus. Depois da nomeação, então estive aqui três vezes em reunião e conversas com o Padre João, onde iniciamos a transição, e conheci questões relevantes às partes de pastoral, litúrgica, financeira e administrativa.

Fui conhecer pessoalmente cada uma das capelas e também Marcondésia, onde nunca estive.

Estou residindo aqui permanentemente, vim para cá domingo, quando o padre João se despediu.

Nestes meus primeiros dias, a maior dificuldade é conseguir andar pela cidade que é uma teia de aranha: saio, a hora que eu vejo, noto que já passei aqui por alguns lugares (risos)...

Quais os planos para a Paróquia?

Neste primeiro momento, a proposta é conhecer a realidade da cidade, tanto nos seus aspectos de religiosidade, a parte social, a política – tentar entender o contexto cultural, financeiro, tudo isso é necessário quando se assume uma paróquia, ainda mais em uma cidade como Monte Azul, onde acabo sendo o único padre.

Em relação aos projetos, o objetivo, no momento, é dar sequência àquilo que a própria comunidade tem encaminhado.

Então, vejo que ela está muito bem estruturada. O padre João trabalhou muito bem, a Paróquia tem os dois conselhos principais, o que é importantíssimo, que é um conselho de Pastoral e o outro Financeiro. Também tem a sua estrutura, tanto na matriz quanto nas capelas, sua agenda de horários de missas, das suas reuniões, e está em vigor o projeto que a Diocese mesmo assumiu e a utilização de missão, setorizar para evangelizar, que são os trabalhos de visitas e tudo o que está em andamento vai continuar.

Como por exemplo, a continuação da obra do Centro Pastoral e a futura Secretaria Paroquial.

É difícil falar de projetos futuros, a não aqueles que estão em andamento. Em relação a possíveis mudanças, isso acontecerá com o passar do tempo, com a implementação de novos trabalhos, à medida que vamos conhecendo melhor a realidade.

Como resumiria a sua personalidade? Gosta ou não de redes sociais?

Acredito que os padres, de forma geral, não podem mais ficar enclausurados. O Papa Francisco tem dito muito claramente sobre a importância de uma igreja em saída. Como padre, vou entender a realidade do povo estando com o povo.

Assim, não posso falar da realidade dos povos se não estiver com os povos. Interagir, inclusive nas redes sociais, é muito importante hoje. Sempre mantive, assim, dois perfis: um particular e outro paroquial. Vi que a Paróquia já tem seu Instagram e Facebook, o que basta fazer é alimentar um pouco mais, diariamente: sempre procuro colocar o Evangelho e o Santo do dia, algumas reflexões, gravadas ou textuais.

Na minha rede pessoal, publico momentos com a minha família, com os meus amigos. É engraçado que, muitas vezes, o pessoal diz que treino [esportes] muito.

Acredito que temos de cuidar das três dimensões do ser humano: que é o corpo, a mente e o espírito. Não podemos focar em uma só, as três coisas são importantíssimas e procuro cuidar muito dessas instâncias. Então, vou para a academia, corro, ando de bicicleta...

O senhor também presta atendimentos em psicanálise, não é?

Quando ainda era um jovenzinho, comecei a cursar psicologia e, depois, fiz uma especialização em psicanálise e, atualmente, trabalho como terapeuta para saúde mental em uma clínica.

Toda quinta-feira (é o único dia que reservo para isso na semana) atendo em uma clínica em Bebedouro, cuidando da saúde mental das pessoas. Isso promove uma interação maior, porque sempre houve muita barreira entre a psicologia e a espiritualidade. Quando você consegue equilibrar isso, é possível olhar para o ser humano no todo o que ele é: o corpo, a mente, o espírito, e promover a dignidade de vida do ser humano para outras pessoas, que vivem um desequilíbrio emocional, torna-se mais fácil.

Depois de quatro anos estudando Psicologia, no quinto, conheci a Psicanálise. Não terminei o curso, mas me filiei ao Instituto de Psicanálise de Campinas onde fiz especialização e hoje faço parte da Sociedade Brasileira de Psicanálise Moderna.

Estou habilitado a atender as pessoas para ajudar na questão da saúde mental – a agenda, inclusive, está fechada. Até surgiu uma demanda, mas infelizmente, não dá para atender.

Como as pessoas reagem a essas interações?

As pessoas citam muito essa dinâmica. Por estar como padre na igreja, por trabalhar como profissional na clínica e até por interagir nas redes sociais, dá uma outra dinâmica na percepção da vida de um padre.

É interessante notar, por exemplo, que as pessoas de Monte Azul já começaram a interagir comigo nas redes sociais: nessa semana, brinquei em um dos Stories de que havia me perdido na cidade, recebi mais de 100 respostas das pessoas se disponibilizando a ajudar...

Gostaria de deixar alguma mensagem à comunidade de Monte Azul?

Há um pensamento de Santo Agostinho que gosto demais: quando se tornou bispo em Hipona, disse para o povo: "Para vocês, sou bispo, mas com vocês sou irmão".

Acho que essa sempre foi a minha mentalidade: chego à paróquia como o padre, ser o pastor, ser líder, ser o pátrio. Mas também quero ser irmão e fazer parte da comunidade. Quem tem de se adaptar sou eu. Busco conhecer e interagir o que puder, farei de bom coração. Chego com humildade para isso.

Seção de Terror é sucesso na Biblioteca Municipal 

Uma das seções da Biblioteca Municipal mais procurada dos últimos dias é a do gênero de Terror. Dentre os títulos, estão os clássicos de Stephen King, Henry James, Joseph Conrad, além de coleções infanto-juvenis que têm feito o sucesso entre os jovens leitores.

Os clássicos são sempre bem-vindos e qualquer pessoa que gosta do gênero tem de ler esses títulos considerados obrigatórios: para quem curte o horror sobrenatural, obras de Stephen King como Carrie, a estranha, vale a leitura (o livro ganhou diversas versões para o cinema).

A volta do Parafuso é também um sensacional romance do século XIX que conta uma história de amor malsucedida em uma mansão assombrada – o clássico de Henry James foi inspiração para a série A Maldição da Mansão Bly, da Netflix.

Já Coração das Trevas é um romance psicológico inigualável: a narrativa de Joseph Conrad foi adaptada também para o cinema, resultando em um dos filmes cults mais celebrados sobre a guerra do Vietnã, Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola.

Além deles, outros títulos também estão disponíveis na Biblioteca: como O Livro dos Vampiros; a coleção Sr. Ardiloso Cortês, de Derek Landy; Histórias de Poe; Hora do Espanto; Os Goonies; O Cavaleiro Fantasma; O Labirinto de Ossos; dentre muitos outros.

Todas essas edições se encontram disponíveis para empréstimo na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo. 

Sebrae promove curso para MEIs sobre novo sistema de Nota Fiscal

Emissões serão feitas pelo sistema do governo federal; saiba como participar do curso 

A partir de 1º de setembro todos os microempreendedores individuais (MEIs) lançarão notas fiscais por meio do sistema nacional de emissão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica(NFS-e). A medida foi estabelecida por meio da Resolução 169/2022 e se aplica apenas às empresas desta natureza.

A migração do sistema é obrigatória e permite que o MEI emita, de forma simplificada e padronizada, a NFS nacional.

Para que os microempresários não tenham nenhuma dúvida quanto ao procedimento, o SEBRAE, unidade de Monte Azul Paulista, realiza um curso para prestar orientações sobre a operação na próxima segunda-feira, 4 de setembro. O módulo único acontecerá às 19h, online, pelo Google Meet.

A chave de acesso será enviada ao e-mail cadastrado no ato da inscrição, que pode ser feita gratuitamente pelo link pelo link https://abre.ai/gEBq. O prazo se encerra hoje, 1º de setembro.

O novo sistema de emissão de notas fiscais é gratuito e permite que o empreendedor emita, de forma simplificada e padronizada, a NFS-e nacional. A medida resolve o impasse de cidades que não recolhem imposto pela ausência de administração tributária ou recursos tecnológicos. 

Desmistificando o 7 de setembro

Obra de Laurentino Gomes desfaz o faz-de-conta da Independência do Brasil 

A celebração do 7 de setembro é envolta por imagens épicas e relatos estoicos do grito da Independência dado pelo príncipe regente do Brasil, Dom Pedro I, em 1822.

A uma semana da comemoração do aniversário de 201 anos da data, vale a pena buscar outras fontes para ter um olhar mais amplo sobre um dos momentos que ajudaram a formar o Brasil como conhecemos hoje.

A essa reminiscência, que povoa o imaginário coletivo do brasileiro, contribuíram a obra de Pedro Américo, de 1888, um ano antes da Proclamação da República, em que a tela representa um Dom Pedro I imponente em sua montaria, ao bradar a espada acima em um grito esplendoroso de "Independência ou Morte!"; e livros didáticos que nos ensejam a narrativa oficial da História da data mais emblemática do país.

Uma das obras mais próximas da realidade de um dos momentos mais célebres do Brasil, a premiadíssima 1822, de Laurentino Gomes, trata de desvendar toda a ufanista névoa delirante em torno do mito.

A começar que: a) Dom Pedro I não estava à margem de um rio, mas sim de um riacho, com pouca água; b) não houve grito nenhum, a não ser, talvez, das dores agudas que o príncipe regente sentia das cólicas provenientes de uma dor de barriga aguda, pois estava com sua comitiva enquanto defecava à margem do riacho Ipiranga e lia a carta do pai, Dom João VI, que pedia seu retorno à Portugal e submissão imediata do reino à colônia portuguesa; c) diferente do que pintam os livros didáticos, a independência não foi pacífica, mas custou de 200 a 400 vidas de brasileiros que lutaram para expulsar os portugueses na Bahia, o que aconteceu um ano depois.

Toda a mistificação ufanista criou um "Brasil de faz-de-contas" que submete o próprio brasileiro a um ideário patriótico e delirante que está presente no momento atual.

Ao bordar um país de um Dom Pedro I estoico que bradava sua espada, montado sobre um corcel branco-pérola, a realidade foi violentamente roubada e transfigurada: um país em que imperava a escravidão, a pobreza e o analfabetismo.

Esse paradoxo – e a usurpação de um pelo outro, criou um país segregado e até hoje racista, desigual e violento.

A obra 1822, de Laurentino Gomes é uma leitura deliciosa que mostra também outros bastidores que cercam o Brasil da Independência em 1822 e ajudam a tentar responder as perguntas sobre a atualidade do país e seus problemas sociais e econômicos.

Ela é parte de uma trilogia que reconta com detalhes de bastidores a formação da nação brasileira em três períodos distintos: o de 1808, que abrange a chegada da família real (Dom João VI e Carlota Joaquina), que fugia de Napoleão; e 1889, que trata de desmistificar outro acontecimento célebre no país, o da Proclamação da República (e que merece ser lido de maneira atenta).

Todas essas obras estão disponíveis para empréstimo na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo.

Mercado imobiliário vive déficit de terrenos em Monte Azul

Falta de lotes não influencia no preço, mas barra sonho da casa própria por meio de programa do governo federal 

O déficit de terrenos populares em Monte Azul Paulista é o maior entrave para contemplados pelo programa Minha Casa Minha Vida, realizarem o sonho da casa própria. Atualmente, os preços disponíveis em lotes já existentes não se encaixam na faixa das famílias cadastradas.

Segundo Lígia Freitas, corretora há mais de 10 anos e proprietária da Imobiliária Getsêmani, a defasagem acaba atrapalhando quem foi contemplado pelo programa do governo federal.

Em julho, o programa sofreu uma atualização de valores e, para a faixa três (que compreende famílias com renda de R$ 4.400 a R$ 8 mil) cujo teto passou a R$ 350 mil. O problema é que este valor está aquém da maioria do que é ofertado na cidade e, quando se encaixa, quase nada sobra para a construção da residência.

"Apesar de ter tido esse upgrade, que foi muito bom, o valor foge do que é pedido pelos terrenos na cidade e, o que é pior, faltam lotes a preços populares também", afirma Lígia.

Os terrenos monteazulenses, dependendo da localização, valem de R$ 360 a R$ 800 o metro quadrado.

"Isso acaba inviabilizando o sonho de muita gente – e para o lançamento de novos lotes, que é o que esperamos que aconteça, há uma grande burocracia. Mas estamos sempre de olho no que acontece no mercado imobiliário da cidade", explica.

Defasagem influencia no preço?

A alta procura e pouca oferta de terrenos, segundo a corretora Lígia Freitas, não influenciam no preço e nem há expectativa de que os mesmos caiam quando novos loteamentos forem lançados.

Historicamente, é isso o que acontece com o mercado imobiliário monteazulense. "Não deve afetar – como falei, o preço é influenciado pela localização e também tem, nisso, o desejo do proprietário", lembra.

Mas há um setor que é influenciado pela defasagem: o de aluguéis, que há muito estão defasados.

Novos loteamentos

A reportagem procurou a Prefeitura para saber se há novos projetos de lançamento de loteamentos em Monte Azul Paulista.

Segundo o secretário geral de governo, Cláudio Antonio Henrique, há boas perspectivas, principalmente para quem procura por terrenos a preços populares.

"Acredito que a conclusão da Estação de Tratamento do Cachoeirinha, que foi entregue há pouco tempo, vai tornar mais viável e atraente o lançamento de novos loteamentos", afirma.

Isso porque com a conclusão da ETE, que eleva o tratamento de esgoto a 70% do total na cidade, beneficia proprietários de lotes que poderão ter seu sistema de esgoto ligados a ela e não precisarão construir estações compactas, o que encarece mais os empreendimentos.

O secretário geral de governo afirma que, nos próximos 90 dias, há previsão do lançamento de quatro loteamentos, o que pode aumentar a oferta em até mil terrenos. Dois deles, deverão ter preços populares e ajudar quem está contemplado pelo Minha Casa Minha Vida.

Confira os preços dos lotes atuais em Monte Azul Paulista

Bairro - Preço (metro quadrado)

Arroyo - 500 a 600

Baraldi - 500

Itamaraty - 800

Jardim Amazonas - 360

Jardim Califórnia - 360

Jardim dos Ipês - 650

Residencial Jequitibá - 300

Vila Real - 300

Biblioteca tem 250 retiradas de livros em um mês 

A Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo chegou a 250 livros emprestados em pouco mais de um mês de funcionamento.

O prédio foi inaugurado no aniversário da cidade, 29 de junho, mas começou a prestar serviços duas semanas depois, quando a equipe começou a organizar o acervo.

Foram 128 livros emprestados nas duas primeiras semanas e 122 nas conseguintes ao mês de agosto.

A maioria dos leitores é de jovens que buscaram títulos do gênero infanto-juvenil, como mangás, livros de ficção extraordinária, de suspense e mistério.

Agora, a biblioteca também está apta para receber estudantes que queiram realizar pesquisas: há muitas opções nas seções de Medicina, Filosofia, Religião, Administração, Matemática, Direito, Biografia, além de além das já tradicionais Literatura, Infanto-Juvenil e impressos populares.

A biblioteca está localizada em prédio que fica atrás do Adolescentro, na Rua Jovita Pereira Plaza, 570, bairro São Francisco. 

Da música ao cinema

As biografias imperdíveis que estão na Biblioteca Municipal 

Estrelas do cinema, astros do rock'n roll e até magnata da mídia que mandava no Brasil na década de 1950, a Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo conta com biografias imperdíveis para quem gosta do gênero.

A música, principalmente o rock, está bem representado com A balada de John e Yoko, que conta um pouco do conturbado relacionamento entre um dos maiores compositores da história da música e da artista plástica nova-iorquina que levou ao rompimento dos Beatles; tem também a biografia do genial David Bowie, de Marc Splitz, contando a vida do camaleão do rock'n roll e sua imensa importância para o gênero pop; e uma das mais vendidas do gênero, Eu sou Ozzy, que conta a trajetória da estrela pop Ozzy Osbourne.

No cinema, os destaques estão para a biografia de Katherine Hepburn, recordista de estatuetas do Oscar e eleita a melhor atriz do século XX; e talvez daquele que seja o maior diretor da história do cinema: Alfred Hitchcock, que dispensa comentários.

Para finalizar, os leitores poderão conferir a envolvente vida de Assis de Chateaubriand, no deslumbrante Chatô, o Rei do Brasil, do autor Fernando Morais. Relato preciso de época, conta a história do magnata da imprensa brasileira e sua história controversa. É imperdível!

Todos os títulos estão disponíveis na Biblioteca Municipal. 

Fenômeno da TV, saga literária que deu origem a Game of Thrones está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal 

Obra de R.R. Martin é composta de seis livros – leitores podem entender polêmicas geradas com desenlace da série 

 Os fãs da série que fez história na TV, Game of Thrones, e que nunca leram os livros que inspiraram os acontecimentos do grande sucesso da HBO, podem, enfim, ler a obra do escritor de língua inglesa George R.R. Martin.

Os exemplares (que compõem um total de seis livros da saga) estão disponíveis para empréstimos na Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Arroyo.

Este também é um bom convite para que os leitores entendam toda a polêmica gerada entre o enredo adaptado para a TV e os fãs da saga literária, uma vez que a série não conta todos os pormenores dos acontecimentos descritos nos livros.

A história se passa na cidade de Porto Real e seu torno de ferro, maior cobiça entre os grandes líderes continentais de Westeros (ao tomar posse deste, o detentor tem poderes sobre os sete reinos).

Confira a ordem cronológica para ler os livros

A Guerra dos Tronos (1º livro)

A Fúria dos Reis (2º livro)

Tormenta de Espadas (3º livro)

O Festim dos Corvos (4º livro)

A Dança dos Dragões (5º livro)

Os Ventos do Inverno (6º livro)



Monte Azul Paulista é segundo lugar nas Olimpíadas de Taiaçu 

Monte Azul Paulista conquistou o 2º lugar no ranking da 14ª edição das Olimpíadas de Taiaçú, que aconteceu de 14 a 30 de julho. O bom resultado se soma com a 15ª posição obtida nos Jogos Regionais que aconteceram no mesmo mês.

A delegação da cidade foi representada por 175 atletas que disputaram modalidades como: futsal (masculino e feminino), futebol de campo, dama, truco (feminino e masculino), bilhar, futebol society, basquete, voleibol (masculino e feminino), vôlei de areia (masculino e feminino), atletismo, xadrez, dominó, supino e tênis de mesa (masculino e feminino).

Monte Azul conquistou cinco medalhas de ouro e de prata e quatro de bronze, ficando atrás apenas da anfitriã, Taiaçu, com total de oito medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze. 

Conheça as coleções de mangás disponíveis na Biblioteca Municipal

HQs orientais têm chamado a atenção do público jovem 

A seção infanto-juvenil da Biblioteca Municipal Clóvis Julião Arroyo oferece boas opções para crianças e adolescentes que têm o hábito da leitura como companheira de aventuras.

Dentre elas, os mangás, que fazem sucesso há gerações, destacam-se com três coleções para quem gosta do gênero.

Mangá é o nome dado às HQs de origem japonesa e que são lidos de maneira não tradicional á leitura ocidental (da esquerda para a direita).

Dentre eles, os leitores podem encontrar coleções de Vagabond e Slam Dunk, de Takehiko Inoue; e Lobo Solitário, de Kazuo Koike.

Vagabond/ Takehiko Inoue

O mangá retrata à sua própria maneira a vida fictícia de Miyamoto Musashi, um dos maiores samurais do Japão. Sua trama é um misto de jornada intelectual do autoconhecimento, ao mesmo tempo em que treina suas habilidades com a espada em busca do título de "Invencível abaixo do Sol".

Slam Dunk/ Takehiko Inoue

Slam Dunk traz a história de Hanamichi Sakuragi, um estudante do colegial delinquente apaixonado pela delicada Haruko Akagi, que o introduz ao mundo do basquete. A partir daí, o desajeitado personagem começa a se envolver no esporte, em fazer parte de uma equipe e a se desenvolver como atleta e pessoa.

Lobo Solitário/ Kazuo Koike

Lobo Solitário narra a história de Ogami Ittō, o carrasco do Shogun que usa uma espada de batalha dōtanuki. Desonrado por falsas acusações do clã Yagyū, ele é forçado a tomar o caminho do assassino. Junto com seu filho de três anos de idade, Daigorō, eles procuram vingança sobre o clã Yagyū.

Monte Azul conquista medalhas nos Jogos Regionais de Barretos 

Monte Azul Paulista conquistou cinco medalhas na 65ª edição dos Jogos Regionais, que aconteceu no período de 13 a 23, na cidade de Barretos. A Secretaria de Esportes do município foi medalha de ouro no voleibol masculino, duas vezes prata no tênis de mesa no feminino sub-21 (por dupla e por equipe) e dois bronzes no tênis de mesa masculino livre (por dupla e equipe).

A cidade também disputou modalidades como futsal, vôlei de praia, ciclismo, voleibol feminino e atletismo. No total, 87 atletas monteazulenses formaram a delegação monteazulense.

"Fizemos uma participação muito legal nos Jogos, com resultados expressivos, tanto individuais, como por equipe e também no geral", afirmou Juliana Costa Ferro, secretária de Esportes do Município.

Na classificação geral, Monte Azul terminou em 15º em um ranking com 58 cidades – o resultado foi comemorado pela Secretaria Municipal de Esportes.

Os Jogos Regionais são uma realização da Secretaria Estadual de Esportes de São Paulo em diversas cidades sedes que representam uma macrorregional. 

Coleção infanto-juvenil tem clássicos de mistério e terror 

Lançada na década de 1970, a coleção infanto-juvenil Vagalume foi o ponto de partida para criar o hábito de leitura de muitas gerações.

Em edições compactas, com menos de 100 páginas que favorecem uma leitura rápida, as publicações reúnem contos de mistério, terror e drama de autores brasileiros, como Lúcia Machado de Almeida, Marcos Rey, Maria José Dupré, dentre outros.

A série foi popularizada nas escolas públicas durante a década de 1990, com indicações de professores de Literatura e Língua Portuguesa para completar fichas de leitura durante o ano letivo.

A Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo possui em seu acervo 93 livros (alguns com edições repetidas) da Coleção que é uma ótima indicação para qualquer jovem que quer enriquecer e tornar a leitura um hábito.

Confira os livros essenciais e retire emprestado na Biblioteca.

  • O escaravelho do Diabo – livro que reúne mistério e suspense, a trama foi parar nas telas de cinema com relativo sucesso. Escrito por Maria Lúcia Machado de Almeida, é um dos títulos mais conhecidos.
  • Um cadáver ouve rádio – romance policial de Marcos Rey, a trama é envolvente do início ao fim.
  • O mistério do cinco estrelas – Mais um de autoria de Marcos Rey, o conto policial envolve com maestria a atenção do leitor do começo ao fim.
  • O rapto do garoto de ouro – outra obra de Marcos Rey que chama a atenção, conta a história do rapto de uma estrela do rock e de figuras bizarras do bairro Bixiga, em São Paulo.
  • Éramos Seis – De Maria José Dupré, a história conta um importante período da história de São Paulo e do Brasil, com a Revolução Constitucionalista de 1932 ganhando as ruas da capital.

Barbie não é o filme que muita gente pensa ser 

Se você esperava por um filme inspirado com todas as futilidades que o nome Barbie suscita... bem, o engano foi grande.

O filme da Barbie que estreia hoje no cinema é um belo compilado de críticas sociais, ainda que não as trate de maneira mais aprofundada. Engraçado, cético, onírico e de ácido, a produção que tem a linda e competente Margot Robbie (que estrela a própria boneca) e Ryan Gosling (como o namorado Ken) usa e abusa do mundo criado em torno do simbolismo que o nome Barbie representa a tantas gerações (até hoje!).

A crítica, aliás, tem adorado. No site Roten Tomatoes que agrega as críticas de filmes, games e outros produtos culturais, mostra 89% de críticas positivas dos maiores sites, revistas e jornais.

Os elogios vão desde às críticas à moldagem da personalidade que a Barbie criou em torno das meninas que brincam e brincavam de boneca com ela (como aspectos físicos, valores morais e futilidades ensejadas pelo símbolo) até os diálogos, atuações, elenco e, claro, a ambientação com seu mundo pink, com cenário e figurino muito bem adaptados para a telona.

Aliás, a campanha publicitária pré-estreia de Barbie já ganhou o mundo com as cores da boneca, deixando muita gente hypado. Quem gosta de cinema, no entanto, já tinha alguma expectativa de que o filme seria bem mais do que uma simples adaptação do brinquedo mais famoso do mundo.

Greta Gerwig, diretora dos ótimos Lady Bird e Adoráveis Mulheres, sabe como ninguém construir uma narrativa feminista bastante contundente. Aqui, pelo menos, ainda que não de maneira profunda, as questões abordadas em filmes anteriores voltam: como formação de identidade, emancipação, independência...

O fato é que a crítica já pinta o filme como um dos melhores do ano. Se der, assista!

Barbie – no mundo das bonecas

Dirigido por Greta Gerwig

Duração: 114 minutos

Classificação: 12 anos

Estreia: 20 de julho nos cinemas de todo o Brasil.

O realismo visceral de Machado de Assis 

Obras como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas jamais saem de mora. Ou não deveria.

Todo brasileiro deveria ter o costume de ler três ou quatro obras de Machado de Assis – talvez o maior escritor brasileiro que revolucionou o jeito de narrar histórias no país subvertendo a moda do naturalismo e vertendo à veia do realismo psicológico com três obras fantásticas.

Afinal, quem é que começa um livro de trás para frente, colocando no centro da coisa toda, um cadáver que decide contar suas memórias, em Memórias Póstumas de Brás Cubas?

Ou então um intrincado triângulo amoroso que pode ou não revelar uma traição com jeito rodrigueano de narrar os sentimentos de um "pseudo-corno" como uma tragédia suburbana em Dom Casmurro?

Quincas Borba é futurista por se tratar de uma espécie narrativa social ao colocar um mendigo como um interlocutor existencialista ao questionar o sentido real das coisas que se tem e se faz?

Essas três obras estão disponíveis na Biblioteca Municipal e merecem ser lidas e relidas sem rodeios.

Trata-se do que há de melhor em nossa já vasta literatura! 

The Last of Us e Succession dominam indicações ao EMMY

As duas melhores séries do primeiro semestre, dominaram as indicações ao EMMY 2023, o maior prêmio de produções para a TV dos EUA.

O anúncio das categorias e seus concorrentes foi feito na terça-feira, 12. Sem surpresas, The Last of Us e a Quarta e última Temporada de Succession, ambas da HBO, dominaram as indicações com 51 indicações.

Succession é a que mais reuniu nomeações com 27 no total; The Last of Us, 24. Ainda há destaques para The White Lotus, também da HBO, com 23, e Ted Lasso (Apple TV), com 21.

No total, a HBO é a plataforma que mais reuniu indicações, com 74 no total.

Confira as indicações

Melhor série de comédia

  • 'Abbott Elementary'
  • 'Barry'
  • 'The Bear'
  • 'Jury Duty'
  • 'The Marvelous Mrs. Maisel'
  • 'Only murders in the building'
  • 'Ted Lasso'
  • 'Wandinha'

Melhor ator em série de comédia

  • Bill Hader - 'Barry'
  • Jason Segel - 'Shrinking'
  • Martin Short - 'Only Murders in the Building'
  • Jason Sudeikis - 'Ted Lasso'
  • Jeremy Allen White - 'The Bear'

Melhor atriz em série de comédia

  • Christina Applegate - 'Dead to me'
  • Rachel Brosnahan - 'The Marvelous Mrs. Maisel'
  • Quinta Brunson - 'Abbot Elementary'
  • Natasha Lyonne - 'Poker Face'
  • Jenna Ortega - 'Wandinha'

Melhor Série de Drama

  • 'Andor'
  • 'Better Call Saul'
  • 'The Crown'
  • 'House of the Dragon'
  • 'The Last of Us'
  • 'Succession'
  • 'The White Lotus'
  • 'Yellowjackets'

Melhor atriz em série de drama

  • Sharon Horgan - 'Bad Sisters'
  • Melanie Lynskey - 'Yellowjackets'
  • Elisabeth Moss - 'The Handmaid's Tale'
  • Bella Ramsey - 'The Last of Us'
  • Keri Russell - 'The Diplomat'
  • Sarah Snook - 'Succession'

Melhor ator em série de drama

  • Jeff Bridges - 'The Old Man'
  • Brian Cox - 'Succession'
  • Kieran Culkin - 'Succession'
  • Bob Odenkirk - 'Better Call Saul'
  • Pedro Pascal - 'The Last of Us'
  • Jeremy Strong - 'Succession'

Melhor minissérie ou antologia

  • 'Treta'
  • 'Dahmner - Monster: The Jeffrey Dahmer Story'
  • 'Daisy Jones & The Six'
  • 'Fleishman is in trouble'
  • 'Obi-Wan Kenobi'

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV

  • Taron Edgerton - 'Black Bird'
  • Kumail Nanjiani - 'Welcome to Chippendales'
  • Evan Peters - 'Dahmner - Monster: The Jeffrey Dahmer Story'
  • Daniel Radcliffe - 'Weird: The Al Yankovic Story'
  • Michael Shannon - 'George & Tammy'
  • Steven Yeun - 'Treta'

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV

  • Lizzy Caplan - 'Fleishman is in trouble'
  • Jessica Chastain - 'George and Tammy'
  • Dominique Fishback - 'Swarm'
  • Kathryn Hahn - 'The beautiful things'
  • Riley Keough - 'Daisy Jones & The Six'
  • Ali Wong - 'Treta'

Melhor programa de competição

  • 'The amazing Race'
  • 'RuPaul's Drag Race'
  • 'Survivor'
  • 'Top Chef'
  • 'The Voice'

Melhor talk show

  • 'Daily show with Trevorr Noah'
  • 'Jimmy Kimmel Live!'
  • 'Late night with Seth Meyers'
  • 'The Late Show with Stephen Colbert'
  • 'The Problem with Jon Stewart'

Melhor ator coadjuvante em série de drama

  • F. Murray Abraham - 'The White Lotus'
  • Nicholas Braun - 'Succession'
  • Michael Imperioli - 'The White Lotus'
  • Theo James - 'The White Lotus'
  • Matthew Macfadyen - 'Succession'
  • Alan Ruck - 'Succession'
  • Will Sharpe - 'The White Lotus'
  • Alexander Skarsgård - 'Succession'

Melhor atriz coadjuvante em série de drama

  • Jennifer Coolidge - 'The White Lotus'
  • Elizabeth Debicki - 'The Crown'
  • Meghann Fahy - 'The White Lotus'
  • Sabrina Impacciatore - 'The White Lotus'
  • Aubrey Plaza - 'The White Lotus'
  • Rhea Seehorn - 'Better Call Saul'
  • J. Smith-Cameron - 'Succession'
  • Simona Tabasco - 'The White Lotus'

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

  • Anthony Carrigan - 'Barry'
  • Phil Dunster - 'Ted Lasso'
  • Brett Goldstein - 'Ted Lasso
  • Anazib Freevee - 'Jury Duty'
  • Ebon Moss-Bachrach - 'The Bear'
  • Tyler James Williams - 'Abbott Elementary'
  • Henry Winkler - 'Barry'

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

  • Alex Borstein - 'The Marvelous Mrs. Maisel'
  • Ayo Edebiri - 'The Bear'
  • Janelle James - 'Abbott Elementary'
  • Sheryl Lee Ralph - 'Abbott Elementary'
  • Juno Temple - 'Ted Lasso'
  • Hannah Waddingham - 'Ted Lasso'
  • Jessica Williams - 'Shrinking'

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para a TV

  • Murray Bartlett - 'Welcome to Chippendales'
  • Paul Walter Hauser - 'Black Bird'
  • Richard Jenkins - 'Dahmer - Monster: The Jeffrey Dahmer Story'
  • Young Mazino - 'Treta'
  • Jesse Plemons - 'Love & Death'

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para a TV

  • Annaleigh Ashford - 'Welcome To Chippendales'
  • Maria Bello - 'Treta'
  • Claire Danes - 'Fleishman Is In Trouble'
  • Juliette Lewis - 'Welcome To Chippendales'
  • Camila Morrone - 'Daisy Jones & The Six'
  • Niecy Nash-Betts - 'Dahmer - Monster: The Jeffrey Dahmer Story'
  • Merritt Wever - 'Tiny Beautiful Things'

Melhor programa de variedades

  • 'A Black Lady Sketch Show'
  • 'Last Week Tonight With John Oliver'
  • 'Saturday Night Live'

Melhor direção em série de comédia

  • Bill Hader - 'Barry'
  • Christopher Storer - 'The Bear'
  • Amy Sherman-Palladino - 'The Marvelous Mrs. Maisel'
  • Mary Lou Belli - 'The Ms. Pat Show'
  • Declan Lowney - 'Ted Lasso'
  • Tim Burton - 'Wandinha'

Melhor direção em série de drama

  • Benjamin Caron - 'Andor'
  • Dearbhla Walsh - 'Bad Sisters'
  • Peter Hoar - 'The Last of Us'
  • Andrij Parekh - 'Succession'
  • Mark Mylod - 'Succession'
  • Lorene Scafaria - 'Succession'
  • Mike White - 'The White Lotus'

Melhor direção em minissérie, antologia ou filme para a TV

  • Lee Sung Jin - 'Treta'
  • Jake Schreier - 'Treta'
  • Carl Franklin - 'Dahmer - Monster: The Jeffrey Dahmer Story'
  • Paris Barclay - 'Dahmer - Monster: The Jeffrey Dahmer Story'
  • Valerie Faris e Jonathan Dayton - 'Fleishman Is In Trouble'
  • Dan Trachtenberg - 'Prey'

Melhor roteiro em série de comédia

  • Bill Hader - 'Barry'
  • Christopher Storer - 'The Bear'
  • Mekki Leeper - 'Jury Duty'
  • John Hoffman, Matteo Borghese e Rob Turbovsky - 'Only Murder in the Building'
  • Chris Kelly e Sarah Schneider - 'The Other Two'
  • Brendan Hunt, Joe Kelly e Jason Sudeikis - 'Ted Lasso'

Melhor roteiro em série de drama

  • Beau Willimon - 'Andor'
  • Sharon Horgan, Dave Finkel e Brett Baer - 'Bad Sisters'
  • Gordon Smith - 'Better Call Saul'
  • Peter Gould - 'Better Call Saul'
  • Craig Mazin - 'The Last of Us'
  • Jesse Armstrong - 'Succession'
  • Mike White - 'The White Lotus'

Melhor roteiro em minissérie, antologia ou filme para a TV

  • Lee Sung Jin - 'Treta'
  • Joel Kim Booster - 'Fire Island'
  • Taffy Brodesser-Akner - 'Fleishman is in trouble'
  • Patrick Aison e Dan Trachtenberg - 'Prey'
  • Janine Naber e Donald Glover - 'Swarm'
  • Al Yankivic e Eric Appel - 'Weird: The Al Yankovic Story'

Melhor roteiro em especial de variedades

  • 'The Daily Show with Trevor Noah'
  • 'Last Week Tonight with John Oliver'
  • 'Late Night with Seth Meyers'
  • 'The Late Show with Stephen Colbert'
  • 'Saturday Night Live'

João Guimarães Rosa – Grande Sertão Veredas e Corpo de Baile 

João Guimarães Rosa é um dos grandes nomes da literatura brasileira e representante da literatura pós-moderna, aquela da qual fazem parte também William Faulkner e James Joyce.

Embora a leitura de seus contos e romances não sejam tão fáceis, desbravar a obra de Guimarães é um convite ao desafio de reimaginar o sentido que frases inteiras podem ganhar quando lidas e relidas à exaustão.

É divertido e apaixonante! Guimarães Rosa é conhecido por seus neologismos, mas o que é preciso destacar é que ele era mestre em criar sentimentos por meio de frases às vezes nonsenses expressas por suas personagens, mas que ganham perfeito sentido assim que as suas tramas se desenvolvem.

Confira duas dicas de leitura para retirar na Biblioteca Municipal.

Corpo de Baile/1956

O leitor acompanha o redemoinho de sentimentos de Soropita, um homem rural que, em meio às suas aventuras na noite de sua cidade, acaba se apaixonando por Doralda, uma prostituta. Quando ele decide se casar com ela, desenrola-se um dilema na vida do personagem, que opta por se mudar de cidade.

Grande Sertão – Veredas/ 1956

Romance publicado junto de Corpo de Baile, reúne conjunto de narrativas dividido em dois volumes. Profundamente revolucionário, a narrativa conta episódios da República Velha.

Nós Mães

Na procissão de Sexta-feira Santa vi um anjinho com os cachos molhados de suor, chorando impaciente, no colo de sua mãe. Anjinho num braço, vela acesa na mão, ela seguia rezando alto. Acho que boa parte do tempo de mãe é de fé, esperança. Caridade na medida do possível. De mamãe ainda conservo a fita vermelha do Apostolado da Oração. Da titia, o véu preto de nhanduty, tantas vezes usado na comunhão. Da vovó, o Der Geheiligte des Cristen. Relíquias, orações, Agnus Dei, novenas e trezenas. Tantas vezes manuseadas, lidas, murmuradas. Mãe tem diversos tempos: Espera, vigília, renuncia de sono, de laser, de aquisições, de sonhos e, tempo integral de trabalho, orientação. Nunca me questionei se errei muito ou pouco na educação de meus filhos. Adianta? Um dia, a gente acena até o carro dobrar a esquina sem desconfiar que está perdendo, naquela hora, o filho ou filha que vai estudar fora. Casamento – o pânico arranca as entranhas enquanto a aparência é sorriso, calma, felicidade. Mãe é um poço de dissimulação. Anos de prática. Quando se pensa que tudo acabou, os filhos estão de volta pedindo aquela nossa comidinha – olha, dá até água na boca. Nossos trabalhos de agulhas, nossas receitas herdadas, os elos invisíveis, as lições de vida. Um jeito igual, os mesmos gostos. Cuidam da nossa aparência como nos preocupávamos com eles. - A senhora está ótima assim. - Mãe, o que a senhora acha? - Não conta pra ninguém, por enquanto. Num dia angustiante, resolvi ligar para uma de minhas filhas, expor o problema, pedir ajuda. Falei, falei, a resposta foi: - Mãe, reza! - Que rezar, que nada. Passei a vida rezando, adiantou alguma coisa? É preciso tomar uma providência concreta, imediata. - Mãe, reza! Desliguei trêmula, sentindo-me desamparada. Lembrei-me daquela oração. De joelhos no chão, rezei com todo fervor, arrependida da blasfêmia. Além da graça alcançada – Meu Deus, obrigada por ter conseguido plantar no coração de meus filhos a semente da fé.

Thaysa Zuccherato
Thaysa Zuccherato

Crônica para quem tem mais perguntas que respostas 

"(...) seja paciente com tudo o que não está resolvido em seu coração. Tente amar as próprias interrogações, como se fossem quartos trancados ou livros escritos num idioma estrangeiro. Não procure agora as respostas que não podem ser dadas, pois você não seria capaz de vivê-las. E o importante é viver tudo. Por enquanto, apenas viva as perguntas. Talvez então, pouco a pouco, sem mesmo perceber, você possa, em um dia distante, conviver com as respostas." Tenho esse trecho anotado perto de mim, ao lado do computador. É de um livro que me trouxe – e até hoje traz, grandes inspirações. Carta a um jovem poeta, de Rilke. O mais legal desse livro é que parece ser um diálogo em que, também, compartilhamos nossas inúmeras incertezas e perguntas. Sempre carreguei mais perguntas do que respostas e ficava preocupada por muitas vezes não as ter! Isso também não é problema. A maioria das pessoas acredita que viver é dar satisfações das nossas razões, é justificar nossas escolhas o tempo todo, para que possamos ser aceitos no mais do mesmo da sociedade. Se a gente passa pela vida apenas para ser igual, tendo respostas prontas, nos cansamos. E no final questionaremos: de que serve a vida? Ficamos ocos. Essa perseguição constante da busca do eu só é válida quando se atira à corrente da vida sem se agarrar ao anzol, pescando a si próprio, sem se comparar ao tamanho dos outros, neste ou naquele curioso disfarce de si. De fato precisamos tirar, durante a vida, muitas perguntas para secar ao sol, receber um pouco de luz. Parece ser injusto viver com a cabeça enxarcada e o peito úmido diante de tanto sol e flores balançando ao vento. Viver requer coragem que por muitos momentos não temos. Para tê-la, é preciso construí-la com afeto e paciência. Quando percebemos que viver é estar em alto-mar, entendemos que toda ventania e tempestade nos levam a algum caminho e nos apontam uma direção. Certa vez, li uma passagem que dizia que na floresta, para cada ramo ressecado há vinte outros em flor, para cada um que floresce, mais cem que brotam. Somos justamente essa floresta fértil, que para cada pergunta, haverá tantas outras respostas que nos levará a outras perguntas. Se viver não for este exercício de questionarse, descansar, encontrar respostas e voltar a dúvida, o que é? Depois que morrer a morte, restará a vida? Vivemos a morte para então viver? Sei que quem lê terá suas próprias convicções e perguntas. Gosto da ideia de após viver aqui, voltarei a viver em algum lugar com quem amo. Seria a vida um exercício de vivências para irmos respondendo, a cada crise existencial posta pela idade, até cessarmos as dúvidas? Fico me perguntando se mereço o companheiro que tenho, o filho que tenho, a família, meus gatos, a janela que mostra o verde ao longe e o asfalto perto. Tenho a abundância do amor e afeto em minha vida, e assim, quase que na mesma proporção o peito remendado de perguntas e traumas. Me alivio sabendo que não sou a única a pensar assim, pois como disse Guimarães, viver é um rasgarse e remendar-se, e completo: para que no fim, essa colcha de retalhos nos cubra dos pés à cabeça, de fôlego e incertezas, para que nunca paremos de buscar a felicidade e a resposta de nós mesmos.

Tem pra emprestar: O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago 

Um dos grandes clássicos da Literatura em Língua Portuguesa está disponível para empréstimo na Biblioteca Dr. Clóvis Julião Arroyo.

O Evangelho Segundo Jesus Cristo, do português vencedor do Prêmio Nobel, José Saramago, é um dos três pilares de sua vasta obra, junto com Memorial do Convento e O ano da morte de Ricardo Reis.

O romance trata de uma visão mais "humanista" de Jesus Cristo ao recontar a história bíblica do fundador do cristianismo. Saramago excluí o divino para contar, de forma magistral, uma narrativa de um homem comum a todos os outros antes do drama da Paixão.

Assim como todo o romance histórico do português, a sagacidade e a ironia traçam o caminho do leitor até as páginas finais. A leitura, embora não seja fácil devido à elaborada escrita do autor, é muito recompensadora devido ao caráter engrandecedor de uma história mais humana e menos romantizada pela alusão ao divido, por assim dizer.

Biblioteca Municipal é reinaugurada no aniversário da cidade

Em novo prédio, leitores podem encontrar acervo de livros de diversos gêneros para empréstimo 

A Biblioteca Municipal Dr. Clóvis Julião Arroyo foi reinaugurada durante as festividades que celebraram o aniversário de Monte Azul Paulista de 127 anos. A solenidade aconteceu na sexta-feira, 30 de junho.

Na cerimônia, estiveram presentes familiares do homenageado, como a esposa, Luzia Carmen Vianna Arroyo; a filha, Maria Paula Vianna Arroyo Lemo e o genro Antônio Carlos Lemo; o neto Tiago Arroyo Lemo; além de outros representantes da família Arroyo, como Lúcia, Fábio e José Eduardo e Odete.

Ligados à administração pública, estiveram presentes o prefeito Marcelo Otaviano, o secretário geral de governo Cláudio Antonio Henrique, a secretária da Educação Regina Del'Arco, o secretário da Promoção Social, Júlio Santos; e os vereadores Fábio Jerônimo Marques, Orival Alves, Eliel Prioli, José Alfredo Perez Cantori, Luciana Kubica e Luciene Fachini.

A Biblioteca Municipal ficou por pouco mais de três anos desativada: com a pandemia em curso, com decreto de fechamento de repartições públicas, o acervo foi retirado do antigo prédio e desde então não foi realocado quando a situação normalizou.

Agora, em prédio próprio, os leitores do município poderão voltar a ter acesso aos livros.

Maria Paula Vianna Arroyo Lemo aprovou a reabertura e espera que a administração pública faça o possível para mantê-la ativa e atrativa aos leitores da comunidade.

"Finalmente a Biblioteca Municipal pôde reabrir as portas ao público em Monte Azul Paulista e minha família e eu esperamos que ela possa prestar bons serviços aos leitores e a Prefeitura possa incentivar cada vez mais que os jovens usufruam de seu acervo, afinal, a leitura é capaz de transformar toda uma população", lembrou.

A homenagem à Clovis Julião Arroyo, que passou a nomear a Biblioteca Municipal em 2008, fruto de uma indicação dos vereadores Marta do Lara e Fábio Jerônimo Marques, é em razão à contumaz ajuda de Clovis à Biblioteca, que doava, junto da esposa, livros para compor o acervo local.

Mais inaugurações

Durante a semana, para comemorar os 127 anos da cidade, também foram realizadas mais inaugurações para homenagear figuras históricas de Monte Azul Paulista.

A Pista de Caminhada que percorre o Anel Viário da cidade recebeu o nome de Valdemar Garcia Filho, saudoso Leminha; Sebastião Zava e Natalino Braz batizaram rotatórias na cidade; Floretino Irineu Sachetim dá nome à Praça do Conjunto Habitacional Nestor Elias David; a Arena Esportiva que recebeu o nome de Berto Ferro; o Centro Cultural Rita de Biasi; também foi entregue a Estação de Tratamento de Esgoto do Chachoeirinha.

Quem foi Clóvis Julião Arroyo?

Clóvis Julião Arroyo foi figura importante e ilustre da vida política e social de Monte Azul Paulista. Atuava como advogado, foi especialista em Crédito Rural, formado em cursos pelo Banco Central do Brasil e em curso da United States Agency for Internacional Development (Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional), em Washington.

Foi presidente da Comissão de Crédito Rural e Tributação da FAPESP, no período de 1983 a 1988.

Teve atuação determinante no Terceiro Setor da cidade, vivendo intensamente o cotidiano das entidades, sendo sócio fundador do Lions Clube de Monte Azul Paulista e colaborador assíduo do Hospital Senhor bom Jesus.

Foi vice-prefeito do município na gestão de Francisco de Assis Livólis Blanco, de 1989 a 1992. Foi nela, inclusive, que a Biblioteca Municipal foi reorganizada e instalada em um novo prédio, com equipamentos adequados, acervo enriquecido e catálogo atualizado.

Clóvis Julião Arroyo foi também um amante da literatura e generoso em relação à doação de livros à biblioteca monteazulense.

Foi casado com Luzia Carmen Vianna Arroyo e desta relação nasceram os filhos Maria Paula Vianna Arroyo Lemo, Fernando Vianna Arroyo, Maria Ester Vianna Arroyo Monteiro de Barros e Eduardo Vianna Arroyo. Além dos netos Tiago Arroyo Lemo, Felipe Arroyo Lemo, Maria Julia Matheus Arroyo, Clovis Julião Arroyo Neto, Maria Arroyo Monteiro de Barros e Eduardo Arroyo Monteiro de Barros.

Clóvis faleceu em 18 de abril de 2005. 

Terapia manual SHIATSU 

AUm pouco sobre mim Meu nome é Débora Tomazella Lemmo, atuo como terapeuta corporal e estudo técnicas para melhorar os cuidados para o bem-estar. Minha primeira formação foi na área de engenheira civil, onde tenho atuação até o presente momento. Neste meu caminhar da engenharia, em 2017, decidi realizar um curso de Reiki. A partir daí, meu propósito de vida mudou completamente. Na sequência desta nova jornada terapêutica, estudei vários cursos livres de massagens, nos quais aprendi realizar as seguintes técnicas: massagem relaxante energética, massagem relaxante com pindas, massagem com pedras quentes, bambuterapia e Shiatsu. Finalizei minha formação de Reiki I, II e III e Karuna Reiki. Estudei um pouco também sobre o tema de Práticas Integrativas para Síndromes metabólicas, o qual me ajudou muito no entendimento da integração das terapias complementares em conjunto com os tratamentos médicos convencionais. No momento realizo atendimentos individuais de massagens e Reiki em Clínica própria. Sou curiosa e estudiosa das práticas e vivências que buscam a paz interior, o bemestar, o equilíbrio energético e os cuidados com a saúde física, mental e espiritual. Um pouco sobre o Shiatsu O Shiatsu é uma forma de terapia manual que se originou no Japão e se baseia nos princípios da medicina tradicional chinesa. A palavra "shiatsu" significa "pressão dos dedos" em japonês. Essa técnica de massagem utiliza pressão, toque, alongamentos e técnicas de manipulação para promover o equilíbrio energético no corpo. No Shiatsu, acredita-se que o corpo humano possui canais de energia chamados meridianos, pelos quais flui o "Ki" (ou "Chi"), que é a energia vital. Quando o fluxo de Ki é bloqueado ou desequilibrado, podem ocorrer dores, desconfortos e doenças. O objetivo do Shiatsu é estimular e regular o fluxo de energia nos meridianos para promover a saúde e o bem-estar. o Shiatsu é reconhecido como uma terapia complementar e alternativa que busca promover a saúde e o bem-estar por meio de técnicas de massagem, pressão nos pontos de acupuntura e manipulação do corpo. Benefícios do Shiatsu Alguns benefícios do Shiatsu podem ser citados tais como: relaxamento dos músculos, alívio de tensões e desconfortos, melhora na circulação sanguínea, estimulo nos pontos de acupuntura e equilíbrio do fluxo de energia no corpo, fortalece o sistema imunológico, uma vez que libera o fluxo de energia e, ajuda na redução do estresse melhorando a capacidade do corpo de se defender contra doenças e infecções, enfim promove o equilíbrio energético melhorando a saúde física e emocional. O Shiatsu é indicado para Dores musculares e tensões: é eficaz no alívio de dores musculares, rigidez e tensãocausadas por atividades físicas intensas, posturas inadequadas, esforço excessivo ou tensão emocional. Dores nas costas: pode ajudar a aliviar dores nas costas, incluindo dores lombares, rigidez na região dos ombros e pescoço, bem como desconforto nas vértebras torácicas. A pressão aplicada nos pontos de acupuntura específicos durante o Shiatsu pode ajudar também a aliviar dores de cabeça e enxaquecas. Dores articulares: pode proporcionar alívio para dores articulares, como artrite, dores nas articulações dos joelhos, cotovelos, ombros, entre outros. Dores crônicas: Embora não seja uma cura para condições crônicas, o Shiatsu pode fornecer alívio temporário e melhoria na qualidade de vida para pessoas que sofrem de dores crônicas, como fibromialgia, síndrome do túnel do carpo e dor crônica nas costas. Algumas Contra-indicações do Shiatsu Lesões agudas: Se você tiver uma lesão recente, como uma fratura, entorse ou lesão muscular aguda, é melhor evitar o Shiatsu até que a lesão esteja devidamente tratada e cicatrizada. A pressão aplicada durante a massagem pode agravar a lesão ou interferir no processo de cicatrização. Infecções e inflamações agudas: Caso esteja sofrendo de uma infecção aguda, como gripe, resfriado, infecção na pele ou inflamação aguda, é melhor adiar a sessão de Shiatsu até que você se recupere completamente. O Shiatsu pode aumentar o fluxo sanguíneo e a circulação de energia, o que pode piorar os sintomas ou espalhar a infecção. Doenças graves: Em casos de condições médicas graves, como câncer em estágio avançado, doenças cardíacas graves, insuficiência renal, entre outras, é importante consultar o médico antes de fazer uma sessão de Shiatsu. O terapeuta deve ser informado sobre qualquer condição médica pré-existente para que possa adaptar a técnica. Gravidez: Embora o Shiatsu possa ser benéfico durante a gravidez, é importante que a terapeuta seja especializada em Shiatsu para gestantes. Além disso, recomenda-se evitar a aplicação de pressão nos pontos específicos que são conhecidos por estimular o útero ou causar contrações. Condições de pele: Em caso de lesões cutâneas, irritações, feridas abertas, queimaduras, erupções cutâneas ou qualquer outra condição de pele, é melhor evitar o Shiatsu na área afetada para não agravar a situação. O Shiatsu como terapia complementar O Shiatsu é, de fato, utilizado como uma terapia preventiva para promover o bem-estar geral e manter a saúde equilibrada. Muitas pessoas buscam o Shiatsu como forma de tratamento para várias condições, incluindo dores musculares, estresse, distúrbios do sono, problemas digestivos, problemas de circulação, entre outros. No entanto, é importante reconhecer que cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente ao Shiatsu. Cada indivíduo tem suas próprias necessidades e condições específicas, portanto, é fundamental realizar uma avaliação individualizada e fornecer orientações adequadas para cada situação. Como terapeutas de Shiatsu, nosso trabalho é adaptar a técnica de acordo com as necessidades individuais de cada pessoa. Previamente a aplicação da técnica, realizo uma ficha de anamnese no primeiro atendimento, onde é possível entender os desconfortos individuais de cada um e, a partir disso, traçar um tratamento específico para contribuir na melhora. Dependendo do caso, recomendo uma avaliação profissional de algum colega fisioterapeuta ou até mesmo de um médico. É importante lembrar que o Shiatsu é uma terapia complementar e não substitui o tratamento médico convencional. No caso de o paciente já realizar algum tratamento médico, recomendo consultá-lo antes de iniciar qualquer forma de terapia, incluindo o Shiatsu, especialmente se houver preocupações ou condições médicas pré-existentes. Em resumo, o Shiatsu, assim como outras formas de massagens terapêuticas, promove relaxamento e uma conscientização corporal que possibilita uma imersão abrangente dentro de si mesmo.

Fundo Social realiza Campanha do Agasalho 2023

Saiba onde doar 

O Fundo Social de Solidariedade de Monte Azul Paulista está realizando a Campanha do Agasalho 2023. Quem puder participar pode doar peças de roupas em locais que contam com depositários colocados pelo FSS.

As caixas que recebem os itens estão localizadas nos bancos Sicredi, Banco do Brasil, Credicitrus, na Casa Lotérica, no Supermercado Big Amigão e no Supermercado Iquegami (lojas 1 e 2) e também na sede do Fundo Social.

Quem precisar de roupas pode retirar o que necessita no próprio FSS, que fica na Rua São Pedro, onde funcionava a antiga Biblioteca Municipal.

Uma carta para ontem

Às portas dos 40 anos, permito-me aqui uma pequena egotrip para iniciar uma viagem no tempo - bem típica dos multiversos que tanto fazem sucesso atualmente nas ficções infantojuvenis. Assim, volto para aconselhar um rapaz que fervia paixões e sonhos, mas não sabia lidar com as igualmente intensas aflições (além de uma tendência à depressão).

• Passe vergonha. Poucas coisas te espetam o rabo da vaidade como um tombo no meio da praça, um escorregão naquele "gol feito" embaixo da trave. Dito isso, se arrisque. Não escolha "Evidências" na sua vez do karaokê - até porque esta, todos cantarão juntos e, por definição, ninguém exercitará a chamada vergonha alheia, uma variação que se destaca por ser voluntária (ao contrário do tombo). Prefira qualquer uma dos Strokes e assista aos outros se deliciarem com sua crise de tosse na tentativa bizarra de ficar parecido com o Julian Casablancas. Falhar miseravelmente é libertador pra c...

• Não se prenda às circunstâncias: você não é grande; nem pequeno. Deixe de se iludir com os pontos altos. Comemore-os, mas saiba que durarão pouco, como as balas que derretem na boca. Da mesma forma, não cave um buraco maior do que a própria fossa. Nenhuma dor ou felicidade é eterna.

• Consistência vale ouro. Lave sua louça conforme a for usando, não deixe uma pilha gigantesca para o final do dia. Essa analogia vale para qualquer atividade, acredite. É muito mais inteligente - e funcional, a longo prazo - estudar uma hora todos os dias, do que o fazer por vinte horas na semana da prova.

• Seja genuíno. Diga o que sente, não tenha medo de decepcionar as pessoas - até porque acontecerá de qualquer jeito. Ignorar ou desprezar isso te trará as piores consequências relacionadas à saúde mental. Você não tem a COLUNISTAS dimensão da violência que impõe a si mesmo todas as vezes em que, para buscar aprovação, fugir do que acredita. Quem te amar o fará exatamente por isso (ou apesar disso).

• Perdoe os seus pais: eles te olham pela lente do amor. Sabe aquele emoji (se vire pra explicar para alguém do passado o que diabos é isso) de uma carinha com dois corações ao invés de olhos? É como os seus pais te enxergam e, dessa forma, pautam suas ações... O mais assustador será perceber que você se tornará mais parecido com eles do que gostaria. Antes de quebrar padrões indiscriminadamente, procure entendê-los.

• Não idolatre absolutamente ninguém. O fanatismo emburrece. Admire ações e pensamentos, se for o caso. Mas compreenda que são todos humanos - e, como tais, irão te decepcionar, mais cedo do que tarde. Quando acontecer, saiba que o importante foi ter mantido discernimento e capacidade crítica para saber reconhecer.

• Busque se conhecer a cada dia mais para encontrar felicidade. Saber o que não quer já é um começo. Quem sabe o que quer, quando alcança ou sobe mais um degrau naquele sentido, vive a gratidão verdadeiramente. Para quem não sabe, nada será suficiente.

• Toda profissão é digna. Se você a exercer com dedicação e tesão, terá sucesso.

• O amor se renova. Antes de desistir, procure reinventá-lo. Enxergue beleza no compromisso, na construção diária. Termino com uma provocação: se pudesse dizer algo a si mesmo quando jovem, o que seria? E a Monte Azul de hoje, ao encontrar a Princesinha da Colina de sua fundação, o que diria?

Monte Azul terá programação festiva para aniversário da cidade 

No próximo dia 29, Monte Azul Paulista completa 127 anos de idade. A Prefeitura Municipal programou uma série de inaugurações e shows para celebrar a data.

Confira:

Inaugurações no dia 30 de junho

9h

Praça Florentino Sachetim – CDHU

Centro Esportivo Areninha Berto Ferro

Rótula Sebastião Zava – São Felipe

Rótula Natalino Braz – Baraldi

Pista de Caminhada Waldemar Garcia Filho "Leminha"

ETE Cachoeirinha

Biblioteca Dr. Clóvis Julião Arroyo

Centro Cultural Profa. Rita de Cássia De Biasi

Shows

26/06 – 20h: Orquestra de sopro – Orquestra Clave de Sol – Centro comunitário

28/06 – 20h: Pepê e Amigos – Feirinha

29/06 – 18h: Renan Fagliari/Valdir Costa – Parque Ecológico

2/07 – 15h: Tarde do Rock – Parque Ecológico

Desfile cívico: 29/06 – Praça Central

Bolshoi abre inscrições para audiência em Monte Azul

Seleção está programada para acontecer em setembro – confira quais são os prazos para inscrição 

O Balé Bolshoi abriu inscrições para a seleção que acontecerá no dia 17 de setembro, em Monte Azul Paulista. AS inscrições podem ser feitas pelo link [clique aqui] , mas é importante que os aspirantes à vaga leiam, antes, o edital publicado e disponível no site.

As inscrições vão até o dia 11 de setembro e são elegíveis para o curso técnico e básico de Dança Clássica da instituição.

A taxa de inscrição é de R$ 30 e a exigência é comparecer ao local estipulado com 30 minutos de antecedência.

As vagas são direcionadas ao público masculino e feminino com pré-seleções por faixa etária (disponíveis nos editais).

No documento, também são fornecidas informações sobre os trajes adequados para participar da audiência.

Dia D tem mais de 400 pessoas em busca de imunizações

Dia movimentado na sala de vacinação não foi o bastante para preencher meta contra Influenza 

Mais de 400 pessoas compareceram ao Dia D de Vacinação contra Gripe e de Bivalente contra a covid-19. Como a vacinação está liberada para diferentes idades (Influenza acima de 6 meses e covid-19 acima de 18 anos), a movimentação não foi o bastante para o preenchimento da meta de imunizações contra a gripe.

Até o momento, 70% do público-alvo participou da campanha que segue até o dia 30 de junho. Quem precisa tomar a vacina pode comparecer à sala de vacinação, das 7h às 16h. O grupo prioritário é composto por: crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos e mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, profissionais das forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso.

A vacina, entretanto, está liberada para toda a população acima dos 6 meses de idade desde o dia 27.

Quem ainda não tomou a vacina bivalente da covid-19 ainda pode fazê-la também na sala de vacinação. Para isso, é preciso ter pelo menos duas doses contra a doença na carteirinha – caso não haja, será necessária atualização. 

Monte Azul terá dia de mutirão para vacinar contra covid-19 e gripe

Dia D acontece neste sábado e imunização é destinada para públicos distintos – confira

Sábado, 27, acontece o Dia D da Vacinação contra Influenza e de Bivalente, vacina que age contra as principais mutações do vírus que causa a covid-19.

O mutirão de imunização está programado para começar às 8h, com término às 16h, no Posto Central de Saúde Alcides Facundo Arroyo.

As vacinas têm públicos-alvo distintos: a que combate a influenza é para todas as pessoas acima dos 6 meses de idade; a Bivalente da Pfizer é destinada a todos aqueles maiores de 18 anos de idade, com intervalo de quatro meses da última dose de qualquer vacina contra a covid.

Há um mês, mais ou menos, o governo federal autorizou a liberação das vacinas Bivalentes para a população sem determinação de faixa etária, diferentemente do que acontecia nos meses anteriores.

Para se vacinar, é necessário levar documento de identificação e, se possível, o cartão de vacina onde constem as doses já recebidas de covid-19.

Bivalente é confiável

Como todas as vacinas contra a covid-19, a Bivalente também é alvo de fake News de movimentos de negacionistas de todo o mundo. No entanto, como atestam as principais organizações sanitárias no mundo, ela é segura e eficaz.

Entre as agências reguladoras que analisaram o imunizante e aprovaram estão a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a FDA (sigla em inglês para Food and Drug Administration) e a OMS (Organização Mundial de Saúde).

A vacina garante proteção contra a cepa original que causou a primeira onda da pandemia de covid-19 e suas variantes, como é o caso da Ômicron, predominante atualmente no mundo. A imunização é realizada em dose única e considerada mais eficaz que as vacinas monovalentes.

Influenza

A vacina contra a gripe é também confiável e eficaz. A vacinação contra a influenza permite, ao longo do respectivo ano, minimizar a carga e prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, reduzindo os sintomas nos grupos prioritários além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global e com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, podendo também causar pandemias.

Monteazulense vence primeira etapa do Rodeio

Goiano venceu sua primeira fivela na Copa Wrangler Ekip Rozeta 

Peão de boiadeiro desde os 13 anos de idade, o monteazulense Alexandre Reis, conhecido como Goiano, foi campeão da primeira etapa da Copa Wrangler Ekipe Rozeta, conquistando a Fivela do Primeiro de Maio Rodeio Fest, que aconteceu de 28 de abril a 1º de maio, no Paraná.

Na montaria em touros, o campeão somou 263,50 pontos e deixou para trás os concorrente no primeiro rodeio do circuito no ano.

"É uma vitória importante no ano e que motiva muito para tentar alcançar mais conquistas ao longo desse ano, que terá muitos desafios", afirma o boiadeiro que disputa o rodeio profissional há sete anos.

Agora, a etapa se soma a outras conquistas da carreira do monteazulense, que já venceu os rodeios de Taiaçu/SP (2021), Guaraci/SP (2016 e 2018), Monte Azul Paulista (2017) e Nova Crixás/GO (2022).

Goiano conta que desde pequeno é apaixonado por rodeios e, pelo menos, há 26 anos participa de eventos do gênero. Há sete anos se profissionalizou com o sonho de levar seu nome, e o de Monte Azul, pelo circuito de eventos sertanejos Brasil afora.

Desde quarta-feira, 17 de maio, ele participa do Rodeio de Guaíra, que segue até o domingo, 21, onde tenta conquistar mais uma etapa do circuito. 

Depois de três anos, quermesses estão de volta

Festa de Marcondésia será realizada no próximo mês 

Depois de três anos paralisada por causa da pandemia, a tradicional Quermesse em Louvor de Santo Antônio, em Marcondésia, está de volta. Segundo programação divulgada pela Paróquia Senhor Bom Jesus, de Monte Azul Paulista, a festa acontecerá no próximo mês de junho.

As datas escolhidas foram os dias 10, 11, 13, 17 e 18 de junho. Haverá sorteio de R$ 10 mil em prêmios e uma poupança master no valor de R$ 5 mil.

Também poderão ser adquiridas cartelas para participar dos diversos sorteios aos fins de semana, no valor de R$ 10, e do prêmio principal, de R$ 15.

A Festa do em Louvor do Padroeiro de Monte Azul Paulista, Senhor Bom Jesus, também está confirmada, faltando divulgar ainda as datas do evento. Diferente do que está circulando nas redes sociais, a Festa de Agosto não acontecerá em recinto fechado, mas na Praça da Matriz. 

Futsal de Monte Azul tem desafio pela Liga Paulista

No próximo sábado, em Bebedouro, equipe enfrenta Viradouro, potencia regional da modalidade 

O Futsal de Monte Azul Paulista tem pela frente o desafio de vencer uma das potências da categoria na região para manter vivas as chances de classificação à segunda fase do torneio. A equipe joga neste sábado, 5, às 20h, no ginásio municipal de Bebedouro contra Viradouro.

A partida é válida pelo Grupo B da liga estadual. A equipe monteazulense está em sexto lugar e depende de mais duas vitórias para classificar à fase seguinte.

Para tentar vencer, o Futsal Monte Azul contará com um dos destaques da competição, o Vó, que tem seis gols marcados.

Além da Liga, Monte Azul segue disputando a Taça Eptv de Futsal e já está classificado para a segunda fase do torneio, podendo pegar Guariba ou Sales de Oliveira.

Dando formato às ideias

O Design Gráfico é celebrado mundialmente 

Hoje, dia 27 de abril, é comemorado o dia do Design Gráfico (World Graphics Day). A data comemora a fundação da International Council of Graphic Design Associations (ICOGRADA), que aconteceu em 27 de abril de 1963.

O marco também presta homenagens aos profissionais que estão pro trás disso, os chamados designers gráficos – que, numa era muito distante, em redações de jornais e de publicidade e propaganda, eram chamados de diagramadores.

A profissão tem uma simbologia muito consolidada: são aquelas pessoas capazes de transformar uma ideia (ou uma imagem visual) que passa pela cabeça em um formato "real" para a tela do computador e, depois, para uma peça publicitária ou informativa impressa ou digital.

São eles que estão por trás dos logotipos e logomarcas criadas, no formato que as notícias ganham nas páginas de jornais e também nas suntuosas propagandas de revistas ou nos pop-ups que assombram os usuários de internet.

Quando cores e formas ganham o contorno, são eles os responsáveis.

Flávio Rodrigo Borsato, 43, é um desses designers. Formado em Design Gráfico na Unifafibe/Bebedouro, ele, porém, trabalha há 31 anos como um "diagramador", na CopyGraph.

É ele quem dá cores às imaginações e ideias de clientes que chegam à gráfica: desde simples projetos de cartões de visitas às revistas informativas de variedades que são impressas pela própria gráfica.

A criação de logos, artes e layouts são transformadas em belas obras impressas que representam marcas e prestadores de serviços que procuram a gráfica para estabelecerem uma identidade visual para seus negócios.

A profissão também tem ganhado destaque com a inovação e evolução das redes sociais, quando mais demandas surgem.

"Acho que ser um designer é ter uma profissão privilegiada, porque você brinca com a imaginação, sua e de outras pessoas, para tentar fazer uma ideia ter uma representação lógica dentro de um formato que pretende passar uma ideia... Trabalhar com a criatividade é algo que me motiva até hoje", explica Flávio.

Cleiton José Lindolpho também foi designer gráfico da CopyGraph por 18 anos e hoje segue carreira independente.

Enxame

Uma fábula crítica ao violento "fandom" pop

Enxame é uma fábula muito bem elaborada sobre o exagerado e violento mundo do fandom (palavra em inglês que é uma mistura de fan kingdon para o português, Reino dos Fãs) que está disponível agora no Prime Video.

A série é escrita, produzida e dirigida pelo sensacional Donald Glover (da ótima Atlanta, disponível na Netflix) e Janine Nabers (co-produtora de Atlanta).

A história conta a jornada de Dre, interpretada por Domineque Fishback, que vive com a irmã, Marissa (Chloe Bailey) e, que depois de alguns acontecimentos, se suicida.

Dre, fã incondicional de uma cantora Pop e que, depois do surto emocional, torna-se uma serial killer dentro da comunidade de fãs que assassina pelo simples fato de alguém falar mal da estrela.

A série é uma fábula ousada da comunidade de fãs criadas em torno da diva Beyouncé, da fandom existente e nomeada de BeHives. O título Swarm, no original, é um jogo de palavras que serve para designar tanto multidão quanto para um enxame de abelhas.

O elenco ainda conta com ótimos nomes, como a cantora Billie Eilish, que está quase irreconhecível – desafio você a saber quem é ela na primeira aparição.

Swarm pode ser assistido no serviço de streaming da Amazon, o Prime Video.  

Carreta do HA vem à Monte Azul na próxima semana

Exames de prevenção de câncer serão direcionados a homens e mulheres  

A carreta do Hospital de Amor vem à Monte Azul e realiza exames de prevenção de câncer em homens e mulheres, no período de 19 de abril a 19 de maio. Os interessados podem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa e, fazer a inscrição, é preciso apresentar xerox dos documentos como RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.

Confira os exames que serão feitos:

Mamografia: mulheres de 40 a 49 anos;

Papanicolau: mulheres de 25 a 65 anos;

FIT (exame de intestino): homens e mulheres de 50 a 65 anos, sem histórico familiar de câncer colorretal e que não tenham se submetido a exames no gênero nos últimos anos.

Exame de boca: homens e mulheres que fumam e bebem ou que abandonaram o vício há 20 anos.

Monteazulenses completam maratona em São Paulo

Participantes percorreram trajetos de 10km, 21km e 42km 

Um grupo com 16 atletas de Monte Azul Paulista participaram da 27ª Maratona Internacional de São Paulo, no domingo, 2 de abril. Cerca de 16 mil corredores de rua participaram do evento.

Os monteazulenses se dividiram em trajetos que contemplavam: sete pessoas correram a maratona completa, cujo trajeto é de 42,195km; sete, a meia-maratona, com 21km; e duas fizeram o percurso de 10km.

"Foi uma experiência maravilhosa: tudo o que planejamos, nesses seis meses, foi alcançado. Todo mundo conseguiu bater sua meta. Muita gente nunca tinha corrido uma maratona e fez abaixo das 2h, o que é um resultado de alta performance. Todos correram o tempo todo, sem caminhar durante a prova, e isso nos deixa extremamente felizes", conta Izabela Bugatti, profissional de educação física e proprietária da B2T Assessoria Esportiva.

Entre os destaques, está Rochelle Zanesco, corredora que ficou entre os 30 melhores na maratona.

A próxima prova que o grupo disputará é no dia 27 de agosto, na Meia Maratona Internacional de Ribeirão Preto. 

Pablo Escobear

Filme de urso viciado em cocaína estreia nos cinemas e diverte com estilo de Terror Trash 

Nos anos de 1980, um subgênero do cinema do Terror ficou conhecido como Trash – ou, no Brasil, Terror B.

Apesar de ser odiado por muita gente, esses filmes criaram legiões de fãs que fazem com que até hoje, certas produções, mantenham uma área CULT, como é o caso de Christine, o carro assassino; Rubber, o pneu assassino; O ataque dos tomates Assassinos; dentre outros.

Com temáticas bizarras, sangue jorrando nas telas e cenas muito mal produzidas, o subgênero ficou famoso no Brasil entre as décadas de 1990 e no começo dos anos 2000, quando a Band os exibia às tardes, durante o famigerado Cine Trash, com apresentação de Zé do Caixão.

Hoje, o Trash ainda inspira alguns filmes. Um deles estreou dia 30 de março nos cinemas do Brasil e utiliza bem a fórmula para ganhar a simpatia de público e crítica.

O Urso do pó branco conta a história de um urso que teve overdose de cocaína e, alucinado, provoca o terror em um parque florestal dos EUA. Ele é inspirado em uma história real – o caso ocorreu em 1985 e, agora, ganhou contornos ficcionais para envolver ainda mais o público no drama do pobre animal.

Como todo filme de Terror Trash, a produção não tem a obrigação de assustar o telespectador. Portanto, não cobre por clima amedrontador ou jumpscare. Como é próprio do gênero, ele serve mais para provocar risos do que qualquer outra coisa.

O filme chamou a atenção na internet e deve levar muita gente à sala de cinema: nas redes sociais, o urso está sendo chamado de Pablo Escobear, em alusão ao ex-chefão do narcotráfico colombiano.

A trama, absurda, tem início quando o traficante Andrew Thornton (Matthew Rhys) joga de um avião uma carga de cocaína, para tentar fugir de flagrante da polícia. A droga se espalha em uma floresta no Estado da Geórgia, onde se dará toda a história.

O filme conta com a atuação de Ray Liotta, que faleceu logo após as filmagens e a quem o filme é dedicado.

Segundo informações, a produção deve estrear em breve nos streamings da Netflix e da Star+. 

Atletas de Monte Azul se desafiam na 27ª Maratona Internacional de São Paulo

Grupo se preparou durante 10 meses – saiba como iniciar seu treinamento, com segurança, para conseguir correr longas distâncias 

Um grupo com 16 atletas de Monte Azul Paulista irá participar da 27ª edição da Maratona Internacional de São Paulo. O evento esportivo ocorre no dia 2 de abril, um domingo, e vive a expectativa de reunir milhares de corredores para desbravar as ruas da capital.

O percurso da prova é de 42,195km, mas há outros trajetos para quem não quer se aventurar em correr uma maratona completa: o de meia maratona, 21km; 10km e 5km. A largada e a chegada acontecerão na região do Parque Ibirapuera.

Os atletas que irão encarar o desafio são da B2T Assessoria Esportiva, empresa de Monte Azul Paulista que assessora corredores de rua ou outros praticantes do atletismo que querem evoluir no esporte.

Do grupo, sete pessoas encararão os 42km; seis pessoas farão a meia-maratona, cujo percurso é de 21km; e duas, 10km.

Isso só será possível porque a consultoria tem preparado os atletas para a corrida há 10 meses. Correr uma maratona não é fácil: exige paciência, dedicação e muito suor.

Mas o fundamental é que quem deseja alcançar esse objetivo tenha ajuda profissional adequada.

A proprietária da B2T, Izabela Bugatti, profissional formada em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE), da Universidade de São Paulo (USP).

Ela é especialista em Corrida de Rua pelo Centro de Alta Performance, também pela USP e inicia, em breve, uma pós-graduação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A experiência com a atividade esportiva vem de oito anos atrás, quando, mesmo antes da faculdade, ela participava dos Jogos Regionais na categoria de atletismo, ainda no ensino médio, tendo bons resultados no salto a distância e corridas.

Ao entrar na USP, começou a atingir resultados ainda melhores: em campeonatos internos, bateu recorde de salto a distância da Universidade, em 2018; e foi revelação da Copa Interatlética, em Uberaba.

O contato profissional com a modalidade aconteceu em 2019, quando entrou em uma consultoria de Ribeirão Preto onde teve experiência com métricas que tornam possível análise de desempenho dos atletas, a periodização de treinamentos e métodos para a evolução do corredor.

Ao voltar para Monte Azul Paulista, há um ano, ela iniciou um grupo de corrida junto do box de crosstraining Athena Training e, agora, criou uma assessoria independente devido a alta demanda para a corrida.

Em entrevista, Izabela fala sobre os desafios de se preparar e de correr uma maratona, quais as metas de treino para conseguir correr 43km e outros aspectos da modalidade.

Revista Capa: Qual a preparação ideal para um atleta conseguir correr uma maratona?

Izabela: Depende do tempo: mas, basicamente, a pessoa tem de ser fisicamente ativa, praticar alguma modalidade para já pensar em estabelecer a meta de correr uma maratona ou meia-maratona.

Se for sedentária, tem como, mas leva mais tempo: em torno de pouco mais de um ano. É importante considerar que o treinamento gera um estresse grande para o corpo e tem grande volume de tempo. Portanto, é preciso estar bem preparado, ter acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, pois o consumo calórico é grande durante os treinos e comer corretamente é primordial.

Para uma pessoa fisicamente ativa, oito meses antes para uma maratona, meia-maratona, é um bom período para treinamento.

Como as metas devem ser estabelecidas para alcançar a evolução necessária para que se possa correr com segurança de conseguir terminar a prova?

Basicamente, antes de uma prova grande, é preciso colocar pequenas metas. Ao estipular uma meia-maratona como objetivo maior, é preciso inserir a corrida mais vezes na rotina, com estímulos diferentes, treinos na subida, treinos de força, para que o corpo se desenvolva para aquele objetivo específico.

Com os treinos, poderíamos estabelecer objetivos de corrida de provas de 5km, duas ou três vezes, depois passaria para 10km, 15km e, assim, começamos a pensar na meia-maratona e a preparação de fato, fazendo um teste de distâncias críticas. Isso serve de referência para saber qual a distância que a pessoa conseguirá correr, ao progredir a distância: se a pessoa conseguiu fazer 35km no treino, ela conseguirá fazer a distância de uma maratona.

Monte Azul recebe seletiva do Balé Bolshoi

Audição está programada para acontecer em setembro – confira quais são os prazos para inscrição 

Quem sonha em ser bailarina ou bailarino de sucesso terá uma grande oportunidade em 2023. Monte Azul Paulista conquistou o direito de receber uma seletiva de alunos para a Escola Bolshoi.

A audição está confirmada para o dia 17 de setembro pelo próprio site da instituição. As inscrições acontecem no período de 16 de maio a 11 de setembro: antes, é preciso que a escola publique edital para que possa abrir link para as inscrições.

Os interessados podem acompanhar os processos ou saber mais informações de como funciona a seletiva e a pré-seleção no site.

A responsável pela conquista é a secretária de Esportes, Juliana Ferro, que também é bailarina, que acompanhou todos os processos para que a cidade se tornasse candidata. "A emoção foi muito grande quando a Bolshoi qualificou Monte Azul como sede da audição – quem conhece minha relação com a dança, sabe, é uma história de muita luta", afirmou.

Juliana também já foi responsável por levar alunos de dança de Monte Azul à Joinville, onde está localizada a sede da filial da escola russa de balé e de teatro. "Torço muito para que algum aluno monteazulense se qualifique e entre para a escola, assim, estaria levando o nome do município ao Brasil todo", finaliza.

Saiba do que o Azulão precisa para se livrar do rebaixamento

Equipe joga sua última ficha contra o Lemense, outro candidato ao descenso, fora de casa 

Saiba do que o Azulão precisa para se livrar do rebaixamento

Equipe joga sua última ficha contra o Lemense, outro candidato ao descenso, fora de casa

A vitória em casa sobre o Linense por 1 a 0 manteve vivas as chances do Atlético Monte Azul de escapar do rebaixamento à Série A3 do Paulistão. Faltando uma rodada, porém, o Azulão não depende só de si: além de vencer o Lemense, em Leme, tem de torcer para que o São Caetano não vença o Linense, em Lins.

A última rodada do torneio acontece no sábado, 10, com todos os jogos iniciando às 15h.

Com 11 pontos, o Atlético é o último colocado – mas empatado em número de pontos contra o Lemense, o próximo adversário. Por isso, ganhando, passará o time de Leme em número de pontos e torcerá contra o São Caetano, que tem um ponto a mais na tabela – 12. 

Um empate ou uma derrota, somada à vitória do AMA, garantem a permanência do Atlético. 

Para o jogo, o Monte Azul não terá quatro titulares machucados, mas conta com a volta de Felipe, lateral que foi expulso contra a Juventus, no empate em casa por 1 a 1.

No entanto, o técnico Ailton Silva pode manter improvisado o zagueiro Rildo na posição, já que foi bem contra o Linense.

O AMA enfrenta o Lemense em duelo contra o rebaixamento no sábado, 8, às 15h e o jogo será transmitido pelo canal do Paulistão no Youtube. 

Confira as opções para passar o Carnaval na Região

Sem eventos para foliões na  cidade, monteazulenses podem recorrer às festas de Carnaval em cidades mais próximas 

Monte Azul Paulista mais uma vez não terá eventos para festejar o Carnaval em 2023. Os foliões da cidade terão de recorrer à região caso queiram "pular o Carnaval" como tradicionalmente gostam.

Confira as opções:

Bloco OBA/SJRP: Pela primeira vez em Rio Preto, o Bloco OBA (anteriormente acontecia em Votuporanga) é o maior Carnaval da Região. São quatro noites de Folia - de sábado à terça-feira.

As atrações são Zé Neto & Cristiano, Ivete Sangalo, Gusttavo Lima, Thiaguinho, Alok, Pedro Sampaio e Gustavo Mioto.

Olímpia: O CarnaOlímpia acontece de 17 a 20, com a presença da cantora Ana Castela, César Menotti & Fabiano, os grupos Sambalove, A Zorra e a dupla Hugo & Heitor.

Ibirá: Festival Vou Cair na Folia começa na sexta, 17 e termina na segunda, 20, com atrações como Tchakabum, Bonde do Tigrão, Turma do Pagode e Seu Moço.

Guaraci: o Carnaval em Guaraci começa na sexta, 17, e termina na terça, 21. Todos os shows começam às 21h30. Dentre as atrações, destaque para Pedro Perez, A Zorra, Joyce Belchior, GeraSamba e Márcio Silva, cada um com sua trajetória musical e talento para agitar a multidão.

Severínia: O SevFolia acontece de 18 a 20, com apresentações musicais do grupo Exalta, José e Diogo, Seu Moço, Tá em Casa, Sambalove e Bob Shunt.

Bebedouro: a cidade vizinha terá cinco dias de carnaval, de 17 a 21, com trio elétrico, bandas e blocos de rua. 

FPF e AMA abrem apuração para investigar lateral que pode ter manipulado resultado em favor de aposta

Lateral-direito monteazulense cedeu diversos escanteios suspeitos na partida contra o São Caetano, fora de casa 

O drama vivido pelo Atlético Monte Azul no Campeonato Paulista da Série A2 se intensificou depois do empate por 2 a 2 contra o São Caetano, no sábado, 4, fora de casa.

Com apenas três pontos, na última colocação e distante da zona fora do rebaixamento para a A3, mais um problema assola a torcida e a diretoria às vésperas de jogo importante, nesta quarta, em casa, contra o Primavera.

O lateral do Azulão, Kekel, é suspeito de estar envolvido em esquema de manipulação em favor de uma aposta esportiva durante a partida.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) afirmou que recebeu a denúncia e iniciou a apuração do caso. Em nota oficial, a diretoria do Atlético Monte Azul também informou que abriu investigação interna para apurar os detalhes e levar o caso à FPF e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de outros órgãos competentes.

Escanteios

Dois lances geraram suspeitas e foram protagonizados por Kekel: nas duas oportunidades, colocou a bola para a escanteio sem sofrer pressão. O treinador Andrews Deco, interino, ainda sacou o jogador dois minutos depois.

Na atualidade, a casa de apostas BET365 colocou a modalidade de apostas para esse jogo como 10 escanteios ou mais.

Próxima partida

O Azulão entra em campo na quarta-feira, 8, contra o Primavera, em casa, às 15h. 

The Last of Us - HBO

A jornada envolta de escuridão em busca da luz 

Você pode pensar que já viu de tudo em relação a mundos pós-apocalípticos abordados no cinema, games ou outras mídias. É difícil não achar algo que foge dos clichês já muito bem definidos nesse subgênero do terror.

No entanto - garanto, você não viu nada igual como verá em The Last of Us, série que, finalmente, estreou no domingo, 15, e que é baseada no aclamado, e inovador, game exclusivo da Sony para Playstation.

Durante muitos anos, a indústria cinematográfica tentou fazer adaptações de jogos de videogame para o cinema e televisão, mas redundaram em estrondosos fracassos.

Não é o que acontece nessa adaptação: The Last of Us promete ser a maior e melhor de todas.

A começar pela aclamação dos críticos: em sites que realizam uma métrica das notas ou aprovações que filmes e séries receberam, a produção da HBO é sucesso retumbante de crítica.

No Rotten Tomatoes, teve 98% de aprovação e a nota média do IMDB é de 9.6 (algo incomum na história do site).

Em todo o filme de apocalipse, nos aterrorizamos por pensar, simplesmente, como lidaríamos com o fim.

Em The Last of Us essa máxima é revertida: aqui, acompanharemos o começo no fim, ou melhor, o recomeço quando tudo é trevas (e quão difícil é este recomeço).

The Last of Us narra a jornada de um pai, que perdeu sua filha no início de uma pandemia fúngica que transforma pessoas em espécie de zumbis, e de uma garotinha de 14 anos que deve ser levada a um grupo que luta contra o governo, agora onisciente e opressor, para tentar descobrir uma cura a infecção.

Joel e Ellie para sempre

Joel e Ellie é a dupla mais amada na história dos videogames. Agora, são vividos de forma bem intensa - e sensacional, por Pedro Pascal (The Mandalorian) e Bella Ramsay (Game of Thrones).

Ele, um pai que perdeu a filha, Sarah, no Outbrake Day (o primeiro dia de eventos causados pela infecção), que agora tem 56 anos. Ele trafica drogas, armas, aceita qualquer tipo de trabalho na Zona de Quarentena de Boston - lugar que escolheu para viver depois que saiu de Austin/Texas.

Tem a parceira de contrabando - uma mulher chamada Tess, uma figura dessas que só tempos difíceis podem moldar.

Controle e libertação

No pano de fundo, está a disputa política: de um lado, tropas de um exército armado, a Fedra, que controla a Zona de Quarentena de Boston, além de outras áreas, para não deixar que a infecção tome conta; de outro, uma guerrilha urbana, chamada Vagalumes, luta para tentar derrubar o governo opressor e buscar uma improvável cura.

Luz e escuridão

Como uma sentença de Dostoievski, uma frase permeia a narrativa: "se está na escuridão, procure a luz". É fácil entender a referência aos vagalumes, mas algo deve ser dito, sem muita profundidade para evitar spoilers: o que é a luz para um pai que perdeu sua filha da pior maneira e continua envolto por escuridão depois de todos esses anos?

Isso será respondido ao final da jornada.

Adaptação de qualidade

O responsável por roteirizar e supervisionar o projeto é Craig Mazin, o mesmo criador e diretor de Chernobyl. Se você não conhece, é recomendadíssimo que assista a essa minissérie de seis capítulos na HBO Max.

O criador do game, responsável pela história e direção, Neil Druckmann está também no projeto - participando ativamente. Ele, inclusive, dirige o segundo episódio.

Participar do projeto, é sem dúvida, uma forma de garantir mais fidelidade à obra original. Uma vez que a qualidade do game é, dentre outras, ter um grande apelo cinematográfico.

Não conheço o jogo, nunca joguei, isso atrapalha?

Não. Uma das qualidades desta adaptação é não deixar ninguém de fora.

O primeiro capítulo da série trouxe muitas referências à original, mas quem não assistiu pode ficar tranquilo: tudo é muito bem explicado.

Aliás, outras coisas foram mudadas ou incluídas, como a ótima cena de abertura em que dois cientistas discutem sobre pandemia nos anos de 1960.

Segundo dados da própria HBO, o primeiro episódio da série (disponível na HBO Max) teve mais de 10 milhões de visualizações.

Mergulhe de cabeça na série, ela vale a pena!

The Last of Us - HBO

Disponível em HBO Max 

Peça teatral infantojuvenil é atração no Centro Comunitário

Texto de Maria Clara Machado é adaptado pela Oficina de Teatro da Escola Municipal Professor Henrique da Costa Garcia

A Oficina de Teatro "A Arte de Sonhar", da EMEC Professor Henrique da Costa Garcia apresenta na quinta-feira, 15, a peça teatral "Pluft, o Fantasminha". A encenação é realizada no Salão do Centro Comunitário, com previsão de início para às 19h30.

O espetáculo tem adaptação do texto da dramaturga Maria Clara Machado, escrito em 1944. A narrativa gira em torno do rapto da menina Maribel pelo malvado pirata Perna-de-Pau. Escondida no sótão, de uma velha casa, ela conhece uma família de fantasmas e faz amizade com Pluft, um fantasminha que tem medo de gente.

O grupo responsável pelo espetáculo se divide entre o elenco da peça e o corpo de baile, com 31 atores mirins no total. O evento é gratuito e indicado para o público de todas as idades. 

Copa 2022

E aí, o Hexa vem dessa vez? 

Desde o trágico placar de 2014 em que o Brasil foi derrotado em casa na semifinal da Copa do Mundo daquele ano para a Alemanha por 7 a 1, a esperança do torcedor brasileiro não anda tão acesa.

O Brasil chega à Copa do Mundo do Qatar, que começa no próximo domingo, com o peso de quem conquistou bons resultados antes do Mundial e lidera o Ranking da Fifa.

Confira uma lista de zebras e favoritas para a Copa 2022

Favoritas

Brasil: a seleção canarinho nunca esteve tão em alta antes de uma Copa do Mundo - talvez a única expectativa tão grande assim seja comparada a 2006.

Embalada por Neymar, a seleção conta com jovens que vivem grande momento na Europa, como são os casos de Vinícius Jr., Rodrygo, Paquetá, Casemiro, Raphinha, Richarlyson, Gabriel Jesus e Bruno Guimarães.

O Brasil lidera o ranking mundial da Fifa e é a grande favorita a levantar a taça, principalmente devido às principais seleções europeias viverem um período decadente.

O calcanhar de Aquiles, no entanto, possa estar na defesa, com jogadores mais velhos, como Daniel Alves e Thiago Silva.

Destaque: Neymar, Casemiro, Fred e Vinícius Jr.

Argentina: a arquirrival da Seleção Brasileira chega também em uma ótima fase para a disputa do Mundial. O ambiente, mais leve, começou a mudar depois que Messi venceu seu primeiro título na Copa América de 2021, ao bater o Brasil.

Com bons jogadores, a Argentina vive a esperança de sair de uma fila de 36 anos de mundiais.

Destaques: Messi, Angel Di Maria e Latauro Martínez.

Portugal: os gajos chegam à Copa embalados por uma base que foi campeã da Eurocopa em 2016 e um esquema tático consistente.

Destaques: Cristiano Ronaldo, João Cancelo, João Félix, Diogo Costa, Rafael Leão, Bruno Fernandes e Bernardo Silva.

França: apesar de contar com vários desfalques e resultados ruins antes da Copa, a seleção francesa não pode ser desconsiderada.

A equipe ostenta dois dos cinco melhores atacantes do mundo, na atualidade (Benzema e Mbappé).

Destaques: Griezmann, Mbappé e Karim Benzema.

Espanha: Desde 2010, a Espanha chega como uma das favoritas aos mundiais que disputa. Apesar de não ter um elenco tão talentoso como em outras vezes, o brilhantismo da equipe está no técnico Luís Henrique.

Destaques: Luís Henrique, Ansu Fati, Ferran Torres e Marco Asensio.

Alemanha: com uma equipe rejuvenescida e apesar de resultados inconsistentes (com um futebol vistoso), seria loucura não colocar a Alemanha entre as favoritas.

Destaques: Neuer, Gnabry, Harvetz e Sané.

Para ficar de olho

Há no panteão de seleções favoritas, conjuntos que podem levantar o caneco, mas que não apresentam tanto brilhantismo assim.

A Bélgica tem a última tentativa de levar a Copa com um conjunto de ouro que tenta levantar a taça pela primeira vez; a Holanda também apresenta bons valores, mas que nunca desponta quando mais se espera. A Inglaterra também tem uma geração cheia de potencial, mas tem de superar as decepções da Copa de 2018 e da Eurocopa de 2021.

Zebras

Canadá: em sua segunda participação na Copa do Mundo (a última há 36 anos, no México), a seleção canadense chega em bom momento depois de ter feito uma excelente Eliminatória da Concacaf, tendo sobrado nas classificatórias.

Destaques canadenses: o lateral-direito Alphonso Davis e os atacantes Cyle Larin e Jonathan David.

Dinamarca: já chamada por alguns de Dinamáquina no final dos anos 1990, a Dinamarca parece viver seu melhor momento e chega para a disputa como uma das seleções que podem fazer frente às mais tradicionais.

Destaques: o goleiro Kasper Schmeichel, os zagueiros Simon Kjær e Andreas Christensen, o meia Christian Eriksen e o atacante Kasper Dolberg.

Equador: a seleção equatoriana mostrou bom futebol nas eliminatórias sul-americanas. Sem destaques individuais, a aposta é no jogo coletivo.

Destaques: goleiro Alexander Domínguez, o zagueiro Robert Arboleda e os atacantes Michael Estrada e Enner Valencia.

EUA: quatro anos depois de ficarem de fora da Copa 2018, os EUA vêm com uma seleção renovada e a esperança de viverem dias melhores depois que o futebol cresceu em popularidade no país. Adeptos de um futebol mais tático, a equipe deixa a desejar nos aspectos táticos e técnicos, mas pode se aproveitar de um grupo em que a única favorita a passar de fase é a Inglaterra.

Destaques: Weston McKennie, Yunus Musah, Christian Pulisic e Giovanni Reyna.

Senegal: após a eliminação na primeira fase do Mundial em 2018, a equipe se sagrou campeã da Copa Africana de Nações em 2021, e tem nomes de expressão no cenário internacional.

Destaques: o goleiro Édouard Mendy, o zagueiro Kalidou Koulibaly e o atacante Sadio Mané puxam a fila da equipe.

Sérvia: essa é uma das seleções que prometem dar trabalha ao Brasil (estão no mesmo grupo). Tendo feito uma boa eliminatória europeia, a seleção conta com nomes talentosos para incomodar.

Destaques: Dušan Tadić, Filip Kostić, Aleksandar Mitrović e Dušan Vlahović.

Uruguai: apesar de não viver um bom momento, a Celeste tem bons nomes que podem fazer a seleção ir longe na Copa do Mundo. Aliado à raça e esquema tático, o Uruguai tem grandes chances de avançar até as fases mais longevas do Mundial.

Destaques: Fernando Muslera, Martín Cáceres, Luis Suárez e Edinson Cavani e Arrascaeta. 

O professor Jucinei e a estudante do 9º ano, Kamilly Victória, classificada para a semifinal
O professor Jucinei e a estudante do 9º ano, Kamilly Victória, classificada para a semifinal

Aluna da Escola Alzira é semifinalista do EPTV na Escola

Redação debateu o impacto das redes sociais no cotidiano da sociedade; resultado de vencedores sai dia 19 de novembro 

A aluna Kamilly Victória Rosa dos Santos, de 15 anos, representa Monte Azul Paulista entre os 63 semifinalistas na 23ª edição do projeto EPTV na Escola 2022.

A estudante do 9º ano da EMEF Profª Alzira de Freitas Casseb classificou-se com uma redação de gênero crônica, intitulada "Máscaras". O tema do concurso deste ano foi "Por que acreditamos que o mundo virtual é real?".

Ela competiu com 17.582 redações de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de 61 cidades da área de cobertura da EPTV Ribeirão. A região foi a que enviou o maior número de trabalhos entre todas as filiais da emissora vinculada a Rede Globo de Televisão.

Agora, Kamilly concorre na fase final para ser uma das 10 redações escolhidas da região de Ribeirão Preto. O resultado com os vencedores será divulgado no dia 19 de novembro: no dia 30, será realizada a cerimônia de premiação.

Representatividade

A estudante conta o que a motivou a escrever em gênero de crônica. "Decidi que era a melhor opção para inserir elementos que pudessem fazer com que outros jovens se identificassem com a história que estava contando, já que é difícil não sermos influenciados pelas redes sociais atualmente", ponderou.

Responsável por coordenar o projeto na EMEF Alzira, o professor de Língua Portuguesa, Jucinei Rocha, comemora o resultado obtido. "Tivemos que trabalhar toda a questão de pesquisa sobre o tema em horários alternativos às aulas, já que sofríamos algum atraso em relação à grade curricular. Trabalhamos também em dias como sábado e domingo, apoiando os alunos, e o resultado mostra que valeu muito a pena", celebrou o professor.

Apresentação no Hospital de Amor

Alunos apresentam canção-paródia no 1º Fórum de Cuidados Paliativos
Alunos apresentam canção-paródia no 1º Fórum de Cuidados Paliativos

A EMEF Profª Alzira de Freitas Casseb foi eleita para apresentar uma canção produzida em formato de paródia por estudantes, com supervisão da professora Elisângela da Silveira, sobre cuidados paliativos para pacientes em estado terminal.

A apresentação da canção foi realizada no dia 26 de outubro, no 1º Fórum de Cuidados Paliativos IRCAD, do Hospital de Amor.

"Recebemos, meses atrás, um treinamento específico sobre o projeto para trabalhar depois com os alunos, com o objetivo de conscientizá-los a serem ativos diante de pacientes terminais. Desenvolvemos uma série de atividades, que foram transformadas em teatro, poesia e música: escolhemos um dos gêneros, que foi uma canção de paródia com o título "Se está vivo, então viva', e fomos selecionados para fazer a apresentação", conta.

A professora ainda conta que a surpresa maior foi em perceber que o proejto, terceiro colocado na classificação, foi o único a apresentar o resultado diante do público.

Feira de Ciências

A professora Elisângela com os alunos durante a Feira de Ciências da Escola Alzira
A professora Elisângela com os alunos durante a Feira de Ciências da Escola Alzira

Em outubro, a escola realizou uma Feira de Ciências com temas diversos trabalhados no terceiro bimestre com alunos do 6º ao 9º ano, onde foram abordados temas como: a evolução das máquinas, métodos contraceptivos, sistemas do corpo, meio-ambiente e biodiversidade.

Dia de Finados: mais de 6 mil pessoas devem visitar entes queridos em Cemitério Municipal de Monte Azul Paulista

Mais de 6 mil pessoas deverão visitar o Cemitério Municipal durante o Dia de Finados, comemorado em 2 de novembro, segundo estimativas do cuidador do local, José Divino dos Santos, que trabalha há 28 anos.

Ele afirma que moradores de Monte Azul e de outras cidades deverão aproveitar o "feriadão" para visitar entes queridos sepultados aqui. "O número pode ir até além, já que, neste ano, não teremos as limitações impostas pela pandemia", afirmou.

O horário de visitação, ainda segundo Divino, é das 6h às 18h.

Reformas

O Cemitério Municipal recebeu diversas reformas para receber o público: houve limpeza geral, poda de árvores, melhorias nas passarelas, restauração da fachada, da imagem de Senhor Bom Jesus e de jardinagem nos canteiros.

A Avenida da Saudade também recebeu melhorias, como processo de revitalização de jardinagem, novos vasos para plantas, plantio de mudas e corte de grama.

A cidade também conta com um novo sistema de sinalização de placas para guiar moradores de outros localidades. 

Natália Cesarino, uma das voluntárias que organizará evento em comemoração ao Dia das Crianças.
Natália Cesarino, uma das voluntárias que organizará evento em comemoração ao Dia das Crianças.

Ações solidárias marcam Dia das Crianças

Prefeitura também realiza atividade com integrantes do projeto Criança Feliz

Na semana marcada pelo feriado de Nossa Senhora da Aparecida, em que também se comemora o Dia das Crianças, 12, Monte Azul Paulista terá ações sociais promovidas por voluntários e pela Prefeitura.
Criança Feliz
A primeira ação foi promovida pelo Cras, em parceria com a Secretaria de Promoção Social no dia 10, para famílias cadastradas no projeto Criança Feliz. Elas participaram de evento com brincadeiras entre pais e filhos, distribuição de algodão doce, pizzas, salgadinhos, cachorro quente e doces.
Doação de cestas básicas
O grupo monteazulense Mafe (Mais Amor, Fé & Esperança) entrega cestas básicas em casas de 15 famílias em situação de vulnerabilidade social. As indicações foram feitas por listagem do Fundo Social de Solidariedade, do Cras e da Pastoral.
O grupo é formado por mais de 10 voluntários e o objetivo é realizar ações solidárias entre as famílias monteazulenses.
Festa no Bairro São Francisco
Crianças do Bairro São Francisco também poderão participar de uma festa na comunidade, organizada pela voluntária Natália Cesarino, no próximo sábado.
Sozinha, ela arrecadou ingredientes e dinheiro para comprar alimentos e brinquedos que serão distribuídos às crianças.
"A ideia surgiu após eu receber uma graça de Nossa Senhora Aparecida. Em forma de agradecimento resolvi fazer a festa para as crianças. O objetivo é fazer com que as crianças tenham um dia de diversão e muita comilança", afirmou.
A arrecadação é feita por ela com empresas para as quais envia mensagens, além de receber também doações de amigos e outros comerciantes da cidade.
Com toda a arrecadação, segundo Natália, é possível beneficiar cerca de 60 crianças.
As crianças receberão pedaços de bolos recheados, salgados, pipoca, cachorro quente, picolé, sacolinhas com itens surpresas e participarão de sorteios de brindes valendo lanches, açaí e brinquedos.As doações podem ser feitas até amanhã: quem tiver o interesse de contribuir, pode entrar em contato com Natália via página de Instagram. 

Semana da Árvore: município planeja plantio de cinco mil árvores pelos próximos três anos 

As cidades de todo o mundo não foram projetadas para o convívio do homem com a natureza. O asfalto que desce às ruas e torna possível a construção de diversos monumentos de concreto em nome da bruta onipotência humana, tem surrado de maneira copiosa a Mãe Terra, que cobra seu preço ao colocar em xeque o risco de sobrevivência do Planeta.

Viver no Brasil, aliás, é ainda um desafio para quem gosta da ideia sustentável: a causa ainda sofre com a resistência das alas mais conservadoras do país.

Na semana em que se comemora o bem mais brasileiro desta terra, a Árvore (vide o Pau Brasil), uma boa notícia para os cidadãos monteazulenses está no planejamento para plantio de cinco a seis mil árvores pelos próximos três anos de governo, segundo a Secretaria de Meio Ambiente.

Recém-criada, a pasta é comandada pelo advogado Rodolfo Amaral, que vem atacando questões pontuais e estratégicas do setor em Monte Azul Paulista para fazer com que a cidade avance no Projeto Município Verde-Azul, plataforma do governo estadual que oferece classificação para cidades que descentralizaram a questão e promovem boas-práticas ambientais.

Defasagem arbórea

Por anos, o PMVA foi um calcanhar de Aquiles da cidade. A meta, é fazer que a cidade suba no ranking: o que já está conseguindo, pois chegou à casa das 250 cidades que melhor cuidam da natureza no Estado.

Para isso, o plantio de árvores é uma das mais importantes estratégias para alavancar o posto classificatório.

Monte Azul Paulista possui algo em torno de 12 mil árvores (dados extraoficiais da Secretaria), o que mostra uma defasagem grande a respeito da população arbórea da cidade, quando se leva em consideração a recomendação da Organização Mundial de Saúde do índice mínimo de 12 m² de área verde por habitante na área urbana.

O que, segundo especialistas, ainda é pouco, já que o recomendado é de pelo menos três árvores ou 36 m² de área verde por cada habitante.

Plantios

A defasagem deverá diminuir nos próximos anos. Além do planejamento de plantio de árvores, com o marco regulatório do meio ambiente, novos empreendimentos habitacionais são obrigados a terem planejadas áreas verdes.

Um bom exemplo é o Conjunto Habitacional do CDHU, que finalizou sua área verde com o plantio de 1.236 mudas - delas, 900 tiveram de ser repostas por conta de uma queimada.

Semana da árvore

No município, a Semana da Árvore ganhou atividades de plantio de mudas nas escolas estaduais, municipais e privadas.

No próximo sábado, 24, acontece a comemoração oficial da Secretaria de Meio Ambiente, no Parque Ecológico Gilberto Arroyo, a partir das 8h.

Também haverá pontos de coleta de lixo eletrônico, recolhimento de esponjas usadas e atividades esportivas. 

Histórias engarrafadas

Historiador de Monte Azul coleciona quase 800 garrafas de cachaça

Em certa manhã de segunda-feira, acompanhei o historiador João Francisco Massoneto até a sala no fundo de sua casa. Uma estante exibia a maior parte de sua coleção com quase 800 garrafas de cachaça, todas elas luxuosas e cheias do líquido branco ou amarelado (quando esta foi envelhecida em tonel de madeira).

Pendurado na parede está um quadro pintado pelo artista de Monte Azul, José Rangel. Paro e imagino que estou diante de uma pintura de Anita Malfatti. O quadro é a metalinguagem - uma sala dentro da outra sala (até aqui, não sei o quanto as aulas de História da Arte do curso de pós-graduação me ajudaram, mas eu insisto). No canto inferior direito está uma mesa e há dois copos vazios acompanhados de uma garrafa tipicamente de aguardente.

Duas cadeiras estão dispostas a esperar seus donos, assim como seus copos. Apesar da ausência humana no quadro, você sabe - logo, duas pessoas estarão degustando cachaça e conversando sobre qualquer coisa. A bebida é um elemento de ligação, de intermediação de duas pessoas que irão traçar, ali, breve ou longa conversação sobre um assunto qualquer.

Há 10 anos, quando João Massoneto decidiu abandonar o cigarro ele achou que deveria substituir o antigo vício por uma ocupação. O hobby que escolheu foi colecionar garrafas de cachaça. Ele não consegue explicar o porquê - mas algo que talvez elucide o fato vem logo a seguir quando, de maneira espontânea, ele diz uma frase que pode ter muito significado.

"Cada garrafa desta aqui tem uma história que significa muito para mim". É o historiador que coleciona pingas. Quando se trata de Massoneto, não dá para separar o colecionador do historiador.

Além da pinga, algo a mais está engarrafado ali - são histórias. Junto das quase 800 garrafas, quatro delas chamam a atenção. Na terceira prateleira, estão pingas que eram fabricadas em Monte Azul Paulista entre as décadas de 1940 e 1960. Elas retratam a história pitoresca da cidade e lançam uma luz sobre o passado de uma cidade que fora levantada pelos dias de glória da produção agropecuária.

Empunhado de uma delas, ele mostra o rótulo e desfaz um mal-entendido referente aos dados históricos contidos no rótulo da pinga. "Muita gente nem percebe, mas olha o que diz o rótulo: 'Monte Azul - Paulista, 1939. A cidade era conhecida apenas como Monte Azul até essa época. Somente em 1949 foi anexado o Paulista ao nome do município - isso para mim tem um valor inestimável", confessa.

Sabores - Entre as suas pingas, João é um homem realizado. Lê livros para se inteirar sobre o assunto, pesquisa, procura informações sobre as melhores cachaças em jornais e revistas e, é claro, degusta algumas para comprovar a qualidade.

Qualidade é algo imprescindível na sua coleção. "Não possuo pingas com nomes folclóricos, pode ver. São itens de qualidade, fabricadas para exportação também", afirma.

A preferida dele é uma cachaça branca, chamada Mato Dentro: uma das pingas mais puras e, por isso mesmo, para ele, uma das mais saborosas. "A Havana é tida pelos críticos como a melhor, a número um. Mas eu não concordo com isso, para mim é essa", diz exibindo orgulhoso a garrafa.

Fabricada em São Luiz do Paraitinga, a cachaça é famosa por ter um aspecto "límpido", parecido com a água, mantendo, inclusive, a tradição da fabricação que teve início com o ciclo da cana-de-açúcar no Brasil. O produto foi premiado por diversas vezes em concursos como o da Revista Playboy e no Curso de Degustadores de Cachaças, sendo considerada a cachaça por excelência.

Dentre a coleção, há diversas cachaças raras, fabricadas na região e também em Monte Azul Paulista. Entre as monteazulenses estão a Vitória, Alambuck, Boteco 44 e a famosa Santa Cruz. "Foi uma das melhores cachaças produzidas em todo o Estado de São Paulo", conta.

Uma das garrafas obtidas por ele tem uma história peculiar. Ao fazer um favor ao saudoso José Borduque, este lhe prometeu um presente. Dito isto, em seguida, ele saiu para o quintal de sua casa, da posse de um enxadão. "Comecei a ficar curioso e me perguntei o que ele iria me dar de presente: terra, minhoca?", brinca. Então, ele desenterrou uma garrafa de pinga Santa Cruz e deu para João de presente.

"Era costume dos antigos colecionadores enterrarem garrafas de cachaça em sua propriedade. Esta é uma história deliciosa que eu gosto de rememorar", afirma.

Origem - Outra prova que não se separa o historiador do colecionador. João Massoneto explica qual a versão mais provável para o nome dado, popularmente, à cachaça. Segundo ele, escravos que trabalhavam em engenho ao mexer com o caldo (ou a garapa) a deixavam estragar e, para esconder dos patrões, levavam, em tachos, para os porões, onde dormiam.

Como não havia ventilação no local, o vapor a levava para o teto e as paredes e, quando os escravos estavam deitados começava a "pingar" em suas feridas, ardendo. "Outros levavam a boca aos pingos e viam que aquilo os deixava alegres, resistentes. É uma das lendas, mas eu acredito que seja a mais provável", aposta.

Ele frequenta, anualmente, a feira da cachaça em Paraty, no interior do Rio de Janeiro e foi em uma dessas viagens que conheceu a Mato Dentro, quando pediu uma cachaça para acompanhar o almoço.

Mesmo não sendo um bebedor frequente da aguardente, João Massoneto é sim um bom degustador. "Sei diferenciar o produto ruim do bom, mas não bebo todo dia. Só gosto de tomar em poucas dosagens, para sentir o gosto".

Aliás, é bom avisar: se algum dia for convidado para degustar alguma de suas cachaças, por favor, não a vire num gesto compulsivo como fazem muitas pessoas que a tomam costumeiramente. "Cachaça é como vinho - você tem de apreciá-la, sentir o cheiro, saboreá-la. Não faça isso, nunca, porque é um desrespeito com a bebida", diz.

Feira comunitária se torna tradição às quartas-feiras 

O dia 25 de agosto foi marcado pela celebração do Dia do Feirante. Em Monte Azul Paulista, a tradição da feira resiste e ainda sofreu uma adaptação que a tornou mais atraente para a população: o cunho cultural e gastronômico que a Secretaria da Cultura tem empregado ao formato.

A Feira Cultural que acontece todas as quartas-feiras, das 19h às 22h, na Praça de Alimentação de Monte Azul Paulista (ou Praça da Delegacia) ganhou a atenção da comunidade e criou um público fiel que frequenta o evento.

O primeiro esboço da Feira aconteceu antes da pandemia, quando a Prefeitura ofereceu um espaço para que pequenos agricultores vendessem suas produções no local (como hortifrutigranjeiros, comidas e doces caseiros, dentre outros).

Ganhando um apelo gastronômico muito forte, a Feirinha, há cerca de um ano, passou a ter mais oferta de gêneros alimentícios (com forte presença de Food Trucks e outros comerciantes no local).

Com apoio da Prefeitura, a Secretaria da Cultura teve a incumbência de organizar toda a estrutura da Feira e mudou o formato: hoje, atividades culturais (como exposições e shows diversificados) estão agradando cada vez mais o público.

Dependendo da atração, a média é de quase mil pessoas no recinto (não só de Monte Azul, mas de toda a região).

"É um evento que se tornou tradição na cidade: e o bom de tudo isso é que a comunidade abraça a causa. Fizemos um acordo com a vizinhança sobre as atividades musicais transcorrerem até certo horário para não atrapalhar. Hoje, é bom notar que todos estão contentes, desde os feirantes até os membros da comunidade", afirmou Ana Maria Plaza, secretária da Cultura e Turismo.

Novatos

De artigos até gêneros alimentícios, o público pode apreciar os produtos e dar aquela força aos comerciantes de Monte Azul Paulista. Há mais ou menos um ano, as irmãs Laura e Luíza Avelino encararam os desafios do empreendedorismo e estabeleceram a loja "Cheguei".

Elas comercializam artesanato, acessórios e cosméticos. O nicho de consumidor engloba todos os gêneros e idades.

"A Feira significa um momento bem bacana em que podemos mostrar nossos trabalhos, na maioria artesanais, ao público que frequenta a 'Feirinha'", afirma Luíza.

"Até porque, o ambiente familiar e tradicional que o evento tem hoje, se torna bastante atrativo a quem vende no local", acrescenta a irmã, Laura.

A página da loja pode ser acessada no Instagram por meio da @cheguei.loja e @cheguei.arteira.


Experientes

O Pastel do Gato já é conhecido e foi apreciado pela maioria dos consumidores de Monte Azul Paulista. O reconhecimento, inclusive, é parte da participação do comerciante, conhecido pelo apelido de Gato, na Feira Livre da cidade, que começou há 25 anos.

Hoje, a Feira sofreu uma desestruturação e possui apenas três comerciantes - ele ainda é um deles. Além disso, é vendedor assíduo às quartas-feiras.

"A participação em feiras ajuda e muito a incrementar as vendas e fidelizar fregueses", afirma.  

Recorde de jogos marca retorno do Municipal de Futsal ao Ginásio de Esportes

Até o fim de outubro, campeonato terá a disputa de 88 partidas; primeira fase será encerrada até o final deste mês 

Quem estava com saudades do Campeonato Municipal de Futsal não tem do que reclamar da edição 2022.

O torneio é realizado pela Secretaria de Esportes, com apoio da Prefeitura, e homenageia Berto Ferro, que empresta seu nome.
A competição terá nada menos do que 88 partidas disputadas até o final de outubro, quando o grande campeão será conhecido.
O Municipal de Futsal é um torneio importante para jogadores da modalidade de Monte Azul Paulista, já que guarda uma grande rivalidade entre atletas da cidade e times tradicionais, e está sendo reeditado depois de seis anos sem a realização do evento esportivo.
"Todo campeonato tem sua importância e esse, em especial, deixa muito feliz pela participação e envolvimento de 17 equipes: número bem expressivo. Fico feliz em ter no nome do Campeonato uma singela homenagem ao meu pai, que durante muito tempo teve uma história no Futsal Municipal, e principalmente ter uma equipe incrível que faz com que tudo isso aconteça sempre, com apoio do nosso Prefeito Marcelo Otaviano dos Santos, que apoia o Esporte como um todo", afirmou a secretária de Esportes, Juliana Ferro.
O último campeonato disputado na cidade, realizado pela Prefeitura, foi em 2016.
Além de registrar um recorde de jogos, a edição 2022 marca o retorno das atividades esportivas municipais ao Ginásio. O último municipal realizado na estrutura foi em 2016.
É um recorde do município em relação à competição que reúne equipe de futsal da cidade em meio à acirrada rivalidade nutrida por jogadores da modalidade.
A Gráfica CopyGraph, que não participa neste ano, já conquistou o campeonato uma vez, em 2015.
Regulamento
Dezessete equipes estão divididas em duas chaves: uma com 9 equipes e outra com 8. Após o término da primeira fase, que é classificatória, uma equipe do grupo com mais times será desclassificada (com menor pontuação).
Depois, 16 times farão as oitavas de final, prevista para o mês de setembro. Desta fase, sairão oito times, que serão divididos em dois grupos, mediante a sorteio.
Em outubro, a cidade conhecerá os campeões do torneio. Neste ano, além de primeiro e segundo colocados, ganharão troféus o artilheiro e melhor goleiro do campeonato.
App
Cidadãos e atletas podem acompanhar os jogos que acontecem no Ginásio de Esportes. Para isso, usuários de internet podem consultar a tabela de partidas pelo App Copa Facil, que mostra também classificação e artilheiros. O app Copa Facil pode ser baixado nas lojas de aplicativos de sistema Android ou Iphone. Basta procurar pelo nome Copa Facil. 

"Esse sinal que eu tô fazendo é o sinal de I Love You. Ele é do ASL, mas a comunidade surda adotou para expressar o nosso amor às Línguas de Sinais", afirma Marcella.
"Esse sinal que eu tô fazendo é o sinal de I Love You. Ele é do ASL, mas a comunidade surda adotou para expressar o nosso amor às Línguas de Sinais", afirma Marcella.

Brasileiros tem a oportunidade de conhecer questões de acessibilidade em maior festival digital do gênero

Monteazulense analista de empresa organizadora fala sobre evento e a Língua de Sinais, na qual é alfabetizada

A acessibilidade ainda é uma barreira grande a ser superada na construção de uma forma mais democrática de distribuição e consumo de produtos culturais.

No Brasil, a questão ainda engatinha e merece muito cuidado das autoridades que podem, e devem, construir uma política pública de acessibilidade mais ampla e efetiva.

No período de 8 a 11 de agosto, a Hand Talk (empresa que é a maior plataforma de tradução automática para Línguas de Sinais, oferecendo um impacto social em nível mundial) realiza o Festival Digital de Acessibilidade, o maior do gênero no país.

De forma on-line, os participantes poderão aprender mais sobre acessibilidade e as tecnologias disponíveis para transformar a comunicação como ferramenta poderosa na inclusão social e cultural de pessoas com deficiência auditiva.

Haverá palestras e apresentações de pioneiros globais no assunto, além de disruptores inovadores, ícones empresariais e artistas que estão quebrando a barreira e impulsionando mudanças e transformando o mundo.

A monteazulense Marcella Marrara Ducatti Assali, analista de Customer Success da Hand Talk, fala mais sobre acessibilidade e o festival digital. Ela foi alfabetizada pelos pais, Fátima Cristina e Sílvio Ducati, em Língua de Sinais desde a mais tenra idade.

"Com a ajuda dos nossos simpáticos tradutores virtuais, Hugo e Maya, e de especialistas do nosso time quebramos as barreiras de comunicação entre pessoas surdas e ouvintes por meio da tecnologia", complementa sobre a empresa.

Para participar do festival, basta acessar o link Linkfestival.me.

Revista Capa: Fale um pouco sobre libras para quem não conhece.

Marcella: Libras é a abreviação de Língua Brasileira de Sinais. É a forma de comunicação e expressão, reconhecida por lei, como língua oficial de pessoas surdas no Brasil, em que o sistema linguístico tem natureza visual: motora e gramática própria.

Como aprendeu essa Língua?

Sendo filha de pais surdos, fui alfabetizada em Libras por eles, enquanto era alfabetizada em português na escola. Muito se tem curiosidade sobre isso, mas aconteceu de forma muito natural, assim como os pais ensinam os seus próprios idiomas para seus filhos.

Como avalia o acesso para pessoas que têm deficiência auditiva na indústria de entretenimento no brasil?

Ainda caminhamos em passinhos curtos em relação a acessibilidade no entretenimento. Por exemplo, muitos filmes nacionais não possuem legenda, mas nem sempre a legenda é eficaz, pois nem sempre a pessoa surda é alfabetizada em português e sim em Libras. Em outros casos, muitas vezes a janela de Libras é muito pequena e a pessoa surda não consegue ver bem as traduções.

Na pandemia, com o "boom" das Lives, muitos artistas fizeram transmissões com intérpretes de Libras e isso foi muito legal de acompanhar.

Hoje podemos encontrar interpretação em Libras em Lives de games, em shows musicais e teatros. Infelizmente não são a maioria, mas já existem e tenho esperança que esses casos sirvam de exemplo e inspiração para tantos outros.

E, em relação à construção política dos direitos dessas pessoas, como está o acesso delas à comunicação em instituições públicas, repartições?

Em relação a construção política, apesar de existir há muito mais tempo, muito mesmo, a Libras só foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão no Brasil no dia 24 de Abril de 2002 na Lei número 10436.

Apesar de existir a lei, ainda vemos poucas instituições públicas com atendimento em Libras, as vezes é necessário fazer um agendamento para que seja contratado um intérprete para realizar os atendimentos, mas na maioria das vezes é solicitado que a pessoa surda leve um acompanhante que faça as traduções, o que não é de bom-tom, pois acaba tirando toda autonomia dessa pessoa de resolver suas próprias questões.

Como podemos melhorar essa questão?

A resposta é simples, mas complicada ao mesmo tempo. A meu ver a resolução para os problemas de acessibilidade tem a ver com a boa vontade das pessoas. Não adianta termos toda tecnologia, inovação, se não temos o principal que é a empatia.

Não falta só pessoas que falam Libras, falta paciência, cuidado com o próximo e até bom-senso.

Hoje em dia temos acesso à muita informação, o mundo está nas nossas mãos, em um clique já podemos ter zilhões de resultados para uma única busca. Mas o ponto é: o que fazemos com essas informações? Deixo aqui essa reflexão.

Esse ano foi aprovada a Lei de Educação Bilíngue para pessoas surdas nas escolas, dando a oportunidade de terem acesso à educação em Libras, além do Português.

Seria muito interessante que Libras, sendo uma língua oficial do Brasil, fosse ensinada também na escola, nas faculdades, assim como o Inglês.

Explique um pouco do evento que a Hand Talk está preparando.

O Link é o maior festival de acessibilidade digital do país, está na 5ª edição e vai contar com palestras e apresentações de pioneiros globais, disruptores inovadores, ícones empresariais e artistas cheios de talento que estão quebrando barreiras, impulsionando mudanças e transformando o mundo.

O Link Festival 2022 contará com quatro dias de conteúdos gratuitos sobre tecnologia, acessibilidade, diversidade, pessoas com deficiência e o mercado de trabalho, comunicação, liderança, futuro, sustentabilidade entre outros.

Além disso, ainda terá uma premiação inédita, reconhecendo pessoas que são líderes de acessibilidade.

Para participar basta se inscrever gratuitamente neste link: Linkfestival.me.

Quais cursos existem para pessoas que queiram aprender essa Língua?

Existem muitos cursos online para quem quiser aprender Libras, dá para acompanhar diversos influencers surdos e começar a interagir com a Língua. Existem também associações regionais que ministram aulas. É uma ótima oportunidade para conviver um pouco mais com a comunidade surda.

Bônus-track*

Curiosidades:

Você sabia que cada país tem sua Língua de Sinais? Nos Estados Unidos, chama-se Língua Americana de Sinais - ASL.

Não se usa o termo Surdo-Mudo. As pessoas surdas falam, mas falam Libras.

Dica de filme 🍿

Ganhador do Oscar CODA, conta a história de uma menina, filha de pais surdos, assim como eu, que fica dividida entre suas obrigações e seguir seus sonhos.

CODA É uma sigla para Children of Deaf Adults, que em tradução livre significa Filhos de Adultos Surdos. Então somos chamados de CODA.

Indicação de influencers surdos:

- @isflocos

- @betocastejon

- @stefanykrebs

- @misurdamg

Indicações de intérpretes:

- @suuhgestsu

- @fernandaasilvaa

Indicação Blog com conteúdos de acessibilidade e inclusão

- https://www.handtalk.me/br/blog/

*Marcella gentilmente nos preparou essa lista de curiosidades para ajudar a conscientização sobre algumas qu

Atletas monteazulenses da Apae conquistam medalhas nas Olimpíadas Especiais

Depois de interrupção de três anos devido a pandemia, evento voltou a ser realizado pela Feapaes-SP


Atletas monteazulenses da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) conquistaram medalhas na 20ª edição da Olímpiadas Especiais das Apaes do Estado de São Paulo, que aconteceu no período entre 18 e 23 de julho, em Caraguatatuba.

A participação monteazulense foi repleta de expectativa durante a preparação dos atletas para o evento esportivo, uma vez que as Olímpiadas tiveram de ser interrompidas em 2019 devido à pandemia. A última edição foi realizada na cidade de Franca, em 2018.

Na edição de 2022, mais de 800 atletas concorreram em diversas categorias esportivas. Segundo a Feapae-SP, o evento favorece o desenvolvimento global da pessoa com deficiência intelectual e sua integração na sociedade por meio da prática esportiva adequada às suas necessidades e a aquisição de experiências que venham enriquecer seus conhecimentos e facilitar sua relação com o meio em que vive, contribuindo dessa forma para o exercício da cidadania.

A delegação de Monte Azul foi composta por atletas da natação, atletismo e de futsal.

Medalhas

A participação monteazulense foi coroada com a conquista de medalhas em diversas categorias.

O aluno Luiz Fernando Chierato conquistou duas medalhas de prata, nado-livre 25m e nado costas, 25m.

No atletismo, Elivelton Cardoso conquistou o 1° lugar nos 100m rasos; Leonardo Cardoso conquistou o 3° lugar nos 1.500m.

Na modalidade de futsal, a equipe monteazulense foi ouro. O time foi formado por Marcos Roberto, Ronicler Alves, Elivelton Cardoso, Leonardo Cardoso, Danilo Rodrigues, Luiz Fernando Chierato e Luís Paulo.

Com esse título no futsal, a Apae é bicampeã estadual e garantiu a vaga para a Olimpíada Nacional das Apaes, que acontece em dezembro de 2022

Vacine-se e siga com sua vida!

Em meio às incertezas e ao surgimento de duas doenças, a regra para vencer a neura é: acreditar na ciência, nas vacinas e na vida 

Em meio ao avanço da imunização e diminuição de casos de óbito e internação por covid-19, novas doenças surgem criando certa paranoia quanto ao futuro: será que estamos prestes a vivenciar os momentos mais delicados do combate ao coronavírus?

Duas doenças estão chamando a atenção de pesquisadores: uma nova e misteriosa hepatite e uma espécie de varíola, originária do macaco, que tem atacado um padrão de pacientes (homens europeus que não saíram de seus países).

Mas, segundo o médico pediatra, anestesista e clínico geral Dr. Gustavo Lemos, não há razão para crer que elas levarão o mundo a uma nova pandemia: o número de casos ainda está controlado e, para a varíola, há vacina em caso de necessidade.

Para o especialista, é preciso ter fé na ciência e continuar a cumprir o esquema vacinal para que possamos vencer o vírus da covid-19 e prosseguirmos com nossas vidas.

Revista Capa - Como avalia o momento da pandemia?

Dr. Gustavo Lemos - Creio que o pior já passou, que era o momento em que tínhamos poucas informações, não tínhamos vacinas e um sistema de saúde em colapso. Graças à vacinação, da qual sou um defensor porque temos um programa de imunização nacional muito sério, houve uma grande redução das mortes, das intubações, de internações e de UTI.

Hoje, muitos casos de vacinados apresentam sintomas bem leves: a maioria dos infectados tem tratado em casa como uma gripe.

A vacina é segura para todos, inclusive para crianças. Apesar de movimentos de fake news de grupos antivacinas, a imunização tem de ser feita.

Gostaria também de fazer uma ressalva: os antibióticos não devem ser prescritos para tratamento da covid. Ele mata bactéria e não o vírus.

O antibiótico sem necessidade mata as bactérias boas presentes no corpo - assim como o corticoide, que é imunossupressor, que diminui a imunidade.

Quem diz isso são as organizações de saúde que são sérias e têm embasamento científico.

Você pode matar uma bactéria boa do intestino, o paciente terá diarreia, pode desidratar, enfraquecer, diminuir a imunidade. Além de criar o risco de criar uma superbactéria, como já aconteceu.

Temos de ter cuidado, porque o paciente deve procurar o médico, ser avaliado, mas também confiar que ele tomou a vacina e irá se recuperar. Não existe tratamento preventivo, até hoje, isso já foi comprovado.

Não adianta tomar azitromicina para se prevenir, não adianta tomar Vitamina C. Temos visto uso abusivo de antibióticos: não é apenas culpa dos pacientes, mas também dos colegas médicos, que já saem prescrevendo os medicamentos.

Diante do avanço da vacinação, quais são os sintomas apresentados na maioria dos infectados?

A manifestação da covid-19 hoje, é diferente: antes, o paciente apresentava uma sequência de piora, depois de 5 ou 7 dias, abruptamente, com comprometimento do pulmão. Era necessária a internação, UTI, e, muitas vezes, óbito.

Agora, vemos que durante o ciclo de uma semana, o paciente apresenta uma melhora e recuperação. É preciso se vacinar, esperar para ver a reação do corpo. Tudo graças à vacina.

Temos meio na ciência, na comunidade científica, que nos permite fazer vacinas em larga escala sem haver aquele tempo necessário de antigamente. O avanço da tecnologia nos permite reduzir esse tempo.

Quaisquer vacinas têm efeitos colaterais: todas aquelas que tomamos durante a vida. Infelizmente, a politização da vacina dificulta muito as pessoas quererem se vacinar.

E as sequelas, quais são as mais comuns?

O que se tem observado, com mais interesse atualmente, é o covid-19 longo, que estende um pouco mais o quadro respiratório, alteração do humor, depressão, ansiedade, questões relacionadas à memória, queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, cansaço, sensação de rinite e enxaqueca, dentre outros.

Por isso, a procura aos consultórios tem aumentado muito. O maior problema relacionado ao covid-19, hoje, é mais em relação às sequelas do que à fase aguda da doença, graças às vacinas.

Apesar de haver um afrouxamento das questões sanitárias, qual a sua recomendação?

Acho que caminhamos para que, até o fim do ano, a questão do isolamento seja superada e o uso da máscara vai depender de bom-senso da pessoa, assim como a higienização indicada para o combate às infecções.

Não é preciso que uma autoridade política fale o que necessitamos fazer: hoje, já não temos mais a obrigatoriedade do isolamento. Tudo depende da conscientização da pessoa, como seguir o calendário vacinal, por exemplo, para se proteger.

Mas, infelizmente, as pessoas estão deixando de tomar as doses complementares.

Como está a situação em Monte Azul?

Aqui, o trabalho feito pela Camila Oliveira, secretária da Saúde, com todo o apoio do prefeito Marcelo Otaviano, a parceria da Direção Regional de Saúde de Barretos (que nunca deixou faltar a vacina), somado à equipe da Vigilância Sanitária Municipal, consolidou um trabalho maravilhoso que tem sido elogiado na Direção Regional.

Agora, o cidadão esqueceu que deve cumprir com seu papel e seguir o calendário de imunização: há muitos faltosos que deixaram de tomar a terceira dose. A Secretaria da Saúde é obrigada a convocar, novamente, quem não completou o ciclo.

Aliás, não se vacinam e deixam também de vacinar os filhos. Nosso índice de vacinados é altíssimo, sempre foi, mas poderia ser melhor.

Houve uma curva bastante grande entre janeiro e fevereiro, e os números de casos de óbitos e internações não acompanharam, como lá atrás.

Acreditamos que o coronavírus será um vírus comum, mais fraco, como o da influenza, com o passar dos anos e a vacinação será feita conforme a vacina da gripe.

Houve o surgimento de uma hepatite infantil que tem sido chamada pela imprensa como "misteriosa". O que a comunidade científica e médica sabe a respeito?

Houve diversas publicações na comunidade científica e em outros meios de comunicação: passam de 600 casos, 6% precisam de transplante de fígado, com 10 mortos no mundo.

É misteriosa e, por enquanto, concluiu-se que deve ser viral, ligada a um vírus que causa diarreia e vômito em crianças: um adenovírus e, talvez, pode estar relacionada ao pós-covid. Não há nada relacionado à vacina, pois a maioria das crianças afetadas não tomaram o imunizante.

É preocupante porque é misteriosa, é uma hepatite que tem causado danos e criado uma série de desafios à comunidade científica. Mas que não deve criar pânico nos pais, porque o número de infectados em relação à população mundial infantil é pequeno.

A doença chama a atenção por se tratar de uma hepatite mais agressiva, com casos de gravidade e de origem misteriosa.

Quais os métodos para combatê-la?

Acredita-se que transmissão seja fecal-oral, por gotículas... Lógico, devemos aproveitar as medidas de combate ao coronavírus, que aí estão, para impedir contágio de outras doenças. Muito embora ache difícil controlar as crianças de se enturmar e conviver com outras crianças na escola ou fora dela.

Mas também não é motivo para que os pais estejam obcecados, tensos ou estressados.

E o que se sabe sobre a varíola do macaco?

A varíola já foi erradicada e as pessoas que estão contaminadas são, na maioria, homens, da Europa, que apresentaram dores no corpo, febre, pústulas (espécie de caroço na pele), que formam crostas, machucados...
São manifestações feias de se ver, mas as pessoas estão se recuperando bem. Uma especialista disse que havia a vacina para ser feita em larga escala e que isso ainda não aconteceu porque não há necessidade.

É mais uma doença que nos chama a atenção diante de nosso estresse e sensibilização pela pandemia, mas acho que não devemos nos alarmar como aconteceu nestes últimos anos.

O macaco é o hospedeiro, que transporta o vírus, mas não adoece. Chama a atenção pelo padrão das pessoas que pegaram e a infecção aconteceu dentro do país, sem essas pessoas terem saído de seus países.

Mensagem à população nesta fase da pandemia?

Queria deixar enfatizado que é um problema de saúde que não acabou ainda, não podemos nos esquecer das medidas preventivas, temos de ter bom-senso, acreditar na ciência, nos médicos, nas autoridades científicas e deixar a política de lado.

A covid-19 saiu de foco, não desperta mais interesse por causa das eleições. Não há também muito foco em relação à vacinação: mas é preciso que os cidadãos façam o que deve ser feito, que é vacinar-se.

Hoje, temos a certeza que não precisamos viver em isolamento para controlar as infecções: aquilo aconteceu durante um período em que não se tinha informações sobre a doença e nem vacina.

Hoje, temos que retomar as nossas vidas, encontrar pessoas, ter bom-senso e se vacinar é a melhor maneira para isso. 

A inacreditável história de Pam

Reneé Zelweger dá vida a uma assassina que mantém uma surreal teia de mentiras em torno de si 

Ficção e realidade: Reneé Zelweger interpreta Pam Hupp (à direita)
Ficção e realidade: Reneé Zelweger interpreta Pam Hupp (à direita)

Em todos os episódios de "The thing about Pam", somos avisados que tudo aquilo se trata de eventos reais. A prática é comum em produções do gênero: mas, nesta série em particular, é essencial que sejamos avisados disso.

Os eventos narrados são tão inacreditáveis que a sensação de que toda a trama é fruto puramente da invenção ficcional.

A série, produzida pela NBC, foi adaptada do podcast do Dateline (com o mesmo nome) que conta a história de Pam, que por anos ilustrou as páginas policiais de jornais norte-americanos com acontecimentos bizarros e muitas suspeitas recaindo sobre sua imagem.

No Brasil, há um mês, é possível encontrar a minissérie de seis episódios no streaming do Star+.

The thing about Pam tem Reneé Zelweger como atração principal: a atriz, vencedora de dois Oscars, interpreta Pam Hupp, uma dona de casa aparentemente banal e muito bem relacionada entre sua vizinhança e familiares.

No entanto, essa figura inofensiva já matou pessoas de seu círculo de convívio e continuará até que consiga atingir seu objetivo.

Zelweger está fantástica no papel: ela teve de utilizar próteses, enchimentos e maquiagem para parecer mais velha e bem acima do peso, devido ao tom formalista da narrativa.

Por muito tempo, Pam Hupp conseguiu enganar a todos de sua comunidade com sua rede de mentiras (inacreditáveis, na verdade). A narrativa começa ao contar a morte de sua melhor amiga, em um ataque com mais de 50 golpes de faca.

Seu ego gigante é sua salvaguarda, mas também será sua ruína: "ninguém consegue se manter bem-vista depois de tantas vitórias". A frase é perfeita para a série que mostra Pam se enrolando depois de tanto conseguir enganar.

A dramaturgia tem um olhar crítico e cínico lançado naquela pequena comunidade dos EUA, sobre os relacionamentos abusivos e imorais que colocam em xeque a justiça norte-americana. O tom do humor negro deixa a trama mais envolvente e brinca com as questões surreais que envolvem os acontecimentos nessa ótima série. 

Município tem semana de celebrações pelo aniversário de 126 anos 

Confira agenda de shows e eventos especiais que vão até o dia 29 deste mês

Foi dada a largada para as celebrações oficiais do aniversário de 126 anos de Monte Azul Paulista na quarta-feira, 22. O evento inicial foi a feira gastronômica, na Pracinha da Alimentação (antiga Pracinha da Delegacia) com show ao vivo de Luiz Waldo e Banda.

Confira a programação ao longo desta e da próxima semana:

  • Na quinta, às 20h30, na Igreja Matriz, acontece apresentação do Coral Municipal e Orquestra de Câmara;
  • na sexta, 24, às 20h, o Centro de Lazer recebe show com Renan Fagliari e a banda Beat Samba;
  • no sábado, 25, às 20h, no Centro de Eventos Centenário, acontece shows com a Banda 5ª Dimensão e Ulisses e Moiséis;
  • no dia 26, a partir das 9h, Encontro de Comitivas com Cavalgada pelas ruas e, no Bosque Municipal, Queima do alho entre as comitivas; às 16h, show com Renan Leão e Banda, Izabelly Trevizzo; às 20h, show no Centro de Lazer com Fernando Ranolfi;
  • Na segunda. 27, no Centro de Lazer, show gospel;
  • No terça, 28, também no Centro de Lazer, show Retrô com Bilionário e Batista Faria, Elvis Presley e Rod Hanna;
  • No dia do Aniversário da Cidade, dia 29, na quarta, desfile comemorativo, às 9h, e às 15h, jogo do Paulista Sub-20, entre Monte Azul x Inter Bebedouro; às 20h, show com Ícaro e Gilmar.

Stranger Things - Temporada Quatro 

Criadores da série, Irmãos Duffer, mostram como contar várias histórias sem perder as rédeas da narrativa 

O Volume I da Quarta Temporada de Stranger Things já está disponível para assinantes da TV por streaming Netflix conferirem um dos maiores sucessos da cultura pop da atualidade.

Com longos episódios que duram em média 1h30 (o sexto e último deste pacote tem 1h48) está longe de ser entediante. Os criadores da série, os Irmãos Duffers, sabem como contar várias histórias sem perder o foco na narrativa principal.

Eles também são mestres em fazerem grandes referências à Cultura Pop, principalmente a dos anos 80 e 90. Sem dar spoilers, é muito legal para uma pessoa que viveu nestes anos, ver referências a filmes como A hora do Pesadelo, Conta Comigo, entre muitos outros.

Vale dizer, mais uma vez, sem estragar a surpresa: é sensacional o easter-egg presente no quinto episódio sobre um famoso vilão dos filmes dos anos 80 e 90, interpretado por seu ator original. Fiquem atentos!

Nesta primeira parte, temos um novo vilão e sabemos mais sobre o passado de Eleven (Millie Bobby Brown), que agora mora na Califórnia. Mas o enredo dramático que antes era dela, agora é transferido para Max (Sadie Sink).

É preciso dizer que toda a trama funciona ao seu redor e esse ambiente dramático é sustentado com muita competência pela atriz. Eleven também tem seu drama particular, mas não é o principal elemento (nesta primeira parte) da narrativa.

Dentre os vários personagens que já amamos em Stranger Things, outros são adicionados e muito bem-vindos.

Essa narrativa multicolorida é sustentada por um suspense que resiste, apesar das muitas horas que estão por vir em cada um dos seis episódios. Você pode assistir de uma vez só, se tiver tempo, ou tal qual assisti a um filme: porque eles podem ser vistos assim, como filmes que esperam por continuações.

Cada enredo de personagem é muito bem desenvolvido e o ritmo alucinante de cada um deles vai sendo amarrado na trama principal com a óbvia suspeita de que todos ali irão se encontrar para o ápice final.

Além disso, há um Plot-Twist delicioso e que é ainda mais sensacional pelo fato de ser óbvio demais para ter sido percebido durante o desenrolar da trama.

É preciso dar destaque para o novo vilão da série, inspirado em outro famoso. Ok: isso não é spoiler - a inspiração é no canônico Freddy Krueger, de A hora do Pesadelo. Isso, inclusive, é um convite para que você assista à série.

Stranger Things é um fenômeno e um sucesso retumbante e parece que continuará assim até a sua Quinta e derradeira Temporada. Mas isso não é por acaso: tudo se deve aos Irmãos Duffer, que trabalham muito bem o grande produto que tem em mãos. 

Prova de ciclismo incentiva integração entre competidores e desportistas

A expectativa é que cerca de 300 ciclistas compareçam ao evento agendado para o final deste mês

No próximo dia 29, Monte Azul Paulista recebe cerca de 300 ciclistas para a disputa da prova GP Monte Azul Trip Trail. O evento tem organização dos amigos Régis Meira Leite, Daniel Ribeiro e Tiago Baraldi, em parceria com a Secretaria de Esportes e apoio da Prefeitura.

A saída está programa para as 8h30, no Centro de Lazer. Na oportunidade, haverá venda de alimento, como macarrão e espeto de churrasco, além de chope, água e refrigerante, e a atração musical terá Pepê Acústico.

Para monteazulenses, a inscrição para o evento é gratuita, enquanto participantes de outras cidades pagam taxa (confira mais informações nesta reportagem).

Na área esportiva, a organização planejou três percursos diferentes para que a prova possa ser completada por todos os participantes.

São três categorias: A Pro, com 52km; a Sport, com 40km; e a Turismo, com 20km estipulados - esta última é ideal para quem é iniciante ou pedala só por hobby.

Na Pro, estarão também atletas competidores, categorizados como Elite. Os três primeiros terão prêmios de R$ 300, R$ 200 e R$ 100, de acordo com suas colocações de 1º a 3º lugar.

Os cinco primeiros colocados das categorias Pro e Sport recebem troféus, enquanto todos os inscritos terão medalhas garantidas.

Segundo o ciclista Régis Meira Leite, o objetivo é incentivar a prática de esportes em Monte Azul Paulista. "Queremos integrar ciclistas experientes, que são competidores, e também aqueles que pedalam por prazer, por lazer ou desporto: será um evento ideal para que todos possam se conhecer, trocar ideias e fazer novas amizades", explicou Régis.

A inscrição é gratuita. "Conseguimos oferecer a participação sem cobrança na taxa de inscrição graças ao apoio da Secretaria de Esportes e do prefeito Marcelo Otaviano, que entendeu a necessidade do evento como um promotor de saúde física e emocional", completou Régis.

Inscrições

As inscrições são gratuitas para ciclistas de Monte Azul e podem ser feitas nas bicicletarias da cidade: Atitude Bike, Avelo Bike, Casagrande Bike, MP Bike e Rodrigo Bike.

Para pessoas de outras cidades, a inscrição pode ser feita em site, pelo link https://www.inscricoesonline.com.br/evento/gp-monte-azul-de-mountain-bike/705.

Caminhada da Fé

Régis é ciclista há 8 anos e, desde então, anualmente, realiza a Caminhada da Fé. Neste ano, sua peregrinação, por meio de bicicleta, foi especial: ele agradeceu pela recuperação de um problema de saúde pelo qual sua esposa, Rose, passou.

"Não ia conseguir ir, mas, devido a essa graça alcançada, fiz questão de fazer o caminho", explicou.

Além de Régis, um grupo de 16 ciclistas da cidade enfrentaram um desafio que teve um percurso de 330km, em terreno acidentado e cheio de planícies. A diferença é que, de tão motivado que estava, ele fez o Caminho da Fé em quatro dias - os outros ciclistas o fizeram em seis.

Agora, ele se prepara para pagar uma promessa, pelo mesmo motivo, indo à Aparecida do Norte. 

Posse responsável

Ter um pet é uma responsabilidade que vai além da vontade de ter um bichinho em casa 

Diversos estudos científicos atestam que ter um animal de estimação ajuda a melhorar a qualidade de vida: nos dá prazer, combate a solidão, a depressão e ainda tem a tarefa de ensinar valores sociais e morais às novas gerações.

Mas tudo isso tem um custo: ter um pet significa uma responsabilidade maior. É uma espécie de pacto firmado com a própria vida: cuidar de um ser vivo indefeso, prover-lhe as necessidades mais básicas e garantir uma qualidade de vida digna.

Aliás, maus-tratos e abandono animal são crimes inafiançáveis e que podem render até quatro anos de prisão, caso a conduta resulte na morte do animal.

Hoje, há uma série de profissionais e ONGs que estão unidos em desenvolver a mentalidade social da posse responsável que se baseia na condição da qual o tutor aceita e se compromete a assumir uma série de deveres centrados no atendimento das necessidades físicas, psicológicas e ambientais de seu animalzinho de estimação.

Médico veterinário há mais de 20 anos, Amílcar Narente é desses profissionais que lutam para desenvolver este conceito. O profissional, que atua como veterinário da Vigilância Sanitária de Bebedouro, é palestrante sobre o tema e já atingiu mais de três mil alunos falando sobre essas responsabilidades, a fim de evitar o abandono e os maus-tratos dos pets.

Amílcar possui clínicas em Bebedouro e Monte Azul, também presta serviços de anestesia, ultrassonografia e cirurgia a outras clínicas na região. Seu público-alvo no atendimento é composto por 97% de pequenos pets (cães e gatos), mas quando não há alternativa, também presta socorro a animais silvestres, como tartarugas, jabutis e papagaios.

Em entrevista, ele dá dica sobre como garantir qualidade de vida plena aos bichinhos.

Blog: Quais os cuidados básicos que um tutor de animal deve ter para garantir uma posse responsável?

Amílcar Narente: É necessário estabelecer uma relação com a longevidade do animal que ele quer: um felino vive em média 15 ou 16 anos, hoje, com a evolução da medicina veterinária, pode-se dizer que até 20 anos; um cachorro, de porte grande (acima de 40kg), de 12 a 15 anos; até 20kg, em média 15 anos; e caninos de até 10kg, até mais, de 18 a 19 anos.

É preciso pensar que, ao adquirir um animal de estimação, você irá cuidar de um ser vivo que terá uma vida longa. Durante todo este tempo, terá de prover a ele cuidados para preservar sua saúde, fornecer boa alimentação e também dedicar uma parte de seu tempo, para que ele não se sinta sozinho.

Não é preciso ser rico para ter um pet. Há diversas rações de qualidade que possuem preços acessíveis.

Além disso, nem toda cidade conta com serviço público com médico veterinário e, sendo assim, você vai ter de cobrir as despesas de uma consulta em clínica particular. É preciso que o bichinho faça um ckeck-up a cada seis meses ou um ano.

O animal precisa de vacina também, pois desenvolve doenças e algumas não têm cura (como a cinomose).

No caso dos caninos, são três vacinas no primeiro ano de vida e dos felinos, duas. Depois, anualmente.

Um animal é um ser-vivo, precisa de carinho, precisa dedicar um período do dia para brincar com ele, cuidar, pois também pode desenvolver doenças por conta disso.

É preciso analisar qual tipo de animal se encaixa com o ambiente familiar, se há quintal, se haverá pessoas o dia todo ali. Tempo e dinheiro para que possa dar qualidade de vida.

Ele vai envelhecer, poderá ficar doente durante a vida ou no período de envelhecimento: vai ter de cuidar e prover os cuidados necessários até o fim da vida dele.

Como médico veterinário da Vigilância Sanitária de Bebedouro, encontra muitos casos de maus-tratos?

Temos um trabalho em Bebedouro para conscientização da posse responsável - já fizemos palestras com mais de três mil alunos.

Mas infelizmente há demais: principalmente abandono de animais. Muitos viajam e deixam o animal trancado. Outros, abandonam o animal por conta de um machucado, ou durante a velhice. Sempre temos esses casos.

É um crime inafiançável, que pode pegar prisão de 4 meses a 4 anos. A mídia também está mais em cima disso.

Temos aqui um cão que quebrou as duas patas da frente e foi abandonado. Fizemos a cirurgia e aguardamos a adoção agora.

Um ano e meio, dois anos, 40kg - chegou magrinho, resgatamos em Bebedouro.

Dentre essas responsabilidades, também está a de manter a vacinação em dia. Fale um pouco mais sobre elas.

Para o caso dos cães, a primeira é feita aos 45 dias de vida: uma V10 ou V8, que protege contra oito ou dez doenças (como cinomose, parvovirose, leptospirose, coronavírus, dentre outras); e, depois, mais duas doses com intervalo de 21 dias até completar 66 dias. Deve tomar também o vermífugo para eliminar os vermes intestinais.

Para os gatos, a primeira dose é aos dois meses, com a V4, contra as viroses que atacam os felinos. A segunda dose é aos três meses e com 30 dias do intervalo da primeira. E, depois, essas vacinas, tanto do cachorro e gato, se tornam anuais, que são as doses de reforço.

E, a partir dos três meses, a dose única para raiva, uma vez por ano.

É importante também verificar a presença de ectoparasitas, para evitar a chamada doença do carrapato nos cães, que provoca uma doença silenciosa que pode levar o animal à morte se não intervir antes.

E, no caso de outros parasitas, como a pulga, principalmente no caso do gato, que transmite uma doença silenciosa semelhante à do carrapato no canino.

Qual a periodicidade de banhos recomendada para cães e gatos?

O interessante é que, para cachorros, seja uma vez por semana, no máximo a cada 10 dias. Estamos em uma região onde o calor é intenso, há acumulo de poeira. O ideal é que o banho seja dado com a utilização de produtos para animais.

O banho pode ser dado desde filhotinho, tomando muito cuidado com a água e exposição ao vento.

No caso dos felinos, há vertentes que dizem que eles não precisam tomar banho e outras sim. Mas acredito que pode ser dado banho, não de forma frequente.

É importante também escovar os dentes do animal?

Muitos animais têm problemas com acúmulo de tártaro, formando camada espessa que pode levar ao comprometimento dentário. O ideal é que se escove, sim, mas que esse hábito seja criado desde pequenino, porque, depois de adulto, o animal não deixa.

A escovação deve ser feita de três a quatro vezes na semana e a pasta dental não pode ser a mesma que usamos, tem de ser um creme específico, que tem menos flúor. A limpeza dos dentes também é a função da ração, mas a escovação é indicada sim.

Em relação à ração, como escolher a mais indicada para o pet?

Existem as mais baratas, chamadas de combate, e as mais caras, que são as super premium. Basicamente, a pessoa tem de escolher uma adequada a idade do animal, filhote ou adulto (a partir de um ano e dois meses) e dentro dessa escolha tem de ser observada se há quantidade de proteína adequada (a partir de 22%) e se a matéria-prima para a proteína é boa.

É preciso ficar de olho na adaptação do animal também: há uma série de estudos que indicam rações adequadas para cada raça. O ideal é que você converse com o veterinário e chegue à conclusão para a melhor ração, tanto em termos econômicos como para a alimentação do animal..

The Batman

Hiper Noir traz indagações contemporâneas sobre a militância pela justiça social 

The Batman, ou, como foi divulgado seu título no Brasil, Batman, é o melhor filme do Homem Morcego de todos os tempos. Sua qualidade técnica é impecável, a direção de Matt Reeves é sólida, a narrativa sabe reinventar a gênese do herói sem cair nos clichês e a atuação de Robert Pattinson como o encapuzado é brilhante.

Para quem gosta de análise semiótica, o filme está a todo o momento discutindo a questão da justiça social e as possibilidades de militar em um microcosmo para tentar mudar o sistema corrupto que estrangula a sociedade.

A partir daí, o maior super-herói da cultura popular é obrigado a decidir o que será: um mero justiceiro que sai às ruas para bater em bandido ou um militante que busca ser não só uma figura vigilante e protetiva para os mais fracos, as minorias, mas uma inspiração à sociedade.

Depois de assistir, me lembrei de uma das frases cunhadas pelo filósofo francês em um texto chamado Para uma vida não fascista: "Não é preciso ser triste para ser um militante".

Desde o início, conhecemos um Batman que sabe que não está fazendo a diferença em uma Gotham tomada pela violência e corrupção. Mas não se furta de sair à noite como justiceiro para promover uma espécie de vingança niilista: Batman espanca seus inimigos de forma brutal que chega até impactar o espectador.

Este é um filme de gênese, mas também é um filme de evolução de personagem: à medida que a narrativa vai construindo o entorno do Morcego, ele chega à espécie de elaboração de uma ética política que transcende a espécie de justiceiro moral (quase vulgar) e fascista que sua figura teve por anos (principalmente nas mãos do diretor Christopher Nolan).

Batman conhece o submundo do crime e como o sistema está entupido do lodo de criminosos pomposos, com policiais e promotores corruptos até políticos e mafiosos que amam o poder.

Mas, em alguma parte do filme, ele estabelece que militar pela justiça não pode ser apenas um fim alcançado por quaisquer meios duvidosos. A figura de quem luta pela justiça deve inspirar e não oferecer medo: do contrário, o Batman é apenas uma figura opressiva e isso pode ocasionar uma reversão no objetivo de inspiração.

Obra-prima

Temos de falar sobre o The Batman como uma obra-prima: tanto na questão técnica quanto narrativa, o filme prima - e muito, por uma qualidade impecável.

É um Hiper Noir que se inspira em filmes com "Seven - os sete pecados" capitais e "Chinatown".

Esta é a primeira vez que vemos um Batman como protagonista e que não é ofuscado por nenhum de seus arqui-inimigos. O Charada do ótimo Paul Dano é sublime, mas não tira os holofotes do Batman de Robert Pattinson.

Sua atuação é brilhante e garante toda a qualidade que o filme tem, a começar pela direção de Matt Rivers. Vemos pouco de Bruce Wayne - mas o bastante para saber que aquele não é o tradicional playboy seguro de si.

Este é vazio, traumatizado e depressivo. Usar o capuz lhe completa: mesmo como uma espécie de justiceiro. É quase um fetiche.

Falando nisso, o filme lembra também os momentos noturnos de "De olhos bem fechados", do mestre Stanley Kubrick.

O uso de uma luz vermelha tem a simbologia de fetiches sexuais com o submundo cheio de volúpias em que a elite de Gotham se esconde para viver os prazeres que à maioria dos cidadãos está proibida.

A chegada da noite, combinada à luz vermelha, representa muito bem esse Batman que vai ter de construir sua personalidade para combater a injustiça.

O voyeurismo é uma espécie de construção do desejo e da vontade em se tornar maior: mas o que o impulsiona é menos o desejo sexual e a empatia pela dor alheia que o Batman tem.

E esta é a única conexão possível capaz de estabelecer contato do Batman com qualquer pessoa que atravessa seu caminho: seja pelo sentimento de orfandade com o filho de prefeito, o de perda, com Selina Kyle, ou com o de fracasso, com Jim Gordon.

Essa dor é a única conexão humana capaz de estabelecer atividade em um mundo onde as pessoas são penumbras de si mesmas. Apesar de muito pessimista, o filme deixa uma mensagem final otimista de que não precisamos nos tornar tão abomináveis para militar contra o abominável que lutamos.

Agora, só nos resta torcer que essa combinação tenha vida longa! 

Secretaria da Cultura homenageia "Mulheres Guerreiras"

Evento prestou simbólica reverência a 50 nomes de mulheres que transformaram a comunidade e representam todas as monteazulenses 

A Secretaria da Cultura, com o apoio da Prefeitura de Monte Azul Paulista, realizou o evento "Mulheres Guerreiras", na Casa da Cultura Fábio Zucchi Rodas, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

O evento prestou homenagem a 50 nomes de mulheres que contribuíram para a formação da comunidade e que representaram toda a população feminina do município.

"Foi uma forma de resgatar a importância dessas pessoas, mostrar a elas que são reconhecidas e fazer uma homenagem em vida, o que é a forma correta de se prestar respeito", afirmou a secretária de Cultura e Turismo, Ana Maria Plaza.

A noite teve atrações musicais, bufê e foram entregues mimos para cada uma das homenageadas, como uma foto e uma rosa.

A jornalista Marlene Mantelli, uma das homenageadas, se disse surpresa e não escondeu a emoção.

"Fiquei extremamente feliz quando recebi o convite para participar de um evento tão especial! Na verdade, foi uma grande surpresa para mim, que me fez sentir muito honrada. Agradeço a Deus por conduzir tão belamente a minha vida, me proporcionando momentos ímpares de felicidade e por ser o meu refúgio e o meu melhor amigo o tempo todo. A emoção por ser lembrada também foi grande, e estar entre as 50 mulheres guerreiras do nosso município me fez refletir na responsabilidade que tenho de continuar fazendo sempre o meu melhor", afirmou.

"Gratidão à grande guerreira, Ana Maria Fonzar Plaza, responsável por uma das mais importantes secretarias municipais e a toda a equipe da Casa da Cultura Fábio Zucchi Rodas, pelo belíssimo trabalho e pelo evento em homenagem às mulheres. Sabemos que temos inúmeras guerreiras em nosso município que não estavam presentes, e representa-las me constrange, pois não me sinto à altura delas. Mas confesso que foi maravilhoso participar desse encontro e saber um pouco mais da história de cada guerreira homenageada", finalizou.

Confira os 50 nomes das mulheres homenageadas

Odete Arroyo

Lucia Ferro

Silmara Ferro

Maria Lina de Moraes Rodrigues

Benedita Jacob Barros de Almeida

Jupira Lemo

Thaysa Zuccherato

Marina Haddad Bolzan

Márcia Valéria Diamantino Pessi

Rita Sevieri Santana

Emilia Mitie Sawamura

Julisa Calve

Francisca Francinete de Souza

Luciana Simão

Sarita Rodas

Emilia Rita Ferro Fumeiro

Vilma Del'Arco

Maria Paula Vianna Arroyo Lemo

Solange Gonçalves S. da Silva

Marlene Mantelli

Vera Haddad

Iracema Terezinha Ranolfi

Ana Maria Braz

Neuza Picoli

Elza Artuzi

Guiomar Pelizer

Jeni Aparecida Baldo Martins

Aparecida Gonçalves Ferro

Rosemeire Cristina Leal Magosso

Maria Celeste Del'Arco

Helena Beatriz Silva

Carmem Pimentel Porto

Ana Maria Brandi

Rosangela Ferro

Marli Fumeiro

Edmeia Pizarro

Marinei Bucci

Ana Maria Matta

Rachel Pereira Duarte

Alice Najem

Rosana Pererira dos Santos

Cacilda Napole

Clarice Rodas Lemo

Luzia Pezan

Heloisa Blanco Bruschini

Ângela Maria Giglio Batistela

Keila Beltrão Arroyo

Elisabete Carlos de Almeida

Ana Cristina Fioreze

Salete Fioreze

The Sopranos

O episódio que revolucionou a história das séries de TV 

Se não houvesse Tony Soprano, não haveria Walter White.

Dito isto, é preciso dizer que The Sopranos (Família Soprano, disponível na HBO Max em suas seis temporadas) é a maior (e, para muita gente, a melhor) série de TV de todos os tempos.

Ela é a mãe de Mad Man, Lost, Dexter, Breaking Bad e por aí vai.

E se você é fã incondicional de qualquer uma dessas e ainda não conhece a produção da HBO, cometeu um crime imperdoável!

Aqui no blog, vamos analisar o episódio que mudou, de uma vez por todas, toda a história da televisão, alterando de vez a forma como o público passou a ver um seriado e como uma história passou a ser contada: The College (episódio 5 da Primeira Temporada) é fascinante!

The Sopranos

Primeiro, para quem não conhece, é preciso estabelecer fronteiras para falar em termos específicos.

A série conta a história de um chefe da Máfia de Nova Iorque, da região de Nova Jérsei, que, depois de um ataque de pânico, decide fazer terapia. A premissa surpreende: quantas vezes você vê um sujeito corpulento, de temperamento quente, responsável por mandar matar pessoas, sentar numa poltrona e chorar ao falar de seus problemas pessoais?

O tema da máfia foi uma das principais peças exploradas por Hollywood - tanto no gênero Noir e consolidado pelo Poderoso Chefão. Isso criou um grande caminho a ser percorrido, mas com o risco de cair na tentação dos diversos clichês criados pelo cinema e pelo preconceito em torno da cultura ítalo-americana.

Mas The Sopranos estabelece um canal único de originalidade ao contar essa história.

Além de tudo, apresentou uma série de personagens inesquecíveis: Silvio, Chris Montesanti, Meadow Soprano, Vito Spatafore, Paulie Gualtieri, Junior Soprano, dentre muitos outros.

The College

Este é o 5º episódio da Primeira Temporada de The Sopranos.

Sem exageros: ele mudou as regras das séries de TV sobre a narrativa em produções episódicas.

Aqui, a ideia da "história de personagem" nasce.

Em The College, Tony tem de viajar com a filha Meadow, para o Maine: ela está prestes a cursar o ensino superior e ambos vão conhecer a universidade daquela região. Enquanto está dirigindo pela estrada, Tony reconhece um antigo mafioso que entrou para o programa de proteção a testemunhas do FBI após entregar vários dos chefes mafiosos de Nova Iorque às autoridades.

Seu plano inicial é perseguir o sujeito ainda na estrada. Mas é demovido da ideia porque a filha está com ele.

Enquanto isso, em Nova Jérsei, a esposa de Tony, Carmela (vivida pela fantástica Edie Falco), está mais próxima do amigo e confidente, o padre Phill. Na ocasião, ela está sofrendo uma crise no casamento devido às escapadas extraconjugais de Tony, ao passo que fica mais íntima e atraída pelo pároco durante a noite que passam juntos vendo filmes e bebendo.

O episódio se baseia nesta premissa. Mas a jornada vai revolucionar a indústria da TV de forma surpreendente.

Logo no começo, Tony admite à filha Meadow que é um mafioso e sua renda vem de fontes ilegais. Isso aproxima ambos que vivem incertezas quanto ao relacionamento familiar: Meadow dá sinais nos primeiros episódios de que irá se afastar do pai e, consequentemente, da família à medida que desconfia das mentiras que ele conta (por suas amantes e, principalmente, por ser um mafioso).

É preciso lembrar que a ideia de fazer terapia surge quando Tony tem um ataque de pânico ao ver uma família de patos em sua piscina. Com a ajuda da terapeuta, ele reconhece que seu problema é o medo de perder seus entes diante dos problemas e a pressão que vive.

Todo o episódio constrói uma relação entre pai e filha que vai se moldando na sinceridade de ambos: Meadow parece, agora, estar disposta a ficar mais junto da família e do pai, e a razão disso é que ele decide não manter suas atividades em segredo.

Mas ele reconhece o mafioso que traiu o legado da "família" e delatou companheiros. Tony quer se vingar. O mafioso, em certo momento, também o reconhece. Trama com viciados para que matem Tony - mas os mesmos recusam.

Daí em diante, vemos um filme Noir: as investigações incumbidas por Tony para saber o paradeiro do mafioso se transformam em perseguição. Há reviravolta quando o caçador se torna a caça e o perseguido tem a chance da assassinar o protagonista, mas que recua quando o vê com a filha, que o ajuda por estar bêbado ao entrar no quarto de hotel.

Tony o encontra e o mata em um trailer perto de uma baía. A cena do estrangulamento é violenta e a vemos em primeiro plano até que Tony consegue sufocar o traidor: até então, a TV não havia exibido cena igual e não se sabia como o público iria reagir.

Ao final, Tony suja seu sapato de areia, o traidor está morto, sua vingança está completa. Mas ele olha para o céu e vê um bando de patos viajando rumo ao sul. É hora de fazer as malas e voltar com Meadow para Nova Jérsei.

O episódio está se aproximando do final: Meadow, dentro do carro, olha para os sapatos sujos do pai e pergunta o que aconteceu. Tony dá uma desculpa qualquer. Vemos Meadow se recolher no banco de passageiro: a espirituosa e potencial relação entre pai e filha, regride para o estágio da separação.

A cena do bando de patos voando no céu não é por acaso: Meadow irá deixar Tony.

O episódio é deslumbrante: certamente criou uma personalidade no protagonista que vai se desenvolver com base neste roteiro e que é revisitada de maneira sutil durante toda a longevidade da série. E, também, vai criar os outros Walter Whites da vida por aí.

The Sopranos tem episódios memoráveis: a Sexta Temporada, de despedida (e dividida em duas partes) é cheia deles, memoráveis e sentimentais.

A série foi responsável por levar 21 Emmys em suas temporadas. 

E, se há algo que os fãs da série sabem, é que The Sopranos é uma aula muito bem dada de como se contar uma história original, sem cair em armadilhas clichês de temas batidos pelo cinema, e saber como se desenvolver personagens principais e coadjuvantes.

The Sopranos está disponível na HBO Max com todas as seis temporadas completas com o nome de Família Soprano. Assista já! 

Reimaginando a Igreja Matriz

Reforma visual atinge 95%: conheça o trabalho de Dercelino Teodoro, o artista plástico por trás da "reimaginação" 

Aos 67 anos de idade, o taiuvense Dercelino Teodoro é um artista plástico bastante conhecido na região por ser responsável por empreender reformas no visual interior das igrejas da região.

Desde setembro de 2020, ele é o responsável pela nova pintura da Igreja Matriz, a convite do pároco João Nicácio, da Paróquia Senhor Bom Jesus, de Monte Azul Paulista, que coordena toda a obra.

Nestes primeiros dias de 2022, a reforma completou 95% de conclusão. O artista plástico, sozinho, foi responsável por uma espécie de "reimaginação" artística (o termo, que é inexistente na língua portuguesa e pode ser classificado como um neologismo, é explicado por um aforismo que seria "tentar modernizar algo sem perder sua característica essencial").

"Não é uma restauração ou muito menos uma pintura que segue totalmente o original - até porque é proibido. É uma imaginação daquilo que a Igreja foi e tive total liberdade para impor meus traços", explica o pintor e artista plástico.

Dercelino conta que a vontade da Paróquia era de uma igreja parecida com as pinturas tradicionais da Matriz. Em levantamentos históricos comandados pelo padre João e da Diocese de Jaboticabal, foram encontradas fotografias do interior do local, em meados dos anos de 1960.

A remontagem histórica foi feita por meio destes registros fotográficos - mas, como eram em preto e branco, ficaria impossível seguir o original.

"O padre João Nicácio me deixa muito à vontade em relação à liberdade para desenvolver meu trabalho. É claro que procuro fazer isso de acordo com os padrões que ele determina, mas a pintura tem minha personalidade", completa.

Um exemplo de como o casamento entre a imaginação, o que existia e a vontade da paróquia transformou o cartão-postal de Monte Azul, é que um vitral, hoje no altar, tem o desenho que ficava no teto.

"Não há muito sentido em copiar uma arte que esteve presente antes", conta.

O altar também é digno de uma bela paisagem que merece ser contemplada, com as imagens de Pedro e de Paulo. Outros destaques também são os afrescos das capelas, os vitrais laterais e os detalhes que ganharam vida por meio da minuciosidade de Dercelino.

O teto principal e o altar foram particularmente trabalhosos. "Tive de adaptar um andaime, devido as escadas para o altar; e o teto, particularmente, exigiu muita paciência devido aos detalhes, aos arranjos e às estampas", lembra.

Quem quiser conhecer a "reimaginação" artística pode visitar a Igreja Matriz, que fica na Praça Rio Branco, de segunda à sexta, das 8h às 17h, aos sábados, das 9h às 11h, e aos domingos das 8h30 às 10h30 e das 18h às 20h.

A Igreja recebe duas missas aos domingos: às 9h30 e às 19h30. 

Azulão estreia na A2 no domingo 

AMA enfrenta seu primeiro desafio fora de casa: saiba como acompanhar 


O Atlético Monte Azul iniciará sua caminhada neste domingo, 23, às 16h, pela 9ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2, contra o Oeste de Itápolis, em Barueri.

A informação parece contraditória, mas o jogo foi antecipado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) porque o adversário do Azulão terá compromisso entre os dias 22 e 25 de fevereiro pela Copa do Brasil, contra o Fluminense do Piauí.

O confronto entre as equipes estava marcado para o dia 23 de fevereiro e teve de ser alterado. Como não havia outras datas disponíveis (uma vez que o calendário do futebol no país será apertado neste ano), a solução foi antecipar a partida válida pela 9ª rodada para este domingo, antes da primeira rodada, marcada para o dia 26.

A tabela, por enquanto, não sofreu nenhuma alteração com exceção desta, e o jogo do AMA com o São Caetano continua com data marcada para o dia 26.

Como acompanhar

A partida entre Monte Azul e Oeste de Itápolis pode ser acompanhada pela página oficial do Facebook na Rádio TV Monte Azul Web. A narração será de Carlos Crivelari, com comentários de José Alvarez Neto e, na técnica, Carlito Brito.

Outras opções são pelo Youtube, no canal Eleven Sports, e o aplicativo Paulistão Play.

A Série A2 também será transmitida por plataformas como Youtube, HBO MAX e TNT SPORTS, mas ainda não foram divulgadas quais as partidas entrarão por streaming. 

Não olhe para cima é uma sátira ou é real? 

Quando surgem leis que obrigam condutores de motocicletas a usarem capacetes, você logo desconfia que o ser humano não é lá tão inteligente para preservar sua própria vida.

A piada é essa (mesmo que não seja tão boa)!

Depois de assistir à "Não olhe para cima" - a produção tão comentada da Netflix com Leonardo DiCaprio, Meryl Streep e Jennifer Lawrence, é quase impossível resistir a tentação de apontar o dedo para a TV e dizer: "isso, com certeza, é baseado em fatos e é sobre o Brasil".

Há quase dois anos, vivemos sob a égide de um (des)governo que faz de tudo para atrapalhar o país no combate à pandemia do coronavírus.

O próprio presidente divulga fake News sobre vacinação, boicota os imunizantes na tentativa de vender a ideia de medicamentos ineficazes, caçoa dos 620 mil mortos, imita pessoas sem ar, diz que não se vacinou (mas impôs sigilo de 100 anos em seus dados médicos) e por aí vai.

Sua nova estratégia, agora, é desacreditar a população sobre a vacinação de crianças: chegou a dizer que nunca conheceu uma criança de 5 a 11 anos de idade morta por covid-19, apesar de haver dados oficiais que atestam a morte de mais de 300 vítimas infantis da doença.

E, infelizmente, há espaço e tempo para mais canalhice vir por aí.

Motivos (como estes acima) não faltam para equiparar o filme à realidade brasileira: a oferta de uma empresa de tecnologia de aplicativos em tentar alternativa duvidosa para recolher materiais do asteroide que irá cair ao invés de adotar a estratégia certeira para evitar a colisão pode ser facilmente assimilada à tentativa de vender Ivermectina ou Hidroxicloroquina para tratar a covid-19.

Mas é preciso dizer que "Não olhe para cima é uma sátira", não é real.

Primeiro, pelo óbvio: a trama é sobre dois cientistas que descobrem um corpo espacial de tamanho suficiente para extinguir a raça humana do Planeta quando colidir. Como sabemos, isso não é real.

Mas a sátira funciona como uma metalinguagem perfeita da realidade: e funciona melhor quando se propõe crítica.

E "Não olhe para cima" é uma crítica poderosa contra os negacionistas como Bolsonaro.

EUA ou Brasil?

Mas o filme satiriza o Brasil ou os EUA? Não podemos afirmar com toda a certeza, mas pode ser uma sátira a ambos.

Afinal, há pouco tempo o país estadunidense era governado por um divulgador de fake News negacionista.

Nos dois países houve e ainda há uma porcentagem grande do famigerado movimento antivacina e do negacionismo da pandemia.

Conexões com o Brasil

Há diversas conexões que o filme estabelece com o Brasil - e que são hilárias.

Há diversas figuras que podem ser interpretadas como as personagens do filme da Netflix: a cena em que a mestranda em astrologia Kate Dibiaski surta, ao vivo, em um programa de TV com o pouco caso dos apresentadores, lembra demais a cientista brasileira Natália Pasternak surtando em um programa da TV Cultura ao falar sobre "evitar o estresse com pessoas que não queriam utilizar a máscara".

Outro caso também é o do filho da presidente, Jason Orlean (interpretado por Johna Hill) se parecer demais com o filho de Bolsonaro, Carlos. Mas esta é uma alusão ao genro de Trump.

Só pandemia?

Ok. Dito tudo isto, também vale dizer que o filme não se resume apenas à pandemia e como as pessoas, celebridades e políticos minimizam algo capaz de dizimar a população mundial.

O negacionismo também tem a ver com as questões climáticas que podem colocar em extinção à vida no Planeta; aos incêndios na Floresta Amazônica, levado a esmo pelas autoridades brasileiras; dentre outras coisas.

O que é muito bom em um filme que satiriza a "burrice negacionista" é que podemos ver com mais clareza o que nos cerca e o perigo a que estamos submetidos. E, se você não mudar de ideia (caso esteja evitando olhar para cima), aí é problema seu. Mas por favor, não arrisque a vida alheia! 

Imaginação sem fronteiras 

HBO Max consolida retorno de Fringe, série queridinha dos fãs de ficção científica 

Lá se vão 24 anos desde que Fringe estreou no canal de TV fechada, a FOX, para encantar fãs de ficção científica com sua narrativa maluca e envolvente por cinco temporadas.

Assistir a um programa de televisão que fala sobre eventos absurdos e ilógicos para a percepção humana, durante cinco anos, não é tarefa fácil. Coisas do tipo sempre "pintam" por aí, mas acabam tropeçando em clichês consagrados por séries clássicas do gênero, como Arquivo-X, Star Trek, Além da Imaginação (a série original dos anos 60, claro!) e Twin Peaks, tornando-se enfadonhas para a maioria dos fãs do estilo.

Não que Fringe não ande por essa trilha - ela anda, principalmente nas primeiras duas temporadas, mas se torna genial quando começa a descobrir sua originalidade e a narrar sua própria história.

A produção foi exibida entre os anos de 2008 e 2013. Seu criador é o hoje consagrado J.J. Abrams, famoso pelo estilo em contar histórias de Sci-Fi.

Na época, ele tinha acabado de sair da experiência arrebatadora de Lost, cujo episódio final dividiu muito o público. Mas, enfim... Lost serviu para mudar a experiência de como o público começava a se interessar e acompanhar o desenrolar de uma história mirabolante e inóspita.

Fringe parece ser um projeto amadurecido de Abrams - não muito pelas duas primeiras temporadas, que comete alguns deslizes, principalmente por se parecer demais com Arquivo-X (o que não é um defeito).

Mas depois da Terceira Temporada, a narrativa se torna brilhante: é uma pena que não possamos falar aqui do que ela se trata, pois haveria muitos spoilers.

Muito embora, isso precisa ser dito: é sensacional ver uma série do gênero possuir atuações tão geniais como a dos protagonistas: principalmente Anna Torv e John Noble.

Anna faz o papel de Olivia Dunham, uma agente do FBI que é cooptada para uma divisão que investiga casos fronteiriços entre a realidade e o inimaginável (ou até imaginável). John Noble é o clichê do cientista maluco, Walter Bishop, cujo personagem é aprofundado por viver um drama de ter passado décadas em um hospital e desacreditado de sua racionalidade.

O par se torna um trio com Joshua Jackson (da série adolescente Dawnson's Creek) que faz o papel do filho de Walter, Peter Bishop. Todos eles estão demais!

É raro existir espaço para dramas pessoais em séries de ficção científica: em Fringe há e esse é um dos motivos que a torna especial!

A trama é envolvente e mirabolante. Cresce a cada episódio - e se você ficar um pouco impaciente com os deslizes das duas primeiras temporadas, acalme-se que tudo fará sentido a partir do fim da Segunda Temporada.

Fringe foi uma série que mostrou alta qualidade nos idos da década de 2010, abraçando diversos fãs que até hoje sentiam saudade dos casos malucos enfrentados pela equipe da Divisão Fringe.

Sentiam, porque, agora, graças à HBO Max, podemos voltar à assisti-la.

E é isso que Fringe faz: ela caminha sobre uma trilha já construída do Sci-Fi, mas vai além ao explorar temas que até hoje são atuais, entregando uma trama envolvente e bastante sólida. 

Download da Revista Capa 


A revista Capa de dezembro de 2022 já está em circulação. 

Baixa a versão digital, em PDF. 

https://www.speedyshare.com/drive/s/GTWpxMvvlx3Y08eFa1zUXyozV7YeQe


AMA apresenta comissão técnica e inicia preparação para A2

A diretoria do Atlético Monte Azul apresentou nesta terça-feira, 16, a comissão técnica responsável por comandar o Azulão na Série A2 do Paulista de 2022, que começará no dia 26 de janeiro do ano que vem.

O técnico responsável por levar a equipe à tão esperada disputa das quartas-de-final e, quem sabe, do acesso ao Paulistão de 2023, será Ariel Mamede, revelação do futebol brasileiro como treinador nos últimos anos e responsável por comandar equipes de Goiás, como o Vila Nova e Goianésia; e o Boa Esporte, de Minas Gerais.

Além dele, a comissão terá Victor Santana (auxiliar do treinador); Valladão, preparador físico; João Pedro, analista de desempenho; João Victor, auxiliar da casa; e Benê, fisioterapeuta.

A partir de agora, começarão as avaliações físicas e os treinos visando à participação do clube naquela que é conhecida como a segunda divisão do futebol paulista.

Disputarão a Série A2 de 2022 o AMA, Linense, Audax, Portuguesa, Juventus, Oeste, Portuguesa Santista, Primavera, Red Bull Brasil, Rio Claro, São Bento, São Caetano, Taubaté, Rio Claro, Velo Clube e XV de Piracicaba. 

Azulão se apresenta na próxima terça para iniciar preparação rumo à Série A2 de 2022 

Em Conselho Técnico, realizado na sede da FPF, clubes decidiram manter a mesma fórmula de disputa das últimas edições 

No centro, Marcelo Fávero Cardoso de Oliveira, o Cardosinho, presidente do AMA, com os diretores José de Carvalho (à esquerda) e Guilherme Pimentel
No centro, Marcelo Fávero Cardoso de Oliveira, o Cardosinho, presidente do AMA, com os diretores José de Carvalho (à esquerda) e Guilherme Pimentel

O Campeonato Paulista da Série A2 de 2022 começa oficialmente no dia 26 de janeiro, mas para o Atlético Monte Azul a próxima temporada terá início bem antes.

A diretoria apresentará jogadores e a comissão técnica na próxima terça-feira, 16, em evento cujo horário ainda não está definido. A partir daí, começarão as avaliações físicas e os treinos visando à participação do clube naquela que é conhecida como a segunda divisão do futebol paulista.

O presidente do clube, Marcelo Fávero Cardoso de Oliveira, o Cardosinho, esteve presente na reunião do Conselho Técnico com representantes de outros 15 times que disputarão a edição do ano que vem do campeonato.

Junto dele, estiveram os diretores do AMA José Augusto de Carvalho e Guilherme Pimental.

Segundo Cardosinho, o AMA deverá ter uma mescla de jogadores oriundos da base, que disputam o Paulista sub-20 e têm feito boa campanha, e aqueles que estão sob contrato, emprestados a outras equipes e que não estejam disputando torneios ou sendo utilizados.

A diretoria já tem definida a comissão técnica para este ano, mas espera o evento de início de pré-temporada para anunciar os nomes.

Mesma fórmula de disputa

A Série A2 do Paulista terá o mesmo formato de disputa segundo o que decidiu o Conselho Técnico do torneio, que reuniu diretores das 16 equipes participantes e representantes da Federação Paulista de Futebol na quarta, 10.

O campeonato começa dia 26 de janeiro e termina no dia 16 de abril.

A fórmula de disputa seguirá a mesma: a primeira fase será de turno único onde as 16 equipes se enfrentam e, ao final da etapa, as oito melhores se classificam para as quartas-de-final.

Daí em diante, a arbitragem terá o apoio da tecnologia para decidir lances decisivos em caso de erro humano, o chamado VAR.

As equipes jogam dois jogos, de ida e volta, quem levar vantagem no placar agregado vai às semifinais e assim por diante até o final: as duas finalistas disputam o troféu e garantem a vaga para o Paulistão de 2023.

Os dois clubes com piores campanhas serão rebaixados à Série A3. "Acredito que o formato é o que melhor se apresenta às equipes do interior, de acordo com a experiência que tivemos nesses anos todos de disputa e atende muito bem a nossa realidade", finalizou o presidente do AMA, Cardosinho.

Disputam a Série A2 de 2022 o AMA, Linense, Audax, Portuguesa, Juventus, Oeste, Portuguesa Santista, Primavera, Red Bull Brasil, Rio Claro, São Bento, São Caetano, Taubaté, Rio Claro, Velo Clube e XV de Piracicaba.

Transmissão

Uma das dúvidas que pairam na cabeça dos torcedores é sobre a presença de público. Na Série A do Brasileirão e nas competições internacionais, torcedores foram liberados para frequentarem os estádios mediante à apresentação de comprovação de vacinação.

Mas opções para ver a partida pela TV e redes sociais não faltam. Em 2022, a Série A2 será exibida por canais do Youtube, Paulistão Play, Estádio TNT, Sports e HBO Max. 

De comemoração pagã à feriado tradicional nos EUA: Halloween se espalha pelo mundo como festa 


O Halloween ou O Dia das Bruxas - para quem defende o aportuguesamento da expressão, é uma data comemorativa muito tradicional nos Estados Unidos e que tem "exportado" essa tradição a outros países, como o Brasil.

Muita gente não sabe, mas a data comemorativa do dia 31 de outubro surgiu originalmente como uma celebração pagã: segundo historiadores apontam, é derivada do festival celta de Samhain (termo que significa o "fim do verão").

A comemoração pagã durava três dias e começava justamente na data. Segundo os especialistas, tinha fogueiras e comida em abundância após a época de colheita como forma de homenagem ao "Rei dos Mortos".

Por trás da teoria, no entanto, há pouca evidência histórica, além da época do ano, mas acredita-se que as comemorações mudavam de acordo com a região e cultura dos povos.

Ainda segundo historiadores, há a relação com o cruzamento de datas: o Papa Gregório 3º teria mudado o Dia de Todos os Santos, comemorado no dia 13 de maio, para o dia 1º de novembro, uma das três datas em que acontecia o Samhain.

Assim, as tradições pagã e cristã em relação ao culto dos mortos acabaram se misturando.

A tradição desta celebração pode ter sido levada junto com a imigração de irlandeses aos Estados Unidos ainda no século 19. As primeiras referências ao Dia das Bruxas datam pouco depois da época de 1845, quando os irlandeses fugiram da chamada Grande Fome em seu país.

Desde então, a tradição do Halloween passou a ser celebrada nos EUA e ganharam outros aspectos: maçãs em grandes baldes de água para serem aboquejadas; máscaras e lençóis que remetem a bruxas, monstros e outros para pedir ou ameaçar "doces ou travessuras"; e também um grande "culto" a filmes de terror do gênero de "slasher".

O Halloween é considerado o maior feriado não-cristão dos EUA. Em 2010, superou o Dia dos Namorados e Páscoa como a data em que mais se vendeu chocolate.

No Brasil, estima-se que desde 2003 a data é celebrada (a mesma que o Dia do Saci, que é o fruto de um projeto de lei que busca resgatar as figuras folclóricas do imaginário popular brasileiro, desejando uma forma de tornar o Dia das Bruxas um pouco mais brasileiro).

Pandemia restringe atividades em MAP

O Halloween, atividade cultural celebrada nos EUA, não terá celebrações entre os alunos de escolas da rede privada em Monte Azul neste ano. Com a pandemia de coronavírus ainda em curso, e certas restrições para evitar aglomerações, as atividades alusivas ao feriado norte-americano serão restritas às atividades pedagógicas em sala de aula.

Sistemas de ensino da rede privada que possuem a aprendizagem de línguas estrangeiras, como o Colégio Alternativo, Escola Espaço Livre e a Escola de Idiomas BBCI focarão em atividades dentro da sala de aula entre os estudantes.

É o caso dos alunos da Escola Espaço Livre, que contará com atividades em salas de aula. "A nossa proposta é que o aluno tenha uma imersão maior ao estudar os feriados e datas comemorativas norte-americanas durante as aulas de inglês: é claro, somos brasileiros, temos o nosso próprio calendário comemorativo, mas em relação à aprendizagem, essas atividades relacionadas ao Halloween ajudam nesta questão", afirma a coordenadora pedagógica, Thaís Silva.

Assim como as escolas, o box de cross Athena Trainning também realizará treinos temáticos durante o dia para os alunos, com ambientação e decoração do tema. 

João ROCK 2022 divulga programação completa 

Evento acontecerá no dia 11 de junho, em Ribeirão Preto - ingressos estão em pré-venda no site oficial 

A edição 2022 do João Rock divulgou sua programação do evento agendado para o dia 11 de junho do próximo ano na cidade de Ribeirão Preto.

Ao todo, são 27 atrações que brindarão o público com uma mistura da música popular brasileira com o rock nacional.

Confira o line up completo:

Palco João Rock

  • Pitty e Nando Reis: show especial "Pitty e Nando"
  • Baiana System
  • Humberto Gessinger
  • Titãs
  • Natiruts
  • Djonga
  • CPM 22
  • Emicida, Criolo e Céu: show especial criado exclusivo para o festival

Palco Brasil

  • Erasmo Carlos
  • Gabriel o Pensador
  • Cidade Negra
  • Marcelo Falcão
  • Barão Vermelho
  • Planet Hemp

Palco Fortalecendo a Cena

  • Poesia Acústica
  • Cynthia Luz e Froid
  • Lagum
  • Matuê
  • Coruja BC1
  • Rashid (com Drik Barbosa e Lellê)

Ingressos

Os ingressos estão em pré-venda e podem ser adquiridos no site https://www.joaorock.com.br/. 

Missa da Meia Noite

Nova produção de Mike Flanagan é um relato sobre os tempos atuais em que a negação à ciência está em evidência 

Terceira produção de Mike Flanagan para a Netflix, "Missa da Meia-Noite" é daqueles terrores que enganam quem passa despercebido pela sugestão no catálogo de séries da Netflix e não se arriscam a dar uma chance à nova minissérie do mesmo criador das ontológicas "A maldição da Residência Hill" e "A Maldição da Mansão Bly".

Como nas duas produções antecessoras, Flanagan utiliza o terror como pano de fundo para falar sobre problemas da sociedade atual, equilibrando a fantasia e a realidade como um ótimo antídoto à possível monotonia que muita gente pode esperar de uma obra em que as coisas demoram um pouco para acontecer (aliás, o único spoiler aqui é que as coisas são um pouco lentas na trama).

"Missa da Meia-Noite" se trata do retorno de Riley Flynn (Zach Gilford) a uma minúscula ilha onde o povoado tem com a religião uma relação pitoresca.

A minissérie, que tem sete capítulos, é uma longa e tortuosa jornada, muitas vezes violenta, sangrenta, angustiante e intrigante, às discussões filosóficas da condição humana: a principal delas é a inevitabilidade da morte e o esforço humano para negá-la.

Sob esse fundo de horror, onde a compreensão do ser humano se limita, o gênero do drama é mais privilegiado - principalmente, nos sete primeiros capítulos. Depois disso, a fantasia se revela e entendemos a razão do nome da produção.

Os atores estão todos ótimos, principalmente Hamish Linklater, que faz o padre Paul, e a esposa do diretor, Kate Seagel, que vive a professora Erin Green, que voltou à ilhota mesmo depois de fugir dela quando era mais jovem.

O público mais atento irá notar uma questão singular aos tempos pandêmicos, e urgente, em que há um certo negacionismo científico pairando no ar e uma impulsão inexplicável em se infectar com uma doença desconhecida para ser considerado um milagre divino.

São os tempos das trevas em que a luz (na série, a luz tem um significado muito peculiar para os habitantes) é necessária não somente para iluminar a ignorância em que nos chafurdamos, mas é, sobretudo, uma questão de sobrevivência. 

Educação premia estudantes semifinalistas do Projeto EPTV na Escola - Fase Municipal 

No dia 7 de outubro, foram realizadas as premiações as cinco alunas semifinalistas da etapa municipal do Projeto EPTV na Escola - Ribeirão Preto - 22ª Edição. Uma noite de muita emoção para as meninas que participam do Concurso com excelentes redações seguindo o tema do Projeto: "PANDEMIA DA INTOLERÂNCIA".

A cerimônia, realizada na Câmara Municipal, anunciou as semifinalistas do projeto e parabenizou estudantes e alunos.

O ranking ficou assim composto: 4° lugar: Giovana Gomes Molico - Professora Nilva Vidote - Escola Alzira; 3° lugar: Luisa Baraldi Pereira dos Santos - Professora Fabiana Boter - Colégio Alternativo; 2° lugar: Carla da Cunha - Professor Jucinei Rocha Dos Santos - Escola Alzira; e 1° lugar, com empate, ambas com nota máxima dos jurados: Heloá Peres Margarido - Professora Fabiana Boter - Colégio Alternativo e Tatiely Fernandes Francisco - Professora Larissa Peluco - Escola Alzira.

A Professora Roseli Sant'Anna, responsável pelo projeto junto à Secretaria da Educação, fez a apresentação da cerimônia e agradeceu aos cinco jurados que formaram a Comissão Julgadora e fizeram a análise e avaliação dos 28 textos que concorreram: Abadia Nascimento, Angela Carolina Bucci Sanches, Edheine Beatriz Avelino Hernandes, João Francisco Massoneto e José Eduardo Arroyo.

Receberam agradecimentos os vereadores que contribuíram financeiramente para a compra dos prêmios: Fábio Balarini, Fabio Jerônimo Marques, Leandro Pereira, Luciana Kubica, Luciene Fachini, Mardqueu S. França Filho, Orival Alves, Ricardo Sanches Lima, Rodrigo Arruda e Wilson Rodrigues. Houve um agradecimento especial ao vereador Rodrigo Arruda que contribuiu com a compra dos cinco livros que fizeram parte do prêmio.

Também foram feitos agradecimentos especiais ao SICREDI e sua Gerente Cláudia Campoi Peluco e ao Neurônio Criativo de propriedade do professor José Ângelo Fiorot e Juliana Fiorot, por colaborarem com os dois Kindles, prêmios especiais às duas alunas que alcançaram o 1º lugar, além de outros prêmios a todas as semifinalistas.

As semifinalistas também receberam um Certificado da Secretaria Municipal da Educação pela classificação na etapa municipal do projeto.

O Projeto EPTV NA ESCOLA - Ribeirão Preto, em sua 22ª edição, conta com 53 cidades participantes, sendo que 13.075 alunos fizeram a redação, 285 escolas participaram, sendo 87 municipais, 107 estaduais, 79 particulares e 12 do Sesi.

Assim como no ano passado, o projeto está ocorrendo no formato online. Os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental fizeram suas redações e a primeira etapa de seleção ficou a cargo dos municípios. Eles tiveram até o dia 31 de agosto para escolher as cinco melhores redações, considerando toda a rede de escolas (públicas, particulares e Sesi) e enviá-las para a EPTV. Municípios de maior porte, como Barretos, Bebedouro, Franca, Ribeirão Preto e Sertãozinho, tiveram direito a enviar um número maior de redações. Os municípios menores concorrem com cinco redações.

Em evidência, futebol feminino atrai alunas para Escolinhas de Futebol 

Com tabus sendo vencidos, meninos e meninas ocupam o mesmo campo para se beneficiar do esporte mais popular do Brasil 

Antes, o futebol era considerado um assunto exclusivamente masculino: só homens podiam falar sobre, só homens podiam jogar, só homens tinham a atenção deste esporte que movimenta a paixão de milhões de torcedores ao redor do mundo.

Nos últimos três anos, essa situação tem mudado: é cada vez maior o número de mulheres que se interessam por futebol.

Um exemplo que ilustra muito bem isso é a campanha desenvolvida pelo Sport Club Corinthians Paulista no fim do mês de setembro ao lançar o uniforme de número 3 do clube.

Todo em tom roxo, cor que remete ao feminismo e conquistas históricas por meio do movimento, a campanha nasceu nas mídias com o Slogan #RespeitaAsMinas - frase já utilizada há muito tempo pelo Timão quando se refere ao futebol feminino.

Segundo o Timão, 53% da torcida corintiana é composta por mulheres. Daí a importância mercadológica das torcedoras.

Aliás, o Corinthians é também um dos responsáveis pelo crescimento da popularidade do futebol feminino no país: tri-campeão Brasileiro da modalidade (último título conquistado em cima do rival Palmeiras), domina o futebol feminino no Brasil.

Apaixonadas

Hoje, o rótulo de "coisa de homem" tem caído aos poucos do futebol. Há uma evidente presença feminina em tudo o que rege o esporte: desde a presença de narradoras (como Renata Silveira (Sportv), Isabelly Moraes (Band) e Natália Lara (Espn/Fox Sports); comentaristas, como Ana Thaís Mattos e Renata Mendonça (da TV Globo/Sportv), mostram que esse universo tem sido preenchido por elas.

O campo de futebol também tem ganhado a participação de meninas, que nem sempre são embaladas pelo sonho de jogarem em times profissionais quando adultas.

É o caso das primas Alice Machado Palin e Luíza Guessi Palin, que treinam na Escolinha de Futebol Gigantes, em Monte Azul Paulista. Ambas decidiram que queriam jogar só pela prática do esporte em si e não viram problemas nisso.

"Tenho irmãos que jogam, sempre joguei na escola e meus amigos me chamaram para vir na escolinha, gostei e fiquei", explica Alice.

As famílias de ambas aprovam e incentivam a ideia. Quando perguntadas se futebol ainda é coisa de homem, tratam de desconversar.

"Acredito que não precisa ser menino ou menina para jogar futebol ou fazer qualquer coisa, isso já não existe mais", desmistifica Luíza.

O professor da Gigantes, Carlinhos Crimberg, também acredita que o preconceito está acabando. "Antigamente, era raro, mas tínhamos a presença feminina. Agora, a procura tem sido mais efetiva - temos cinco meninas que treinam junto dos meninos, sem haver problema algum", explica o treinador que tem 14 anos de experiência no ensino de futebol à crianças e adolescentes.

Ele, inclusive, formou a jogadora Gabi Silva, de 16 anos, que joga atualmente pelas categorias de base do Corinthians (foi campeã sub-16 e agora disputa a final contra o São Paulo pelo sub-18).

"Há muito potencial a ser explorado em Monte Azul e também na região. Cidades como Barretos, por exemplo, tem boas garotas e acredito que deverá surgir alguma em breve", finaliza. 

Saúde bucal 

Dia 3 de Outubro é Dia do Dentista: conheça a rotina para ter dentes saudáveis 

Quem é que nunca sentiu aquele friozinho na barriga antes de ir ao dentista?

Muitas crianças e até adultos ainda sofrem por antecipação quando o assunto é cuidar dos dentes. Mas é graças a esses profissionais, muitas pessoas têm motivo para sorrir e não se envergonhar ao exibir dentes e uma boca saudável.

A data de 3 de outubro celebra o Dia do Dentista. Sempre que uma mãe ou pai pega no pé do filho para que escove os dentes, está lá a orientação deste profissional que se preocupa com a saúde bucal.

O Blog da Revista Capa entrevistou a dentista dra. Mariana Marini para falar sobre a profissão e quais atitudes a serem preservadas para preservação dos dentes: afinal, saúde bucal é também um elemento muito importante para a qualidade de vida.

Mariana é formada pela Uniara (Universidade de Araraquara), é especializada em Endodontia, Odontopediatria e atualmente cursa Odontopediatria. Atende clinicamente bebês, gestantes e adultos.

A área da saúde tem sido bastante modificada pela tecnologia. Como a odontologia tem sofrido este impacto?

A odontologia ficou muito tecnológica: hoje temos a presença de radiografias digitais, anestesias por máquinas que chamamos de indolor, dentre outras questões que mostram um avanço muito grande.

Isso tudo só vem a melhorar os tratamentos que dos quais os pacientes necessitam, além de otimizar o tempo do profissional.

Mas os cuidados com a saúde bucal ainda são os mesmos?

Sim: continuam sendo uma boa escovação três vezes ao dia, uso do fio dental e consultas periódicas de seis em seis meses.

Qual o problema mais comum e qual é o mais grave?

A cárie continua sendo a grande vilã: tanto a mais comum como a mais grave e que pode levar à perda do dente. Ela começa como uma mancha, se não cuidar evolui para um canal e faz até você perder o dente.

Hoje o brasileiro mudou a sua relação com esse problema?

Vejo uma melhora, sim. Hoje é até possível se pensar em uma geração sem cárie. Não é um dado concreto, mas acho que 50% das crianças que vão ao dentista, estão livres da cárie... Antigamente, lidávamos com o tratamento dela, hoje, atuamos mais preventivamente.

Isso se deve pelo fato de crianças e adultos estarem mais conscientes sobre a importância da saúde bucal. E é também um fator muito cultural: há aquela mãe que compreende a importância da escovação na infância e o hábito que deve ser consolidado.

Outras não entendem assim e acham que, quando há dentes de leite, uma cárie não tem tanta importância já que aquele não é um dente permanente. Mas uma cárie num dente de leite pode prejudicar o permanente, sim.

Quais os hábitos imprescindíveis para se manter uma boa higiene bucal?

A escovação tem de ser feita três vezes por dia: de manhã, depois do almoço e depois de dormir; não se esquecer do uso do fio dental nas principais refeições; sempre procurar uma escova adequada, macia; pastas (variam um pouco de pessoa a pessoa conforma a necessidade); para crianças tem de ser pastas em flúor e escova do tamanho da boca dela; e, claro, ir ao dentista periodicamente, a cada seis meses.

Muitas pessoas ainda não sabem qual a escova ideal para se adquirir. Isso existe ou depende da preferência de cada um?

A melhor escova é aquela que possui cerdas macias, porque ela não fará desgastes no dente. Uma muito dura gera um atrito que pode prejudicar o esmalte do dente. É importante, também, escovar a língua.

Pode ser o raspador de língua ou até utilizar a cerda.

Os antissépticos bucais também são recomendados?

Na verdade, os enxaguantes bucais são indicados para tratamentos: como periodondite, gengivites, deentre outros. Não há outra indicação a não ser essas.

Em relação ao uso, não há muito efeito, a não ser que se queira um hálito melhor, não vejo necessidade e nada substitui a escovação.

Quais são os cuidados básicos que se deve ter com as gengivas?

Não se deve colocar força na escovação para não agredi-la. Há formas corretas também de se usar o fio dental para que ele não machuque a gengiva, não podendo chegar com muita pressão... ela não pode sangrar e se isso acontecer há algo errado.

Quais os alimentos devem ser evitados?

Os doces, como sempre, ainda são os vilões. É claro que não sou louca de orientar a parar de comer, mas o consumo frequente, exagerado, atrapalha. Todos os alimentos que trazem açúcar, prejudicam.

O clareamento dos dentes se tornou uma febre, uma espécie de tratamento para conferir mais beleza. Ele é indicado quando e pode ser feito por qualquer um?

O clareamento deve ser feito somente sob orientação de um dentista. Aqueles tratamentos que são vendidos na farmácia podem agredir os dentes, as gengivas... pode ser muito prejudicial.

Há casos em que eles são recomendados, mas isso varia muito de pessoa.

Como evitar o escurecimento dos dentes?

A escovação é uma grande aliada disso. Além disso, se a pessoa consome muito café, catchup, outros alimentos, além de fumar, tem um potencial de sofrer com o escurecimento dos dentes.

Quem toma bastante café, pode fazer o bocejo com água da boca logo em seguida; se fuma, abandone, porque o cigarro faz mal para toda a saúde, também. 

Projeto de escola municipal fica em 45º lugar entre 953 inscritos 

 Existente desde 2010, “O olhar do artista” tem o objetivo de mobilizar estudantes em torno da arte e provocar pensamento crítico 

Arte muda vidas, transforma mundos e a maneira com que nos relacionamos com o exterior.

Um projeto da EMEB Manoel Rodrigues Villarinho ganhou destaque entre 953 projetos inscritos no programa Arte na Escola Cidadã, iniciativa do Sesi e IAE, obtendo a 45ª colocação no programa que incentiva a produção e o estudo da arte nas escolas brasileiras.

Ele é desenvolvido pelo professor de Arte e de Música Rogério Bucci desde 2010, quando foi criado para ser trabalhado entre os estudantes. Ele é voltado a alunos do Ensino Fundamental II e atende 120 crianças e adolescentes, atualmente.

Segundo Rogério, a finalidade do projeto é desenvolver o interesse dos jovens pela arte, criando, assim, um campo favorável para o olhar crítico, tanto do mundo como por meio do processo introspectivo, no qual o cidadão pode questionar a relação que tem com o seu exterior e do mundo consigo.

"Despertar o interesse em crianças por suas possibilidades interativas e imaginativas são importantes para o desenvolvimento pessoal e escolar, pois reforçam a autonomia, auxiliam a compreensão de textos (verbal e não verbal) e permitem a leitura crítica desses meios culturais. Tudo que faz parte do meio ambiente da criança é preciso ser considerado pelo educador de Artes para que assim possa elaborar sua metodologia de trabalho", explica o professor.

Segundo ele, o ensino da arte deve ser mais valorizado nos espaços escolares do país. "Isso inspira a escola e todo seu entorno; movimenta, questiona, traz fôlego. A arte-educação tem papel imprescindível para a formação do pensamento crítico, da cidadania e para a difusão da cultura brasileira.

Para o futuro, Rogério Bucci espera que o projeto cresça ainda mais para beneficiar cada vez mais crianças no país.

"Gostaria muito que este projeto crescesse ainda mais, mas para que isso aconteça é necessário mais investimento público, para atingirmos mais alunos dentro desta ideia".

O formato procura englobar o ensino de diversos modelos artísticos. "O projeto envolve várias linguagens artísticas como: música (canto coral, aulas de teoria musical, aulas de flauta doce, escaleta, violão, percussão como marciais, surdos, timbas, caixas rufo, pratos, meia lua e as liras), nas artes visuais desenvolvemos aulas de desenho artístico com técnica de perspectiva, profundidade, composição e pintura em giz pastel", finaliza. 



Anime em live action

Mary Elizabeth Winstead protagoniza improvável filme de ação 

Uma das atrizes mais queridas de Hollywood, Mary Elizabeth Winstead figurou em filmes de terror no começo de sua carreira. Ela fazia o gênero da pobre garota perseguida por maníacos assassinos em Premonição, Death Proof, O Chamado 2 e Black Christmas.

Passou também por uma caricata e fria personagem em Scott Pilgrim vs o Mundo.

Ganhou notoriedade principalmente pelo protagonismo na terceira temporada de Fargo, série ontológica de humor negro que também está disponível na Netflix.

Mas é no filme Kate que a atriz se transforma em protagonista para mostrar que o poder feminino é também assunto recorrente no cinema atual.

Na produção, disponível pela NETFLIX, Kate é uma assassina de aluguel que é envenenada irreversivelmente e tem 24h para se vingar.

Muita ação e boas cenas de luta prendem o telespectador. E, na hora que o filme precisa do texto e de diálogos, é a atuação de Mary Elizabeth que brilha.

Apesar disso, a pouca profundidade da trama entrega, sem surpresa, o final, que é um pouco "insosso". Mas isso, para um filme de ação, não tem lá um impacto tão grande a ponto de estragar a experiência.

Kate lembra, e muito, um anime em live action: a começar pela temática e pelas cores presentes. O filme foi filmado no Japão, em Tóquio, o que ajuda a ter essa personalidade.

Kate é uma boa indicação para quem gosta de filmes de ação, quer uma aventura leve ou goste de personagens femininos fazendo as vezes de protagonistas da ação.

Vale à pena! 

Os Fabulosos X-Men: 58 anos de uma metáfora poderosa de resistência

Criados por Stan Lee e Jack Kirby em 10 de setembro de 1963, grupo de mutantes encarnou as minorias oprimidas pelo sistema 

 Muito antes de Os Vingadores invadirem as telas dos cinemas em um projeto épico da Marvel Studios, lá pelos idos dos anos de 1990, havia um outro grupo com uma galera que fazia mais sucesso do que os Heróis mais Poderosos da Terra.

Para a geração que viveu os anos de 1980 e 1990, o ápice dos quadrinhos, os X-Men eram os prediletos e rivalizavam com muitos heróis populares como Homem-Aranha, Capitão América e, para sair da Casa das Ideias, Batman e Superman, da DC Comics.

Há muitos fatores que explicam esse sucesso.

Mas nada é mais forte e simbólico do que o elemento que faz esses mutantes serem quem são: esse bando de gente estranha, odiados por todos, que lutam contra a opressão, a segregação e o preconceito.

Os X-Men são a maior metáfora social que já houve na história da Cultura Pop: nasceram em 1963 como uma crônica que expressava a luta pelos direitos civis dos EUA.

Todas as pistas estavam lá: o professor Charles Xavier e seu velho amigo e arqui-inimigo, Magneto, eram Martin Luther King Júnior e Malcom X, respectivamente, que lutavam pela mesma coisa, mas com meios e vertentes diferentes; e a perseguição aos humanos de genética diferente expressava o racismo.

Em suma, os mutantes eram totalmente diferentes daqueles heróis que nos acostumamos a ver hoje: seus superpoderes não são resultados de experiências científicas catastróficas, eventos cósmicos, não caíram de outro planeta na Terra, não são de outra dimensão e nem passaram por treinamentos exaustivos.

Não escolheram ser mutantes, nasceram assim. E o mundo os temia e os odiava por isso.

Isso bastava para servir como uma crônica social do povo negro contra o sistema que os oprimia, os violentava e os segregava.

Os mutantes eram perseguidos por pessoas comuns, políticos e, anos depois, por Sentinelas: máquinas gigantescas que lutavam contra a raça mutante no intuito de eliminá-la e que servia de metalinguagem para a opressão policial que tomou as ruas dos EUA.

Bastou também para que mais pessoas, pertencentes a uma minoria que era oprimida e começava a se libertar das amarras morais da sociedade, se identificar também.

Assim, os X-Men ganharam mais adeptos e também abraçaram as causas LGBTQIA+, das causas feministas, dos refugiados, dos oprimidos de nações sem Estado...

Como um grupo de heróis e anti-heróis muito heterogêneos, havia ali mutantes de diversos países, etnias, dentre outras questões que absorviam as lutas e a origem das massas: e que, perfeitamente, eram identificáveis.

A poderosa mensagem que os X-Men levavam, era a de que, muitas vezes, o que os fazia diferente de toda a maioria das pessoas, eram os poderes que levavam consigo.

Isso era um fardo.

Criados pelos geniais Jack Kirby e Stan Lee (já falecidos), os X-Men são as vozes dos oprimidos, sem, necessariamente, apagar a chama da opressão que a tantos destrói e mata. Em épocas em que pedimos mais representatividade nos cinemas, nos videogames, na TV aberta e outros meios de entretenimento, esses Mutantes foram os primeiros a assumirem a luta: há 58 anos fazem isso.

Há meio século, em sua coluna mensal nas revistas mais célebres da Marvel, Stan Lee escreveu: "Intolerância e racismo estão entre os problemas mais mortais da sociedade atualmente. Mas, ao contrário de um time de super-vilões, eles não podem ser derrotados com um soco ou um tiro. O único jeito de destruí-los é pela exposição (...) O preconceito é um ódio irracional - que odeia cegamente, fanaticamente, indiscriminadamente".

É por isso que, na minha mera opinião, os X-Men são das coisas mais importantes que já aconteceram na história da Cultura Pop e um exemplo de representatividade.

É por isso que nesta fase atual da Marvel Studios, do Universo Cinematográfico da Marvel, mais representativo, ativista e político do que nunca, os X-Men são tão importantes e merecem cuidado especial ao ser retratados nas telas.

Melhores histórias do X-Men

Deus ama, o homem mata (1982 - Chris Claremont & Byrne)

Trilogia Messias/O segundo advento (2010 - diversos)

Revolução (2013 - Brian Michael Bendis & Chris Bachalo)

Dias de um futuro esquecido (1981 - Chris Claremont & Brent Anderson)

A segunda gênese (1975- Chris Claremont & Jim Lee)

A casa dos poderes (2019 - diversos)

Alfabetização transforma vidas e o mundo 


A data de 8 de setembro é mundialmente o Dia da Alfabetização. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a comemoração é uma forma também de lembrar, durante este mês, a importância da alfabetização como motor de propulsão do bem-estar individual e coletivo.

O blog da Revista Capa convidou a professora alfabetizadora Ana Carolina Gorjon, que atua na área da Educação há 22 anos, sendo 16 anos com alfabetização.

Possui formação em ensino médio profissionalizante, é graduada em Pedagogia, em Letras e Educação Especial; também tem pós-graduação em Psicopedagogia e em Neuropsicopedagogia.

Blog: Como classifica a questão da alfabetização e sua importância nas sociedades atuais?

Ana Carolina Gorjon: É mais complexa do que aparenta ser. As pessoas podem pensar que alfabetizar uma criança ou uma pessoa é fazer com que ela aprenda a escrever e a ler. Não deveria ser apenas isso, saber decifrar códigos, mas alfabetizar com o letramento.

Os professores têm de ensinar os alunos a compreender a função que a escrita e a leitura têm para suas vidas e seu comportamento na sociedade. Assim, os estudantes terão como utilizar cada um dos tipos de "textos", o que vai muito além da codificação dos códigos.

Quais os benefícios?

Volto na questão na diferença de apenas conseguir codificar e compreender o que está sendo lido. Uma sociedade que compreende essa função, do seu meio de circulação, que compreende a necessidade do que está sendo lido é mais bem informada, não é enganada tão facilmente, consegue enxergar melhor quem está tentando lhe manipular, dificilmente será enganada por terceiros, como jornais, revistas ou políticos. É fundamental que tenhamos uma população que consiga compreender o que está circulando nos textos socialmente.

Como exemplo, temos muitas pessoas que chamamos de analfabetos funcionais: aquelas que sabem ler e escrever, mas têm dificuldade de compreender o que estão lendo. Outras já não conseguem ler nem compreender: é muito humilhante, porque uma pessoa que não consegue ler ou escrever nunca será totalmente independente.

Ao ir ao supermercado, não conseguirá ler as informações do produto, as informações das quantidades, saber se é melhor comprar um produto ou outro... Ela será muito mais facilmente enganada...

Ela precisará da ajuda de outras pessoas para saber de endereços, não conseguirá discernir a quantidade exata do troco que teria que receber...

Isso passa muito pela minha cabeça. Sei que sou uma privilegiada e tive acesso a educação de qualidade para ter sido alfabetizada. Mas quantas pessoas não tiveram essa oportunidade e quantos não estão classificados como alfabetizados, mas apenas sabem decodificar símbolos e não tem a compreensão do que estão lendo?

Resumindo: a alfabetização é uma questão de humanismo, um elemento das necessidades humanas mais básicas. Mas muita gente não teve acesso a ela: ou por negligencia, por falta de oportunidade ou por achar que não era capaz e ter deixado a escola.

Quais as diferenças entre alfabetizar uma criança e um adulto?

Ainda não tive o privilégio de trabalhar com adultos, mas colegas relatam que é incrível. É indescritível o quanto é gratificante notar o brilho no olhar de uma pessoa que acabou de conseguir ler algo pela primeira vez.

Uma criança e um adulto passam pelo mesmo processo durante as etapas de letramento: o que muda é o campo de interesse que elas possuem. Assim, os professores de cada um dos públicos têm de ter esse discernimento e trabalhar com esses interesses para estimular a aprendizagem durante o processo.

Os professores de crianças, como eu, têm de usar coisas do campo de interesses deles: contos de fadas, histórias, dinossauros, coisas mais lúdicas. Uso e adiciono coisas do universo infantil para transformar em atividades para que eles as façam e evoluam.

Para os adultos, no entanto, também há campo mais específico: é preciso definir a faixa etária e quais são esses interesses: se trabalho com uma senhora, dona de casa, o estímulo, por exemplo, poderia ser aprender a ler os rótulos dos produtos, as propagandas de supermercado, que faz parte do cotidiano dela.

Os procedimentos e etapas são as mesmas, praticamente. É o jeito do professor estimular, utilizando o campo de interesse, que muda.

O que é ser uma professora alfabetizadora?

É a melhor coisa do mundo: me realizo ao ver o brilho de um aluno que consegue ler um livro, uma placa, a regra de um jogo, um gibi que ele gosta tanto... Nada no mundo paga esse valor. É gratificante.

Ser um professor alfabetizador é um ofício, um dom e uma benção. Um ofício porque é o meu trabalho, faço para sobreviver; um dom porque exige muitas competências diferentes de outros profissionais da área (cada um tem suas habilidades e com um alfabetizador não é diferente: há que se ter paciência, carinho, olhar diferente, há alunos que têm dificuldades e precisam de acompanhamento); e uma benção devido ao fato do quão gratificante é a nossa profissão. 

Comissão elege finalistas do EPTV Na Escola - Fase Municipal 

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1 - A professora Larissa e a aluna Tatiely; 2 - A professora Fabiana e as alunas Heloáe Luisa; 3 - A professora Nilva e a aluna Giovana; o professor Juciney e a aluna Carla,
1 - A professora Larissa e a aluna Tatiely; 2 - A professora Fabiana e as alunas Heloáe Luisa; 3 - A professora Nilva e a aluna Giovana; o professor Juciney e a aluna Carla,

A 22ª edição do EPTV na Escola ofereceu a oportunidade de alunos do 9º ano a debaterem, por meio de redações, assuntos relacionados ao comportamento humano em relação à intolerância.

Com o tema "Pandemia da Intolerância", os estudantes puderam expor suas ideias e argumentações a respeito da sociedade atual.

Sob a coordenação da professora Roseli Sant'Anna, a Comissão Julgadora, responsável pela escolha das 5 redações semifinalistas, reuniu-se nos dias 10, 12 e 18 de agosto e foi formada pelas seguintes pessoas: Abadia Terezinha Del'Arco do Nascimento, Angela Carolina Bucci Sanches, Edheine Beatriz Avelino Hernandes, João Francisco Massoneto e José Eduardo Arroyo.

As notas foram aplicadas a partir de cinco critérios pré-estabelecidos e dentro da maior imparcialidade possível, pois as redações foram apresentadas aos jurados sem o cabeçalho onde consta o nome do aluno e da escola. Todo o material utilizado pela Comissão Julgadora está à disposição das escolas na Secretaria da Educação para o esclarecimento de qualquer dúvida.

São essas as cinco semifinalistas, o título de suas redações, suas respectivas escolas e professores:

Carla da Cunha - "CARTA DE UMA ADOLESCENTE DESOLADA" - EMEF Alzira de Freitas Casseb - 9° Ano A - Prof. Jucinei Rocha dos Santos.

Giovana Vitória de Oliveira Gomes Molico - "O NOVO PEDE MUDANÇA" - EMEF Alzira de Freitas Casseb - 9º Ano D - Profª Nilva Augusta de Oliveira Vidote.

Heloá Peres Margarido - "UM OLHAR DO FUTURO" - Colégio Alternativo - 9º Ano A - Profª Fabiana Guirado Boter.

Luisa Baraldi Pereira dos Santos - "O FUTURO NA LUTA CONTRA O CAOS" - Colégio Alternativo - Profª Fabiana Guirado Boter.

Tatiely Fernandes Francisco - "UM OLHAR OTIMISTA É POSSÍVEL?" - EMEF Alzira de Freitas Casseb - Profª Larissa Campoi Peluco.

Premiação municipal

A Secretaria da Educação pretende premiar as redações semifinalistas, em razão dos esforços de professores e alunos para participar do projeto.

A pasta irá aguardar o resultado final de Ribeirão Preto, previsto para o dia 19 de outubro, para divulgar os textos, a colocação, a premiação e os patrocinadores dos prêmios.

"Nossos parabéns e agradecimentos aos professores participantes pela dedicação e orientação durante todo o processo e à Comissão Julgadora que tão bem conduziu toda essa avaliação", afirmou a professora Roseli Sant'Anna.  

Star+ chega ao Brasil!

Plataforma para adultos é lançada pela Disney; vale a pena assinar? 

O Star+ (Star Plus) é o novo serviço de TV de streaming por assinatura lançado no Brasil no dia 31 de agosto pela Disney. Mais um concorrente para brigar pela atenção daqueles que amam séries e filmes para assistir à qualquer hora do dia e em qualquer lugar.

No Brasil esta é a sétima opção, por enquanto. Ela está somada às concorrentes disponíveis Globoplay, Netflix, Prime Video (Amazon), as recentes HBO Max e Disney+, e a Apple TV.

E, é claro, como neste país tudo tem um preço absurdo, é preciso escolher muito bem o que ter.

Por isso, o Blog da Revista Capa fez uma breve análise sobre conteúdo e custo+benefício para saber se vale a pena ou não assinar a Star+ e qual o público que se beneficiará mais com ela.

O que é a Star+?

A Star+ oferece um conteúdo produzido pela FOX (que agora se passará a chamar Star). Essas produções englobam seus produtos de entretenimento originais dos estúdios que estão subsidiados a ela.

Vale a lembrança de um fator importante, aqui: os canais Fox foram adquiridos também pela Disney. É por esta razão que ela é oferecida com preço promocional em uma espécie de combo com a Disney+.

Como se trata de mais uma plataforma da Disney, como a Disney+, então seria melhor chamá-la de uma espécie de conteúdo dirigido para um público mais adulto.

Feito esta espécie de "disclaimer", vamos ao que interessa.

Conteúdo

O catálogo de entretenimento disponibilizado pela Star+ é bem diversificado. Nele, você encontra séries como Os Simpsons, a extinta Futurama, Greys Anatomy e muitas outras produzidas pela Fox.

Em relação aos filmes, há uma grande variedade e todos de estúdios como a Paramount, Universal e por aí vai.

O que realmente dá um significado de "PLUS" (que, na tradução livre ao português, quer dizer "a mais" ou "adicional") é a programação esportiva: nela, é possível assistir campeonatos de tênis, futebol e basquete com as programações dos canais ESPN.

Vale à pena?

Se você gostar de séries e filmes, ela vale à pena, sim.

São disponibilizados conteúdos de entretenimento dos mais famosos estúdios de cinema, sem contar que a Fox possui uma variedade de séries com qualidade comprovada.

E, para quem gosta de esportes, é um adicional bem interessante.

O preço, no entanto, é algo um pouco salgado ao se considerar de que se trata de outro streaming da Disney. Há duas opções: o Star+ sozinho pode ser assinado por R$ 32,90; e o combo, com a Disney+ inclusa, sai por R$ 45. Há opção de telas simultâneas para dividir com os amigos.

Quatro séries imperdíveis na Plataforma da Amazon Prime 

Prime Vídeo não é só atraente pelo preço: confira estas dicas 

O Prime Video, plataforma de streaming de entretenimento da Amazon, é o melhor serviço do tipo no quesito "custo = benefício" da atualidade. Com um plano de apenas R$ 9,90, você pode ser assinante da plataforma e ainda ter promoções e frete grátis em compras na gigante do varejo online.

Mas a atratividade não está só na questão do precinho.

Há muita coisa boa disponível no catálogo do Prime Vídeo e que não pode ser encontrado por diversos fatores: por estar escondido, pela ineficiência do algoritmo do aplicativo ou simplesmente por um problema na "busca" da ferramenta.

Selecionamos quatro séries que achamos que você não pode deixar de assistir - não que elas sejam pouco conhecidas. Mas, se você não assistiu ainda, insistimos: vá já para a frente da televisão e assista-as.

1 - The Underground railroad (minissérie)

Esta é uma produção em formato de minissérie desenvolvida pelo vencedor do Oscar, Barry Jenkins, que, com uma narrativa fantástica, conta a história de uma ferrovia subterrânea que servia como plano de fuga para escravos do sul dos EUA.

A série, que tem 10 episódios, foi indicada ao Emy em sete categorias, incluindo Melhor Minissérie e Melhor Elenco.

2 - Breathe (2 temporadas)

Esta é uma produção indiana e uma grata surpresa no catálogo da plataforma. Se você não se importa de assistir às produções fora do eixo hollywoodiano, dê uma chance ao drama policial Breathe.

A série, que possui duas temporadas, narra um jogo de gato e rato para a investigação policial sobre mortes de pessoas que poderiam ser doadoras de órgãos. Kabir, um brilhante, mas não convencional policial, e o amável técnico de futebol para adolescentes, Dani, estão no holofote desta ótima produção: destaque para o desenvolvimento dos dois personagens durante a narrativa.

3 - Fleabag (2 temporadas)

Está é uma série das mais aclamadas no catálogo de originais do Prime Video, com 100% de aprovação no site de críticas Rotten Tomatoes. A jovem Fleabag passa por situações cômicas tentando se adaptar à vida em Londres após uma tragédia em sua vida pessoal.

O humor ácido e taciturno é um dos grandes destaques - que, claro são vertentes tradicionais de toda boa produção inglesa do gênero.

4 - Modern Love (2 temporadas)

Se você é fã de comédia romântica, o que está esperando para ver essa série? A produção possui duas temporadas e, mesmo que as personagens e as narrativas não tenham, aparentemente, conexões entre si, falam sobre o amor em tempos (pós) modernos.

É leve, divertida, sentimental e tem um elenco diversificado de estrelas. 

Casal que pedala junto... 

Atividade oferece diversos benefícios emocionais e ajuda a enfrentar o cotidiano 

Sabrina e Daniel
Sabrina e Daniel

Além dos muitos benefícios que o ciclismo oferece à saúde do corpo, ele também faz bem ao coração de uma forma que vai além das recomendações médicas.

Pedalar em grupo fortalece as relações humanas: com amigos, colegas de trabalho e, claro, é benéfico para os casais.

Tudo porque a prática esportiva é uma forma terapêutica de lidar com o cotidiano, como afirmam os especialistas: sobretudo o ciclismo, atividade que é praticada fora de casa e, muitas vezes, serve de passeio para espairecer e aliviar o estresse do dia a dia.

Paisagens, viagens a lugares inóspitos que contemplam belas paisagens, conversas durante as viagens e os desafios impostos são algumas das questões que promovem o fortalecimento das emoções.

A afirmação acima é compartilhada por Daniel e Sabrina Zuccherato, que pedalam juntos há cinco anos. Ele, que começou a pedalar primeiro, incentivou-a à dar suas primeiras pedaladas: e a atividade virou rotina.

Às semanas, quando há tempo (principalmente aos feriados) e, durante os finais de semana, lá estão os dois traçando o mesmo trajeto juntinhos.

A escolha pela bike uniu o casal na busca pelo sentimento de "desprendimento" que o exercício proporciona.

"Para manter uma atividade física que concilia com a visão da natureza, fugindo da rotina da cidade", explicou Daniel.

Por enquanto, o casal ainda não fez mais que 60 quilômetros percorridos (o máximo, foi até a cidade de Paraíso, em estrada de terra). Mas já há um planejamento para, gradualmente, estarem mais aptos a enfrentarem uma aventura. O objetivo é realizar o tradicional Caminho da Fé ou ir até à Serra da Canastra.

Ao serem perguntados, ambos são enfáticos ao relacionarem os benefícios emocionais promovidos pela prática da atividade.

"Tem ajudado muito a criar um laço afetivo, principalmente no que diz respeito ao companheirismo, e também no apoio psicológico no momento de cansaço do cotidiano", explica. 

Roseli Sant'Anna e o escritor Ricardo Azevedo
Roseli Sant'Anna e o escritor Ricardo Azevedo
Entrevista 

22 de agosto: Dia do Folclore 


Dia 22 de agosto é comemorado o Dia do Folclore Nacional. Pelo que todo mundo se lembra, na infância, já ouviu as histórias de personagens como o Saci Pererê, a Mula-Sem-Cabeça, ou até as mais recentes, como a da Loira do Banheiro e do Chupacabra. 
Todas essas figuras fazem parte do nosso Folclore Popular: uma espécie de imagem cultural que começou a se criar em torno do país com as muitas histórias fictícias que correram por aí, contadas, escritas e até musicadas e que pululam o inconsciente coletivo através de gerações.  
Talvez o exemplo máximo disso é o “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, criado pelo iconográfico escritor Monteiro Lobato, nos anos de 1920. Os diversos livros lançados, então, viraram base para um programa de TV nos anos de 1970 e, mais tarde, ao longo dos anos 2000. 
O blog da Revista Capa conversou com a escritora infantil professora alfabetizadora de Monte Azul Paulista, Roseli Sant’Anna para saber um pouco mais sobre como anda a difusão dessa importante imagem cultural para as novas gerações. 



Como você analisa o Folclore Brasileiro hoje em dia? Ele ainda tem o mesmo peso na imaginação das crianças como há alguns anos? 
O Folclore é o conjunto dos elementos que fazem parte da Cultura Popular. É constituído por mitos, lendas, danças, ritmos, contos, provérbios, crendices e superstições, entre outras riquezas culturais de um determinado local. Porém, percebe-se que, na atualidade, essa cultura não é explorada como antigamente. Os pais e avós já não encantam seus filhos com “causos”, como faziam seus antepassados.
Os mitos, que outrora eram divulgados como forma de alertar sobre cuidados com a natureza ou de refletir sobre determinados comportamentos do ser humano, foram substituídos pela cultura tecnológica. Muitas lendas que explicavam de forma fantasiosa alguns fatos do cotidiano, se perderam com o tempo, pois deixaram de ser passadas para as novas gerações. 
Contudo, a Arte, por estar envolvida com o Folclore em suas diversas manifestações, ainda mantém a salvo vários elementos, na Literatura, no Teatro, na Dança, na Escultura, na Pintura, no Artesanato.

Que valores sociais e intelectuais o Folclore Nacional pode transmitir às crianças?
O Folclore Brasileiro acompanha toda a trajetória da história do nosso país e das influências que recebemos de outros povos. Isso se reflete em nosso vestuário e alimentação, nos valores e crenças, no conhecimento de mundo e nas diversas interpretações que fazemos sobre uma série de questões, ou seja, valores sociais e intelectuais que perpassam o nosso cotidiano.   
As danças, músicas e instrumentos, os jogos, brinquedos e brincadeiras, as parlendas, provérbios e adivinhas, as histórias envolventes dos mitos e lendas, são elementos do Folclore que podem enriquecer o intelecto das crianças e desenvolver atitudes de colaboração, cooperação e socialização, pois privilegiam a criatividade em situações coletivas. Além disso trazem referências ao passado que contribuem com a compreensão do presente e podem favorecer mudanças para o futuro, já que há uma carga afetiva sempre envolvida. Por tudo isso, sempre despertam o interesse e a curiosidade das crianças e influenciam suas expressões artísticas, sociais e intelectuais.

Na sua opinião, qual o melhor escritor que trabalha o folclore nacional atualmente? Fale um pouco sobre ele...
Tenho uma admiração enorme pelo escritor Ricardo Azevedo. Ele tem vários livros publicados que trazem registros da Cultura Popular, resultado de muita pesquisa e estudo. Seus livros me encantam pela diversidade textual, pois trazem contos, parlendas, anedotas, adivinhas, receitas. As ilustrações são feitas pelo próprio autor e são marcantes e singulares.
Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, na 17ª Feira do Livro de Ribeirão Preto, quando os alunos da Escola Espaço Livre, a partir de minha orientação, fizeram uma belíssima apresentação de vários textos do autor, homenageado pela feira naquele ano. Momentos emocionantes e inesquecíveis que só aumentaram ainda mais a minha admiração por Ricardo Azevedo e pela grandeza de sua literatura. 
Quem quiser conhecer um pouco da obra desse autor pode procurar no site www.ricardoazevedo.com.br. Vale a pena conferir! 

Juventude solidária 

Conheça o Léo Clube, instituição vinculada ao Lions Clube, que realiza ações sociais em Monte Azul Paulista 

Um grupo de jovens vem realizando ações voluntárias há cerca de quatro anos em Monte Azul Paulista. O período data desde que o LEO Clube II foi reaberto com o objetivo de integrar jovens e desenvolver neles aptidão para ações que beneficiem a sociedade.

Em resumo, o LEO Clube pode ser definido como uma organização que oferece oportunidades para que o jovem (de 12 a 30 anos) se desenvolva como cidadão e contribua, individual e coletivamente, como membros responsáveis da comunidade.

Sendo uma parte integral da rede que constitui Lions Clubs International, os LEO Clubes também possuem sua própria rede global de mais de 7.200 clubes e 130.000 LEOs em mais de 150 países e territórios, segundo dados de 2019. Este escopo internacional promove uma identidade global singular entre os LEOs e Leões (como são chamados os integrantes do Lions Club).

A sigla LEO já define quais os valores que os adolescentes devem priorizar ao entrar no grupo: Liderança, Experiência e Oportunidade.

"Os LEOs oferecem aos jovens a oportunidade de se desenvolverem e contribuírem individual e coletivamente como membros responsáveis da comunidade local, nacional e internacional; isso advém da participação em projetos de serviços comunitários, funções sociais e atividades voltadas ao desenvolvimento da liderança; e por fim, a oportunidade de fazer amigos e sentir as recompensas do serviço comunitário.", afirma a presidente do Clube monteazulense, Anaí Conceição De Biasi.

Em Monte Azul Paulista, o clube foi fundado em 1995, com o encerramento das atividades alguns anos depois. Só no ano de 2017, os participantes do Lions Clube decidiram reativar a iniciativa e dando o nome de LEO Clube II.

Anaí preside o clube desde julho de 2021, mas integra o quadro social do clube há três anos.

Dentre as responsabilidades, está a de exercer a liderança dentro do grupo e, junto de seus parceiros de diretoria, coordenar as atividades durante um ano que se mostra complicado devido à pandemia.

O LEO Clube II atua na sociedade com projetos sociais e filantrópicos, como entrega de cestas básicas, visitas ao asilo, arrecadando produtos de limpeza, alimentos e roupas para doação às entidades.

No próximo dia 28 de agosto, os integrantes estarão realizando a campanha de recolhimento de lixo eletrônico na cidade, com apoio da Prefeitura, do Departamento de Meio Ambiente e do Lions.

Confira os demais membros da diretoria

Diretoria Executiva :

Presidente: Anaí Conceição De Biasi

Vice-Presidente: João Henrique Duarte Prioli

Secretária: Ana Julia Cazare Batista

Tesoureira: Iria Gabriela Cestaro Ansiotto

Diretoria

2ª secretária: Ana Flavia Fragoso da Silva

2º Tesoureiro: Eduardo Bergamasco Pereira

Diretor Social: Álvaro Minto Ramos

2º Diretor Social: Rafael de Oliveira Minto

Diretor Vogal: Henrique Aparício Vidotti Vila Real

Um bom terror para assistir

Rua do Medo pode parecer bobo e infantil, mas à medida que assistimos ao segundo e terceiro filmes, a trama vai ficando cada vez mais envolvente

Você já ouviu falar dela e pode até ter desistido depois de ter assistido à primeira parte da trilogia Rua do Medo (Fear Street), o projeto cinematográfico da Netflix que estreou há pouco tempo.

Se você se encaixa na situação acima ou então a proposta não lhe chamou a atenção, mesmo ao ler a sinopse na tela inicial da TV por streaming, é melhor você dar uma chance a essa deliciosa jornada que é uma espécie de homenagem aos filmes clássicos de terror das décadas de 1990, 2000 e 2010.

E, acredite, se você é fã do gênero de filme de terror Slasher ou do Horror Sobrenatural, tenha certeza que você ficará muito satisfeito ao terminar a trilogia.

Os filmes tem a assinatura de Leigh Janiak, dona também da proposta original de transformar a narrativa em uma trilogia adaptando os livros homônimos de autoria de R.L. Stine para as telas.

Ao assistir ao primeiro filme, Rua do Medo parte 1: 1994, o espectador sai com um gosto meio insosso ao ter assistido à mais uma produção adolescente e boba.

E é isso mesmo o que temos nesta primeira parte: um grupo de adolescentes que são perseguidos por um assassino em série numa pequena cidade que guarda consigo um mistério ou uma maldição.

Todos os clichês do gênero estão lá: as características superficiais das personagens, as conversas bobas, enfim, aquilo que todos os cinéfilos fãs de filmes da década de 1990 conhecem.

Mas, ao assistir a toda a obra, é possível perceber que toda essa temática casual é necessária para instaurar o que a diretora pretende com a obra: afinal, é impossível julgar todo o projeto assistindo a apenas um filme dos três.

A partir do segundo filme, a narrativa engrossa e começa a ganhar corpo: o desenvolvimento das personagens começa a ser mais profundo, os problemas (reais) começam a aparecer, você se identifica mais com o que está acontecendo ali e, finalmente, temos uma trama mais envolvente - mas que não dispensa os acontecimentos do primeiro filme, é claro.

Vale a pena ressaltar que a atriz Sadie Sink, a ruivinha famosa da última temporada de "Stranger Things" estrela a segunda parte e tem uma performance formidável para o que se espera da segunda parte: um filme de terror slasher que ousa aprofundar algumas problemáticas.

Na terceira parte, partimos para o horror sobrenatural. Quem assistiu ao ótimo A Bruxa, de Robert Eggers, vai reconhecer aquele climão de vilarejo do século XVII que persegue mulheres como se fossem o mal da sociedade.

É aqui que o projeto cresce e o véu, que desde o primeiro começou a se levantar (de maneira lenta) mostra qual a estrada que estamos percorrendo.

Sem falar muito para evitar qualquer tipo de spoiler, Rua do Medo é um projeto ousado de uma diretora que se envereda por uma espécie de subtextos e mensagens quase sutis - e outras não, como tem de ser.

Nessa época de discussões que envolvem feminismo e representatividade das mulheres diante das questões sociais, parece até fora de tom falar de uma época em que mulheres iam à fogueira por serem consideradas bruxas.

Mas se há filmes com esta temática e que fazem sucesso (e Rua do Medo deveria fazer mais, mas é uma pena que o público seja desencorajado) é porque o problema ainda existe!

"Rua do medo" conta com boas e consistentes atuações, tem um elenco que perpassa por quase todos os filmes.

Vale dizer também que, caso você queira, a trilogia pode ser assistida em formato de minissérie: é uma produção com nove horas de duração, o que é equivalente a cerca de 10 episódios de uma série de quase 40 minutos.

Apesar de não haver um formato de episódios, mesmo, a experiência não é afetada caso você o queira assistir desta maneira. Mas, quando você se envolve, fica difícil não querer ver tudo em um só dia.


A “base” vem forte 
Pedro Simões, de apenas 13 anos, representa as novas gerações no Campeonato Brasileiro 

Aos 13 anos, Pedro Simões Costa foi um dos destaques do Campeonato Brasileiro de Ornitologia. O jovem criador foi o 7º colocado na 6ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Canto, que ocorreu no dia 18 de julho. 
O seu canário, Japão, conquistou a 7ª posição diante de 69 aves concorrentes na modalidade. Um bom resultado como este, porém, não é novidade na vida do adolescente, que vem representando muito bem as novas gerações de criadores de aves no Brasil que são identificadas como aquelas que se mantém em contato direto com a natureza. 
“Gosto muito da ornitologia, porque com ela posso cuidar das aves, o que representa quase que uma terapia, além de poder interagir com as pessoas em torneios, fazer amigos... significa muito”, fala o jovem quando perguntado qual o significado da criação em sua curta trajetória na atividade. 
Pedro herdou o hobby do pai, o criador Luiz Gustavo Claudino da Costa, 39, que venceu a 6ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Canto Livre, que aconteceu em Itatiba, durante o 69º Campeonato Brasileiro, no dia 18 de julho. 
“Meu pai sempre criou e isso me influenciou, fazendo com que me interessasse pela criação desde cedo”. 
Pedro não exagera ao contar que as aves que estavam sob a tutela de seu pai começaram a lhe despertar a atenção ainda pequenino. 
Entre os 7 e 10 anos, a curiosidade aguçada lhe fez fazer perguntas diferentes daquelas que os filhos fazem aos pais. Alimentação, carinho, higiene – todos esses assuntos faziam parte do leque de informações que o garoto procurava para entender mais sobre a atividade. 
“Quando tinha 10 anos de idade, dei a missão de cuidar de um filhote que havia sido rejeitado pelos pais – e assim foi. Sem muita ajuda minha, o Pedro cuidou da ave de maneira maravilhosa, com muito carinho e responsabilidade”, explicou. 
O primeiro canário para competição foi presenteado também pelo pai, quando ele tinha 12 anos. Assim, começou a competir e a colecionar boas colocações: disputou cinco torneios em São Paulo e outro em Minas Gerais. 
No aberto da ABCO, em São Caetano do Sul, recebeu o 3º lugar com o seu canário Japão e o 6º com o Orfeu; foi 7º em Paracatu (MG); 9º na UOVP, em São José dos Campos; e, agora, 7º no Brasileiro. 
“O sonho é ser campeão com o meu canário Japão no Campeonato Brasileiro”, confidencia o adolescente. 
O pai também começou as disputas de torneio com a mesma idade, ao ser presenteado com um canário pela mãe. Ambos disfrutam do mesmo prazer: cuidar de suas aves e fazê-las competitivas, sob o mesmo teto. 
“O Pedro me ajuda muito: quando estou trabalhando e não tenho como cuidar da higiene, alimentação, ele está sempre lá para me ajudar, afinal, a criação é dele também”, comentou. 
Pedro afirma que a relação com o pai está mais forte do que nunca. “Com a criação de aves, passamos a cuidar das aves juntos e irmos para torneio juntos, o que nos fez interagir muito mais”, finaliza. 


Skate: o esporte que venceu o preconceito e rendeu medalhas inéditas ao Brasil nas Olimpíadas

Skatista de Monte Azul Paulista fala sobre os benefícios que a atividade proporciona

O videomaker e skatista Ricardo Mattos de Carvalho fala sobre a luta da atividade para vencer os paradigmas e se tornar esporte conhecido
O videomaker e skatista Ricardo Mattos de Carvalho fala sobre a luta da atividade para vencer os paradigmas e se tornar esporte conhecido
Diversão e saúde mental: "A prática ajuda na sociabilização do indivíduo e proporciona bem-estar e saúde mental", afirma Ricardo, que deve implementar um projeto social junto à Secretaria de Esportes de MAP
Diversão e saúde mental: "A prática ajuda na sociabilização do indivíduo e proporciona bem-estar e saúde mental", afirma Ricardo, que deve implementar um projeto social junto à Secretaria de Esportes de MAP

De atividade de "vagabundos" a esporte olímpico. Foi assim que o skate percorreu uma longa e tortuosa jornada do preconceito até ser reconhecido como esporte que pode mudar vidas e ajudar na formação cidadã de crianças e adolescentes.

A medalha de prata conquistada por Rayssa Leal, na modalidade do Skate Street, lava a alma de milhares de brasileiros skatistas que já sofreram com o preconceito que ainda assombra os praticantes.

Dentre os benefícios proporcionados, está também o desenvolvimento da coordenação motora, concentração, a promoção da saúde mental e ajuda na sociabilização de indivíduos.

É o que garante Ricardo Mattos de Carvalho, 36, videomaker (produtor de vídeo) de Monte Azul Paulista. Ele foi skatista por 14anos na cidade de Barretos, disputando campeonatos pelo país entre 1996 e 2010 e conquistando as primeiras posições em todos eles.

Em parceria com a Secretaria de Esportes, ele possui um projeto educacional para implementar o ensino de skate no município. O departamento municipal também está em fase de desenvolvimento de projetos para a construção de duas pistas de skate (uma no Parque Ecológico e outra no Parque Denise) para o lazer da população.

"O skate é um esporte 'de galera', em que é preciso praticar junto de outras pessoas, isso oferece um poder de sociabilização muito grande, além de outros benefícios à saúde, à mente e ao desenvolvimento individual", afirma Ricardo, que luta para derrubar o preconceito em torno da atividade.

Esporte e diversão

Quem assistiu à apresentação de Rayssa Leal nas Olimpíadas, na modalidade Skate Street, viu uma jovem animada e sempre sorridente fazendo manobras difíceis e com estilo, sem deixar transparecer a pressão que é disputar um evento daquele tamanho para uma criança de apenas 13 anos.

Talvez ela nem tenha sentido a pressão, também.

Diferente do outro medalhista brasileiro da modalidade em Tóquio, Kelvin Hoefler, também prata, que mostrou uma fisionomia mais carrancuda e centrada.

Houve até uma polêmica gerada na imprensa sobre a pouca interação do atleta com os outros brasileiros que disputaram o evento.

"Conheci o Kelvin andando de skate com ele em São Paulo - ele tem uma formação bem rígida, do pai dele, e é o 'jeitão dele'. Mas o que incentivo nos praticantes é a interação em grupo, a diversão e o prazer que o esporte proporciona - se você levar o skate mais a sério, mentalmente ele não te oferecerá muitos benefícios e você terá de conviver sempre com a pressão da competividade e poderá agregar muitas frustrações se os resultados não vierem nas competições".

Passado e presente

Desde que começou a praticar o esporte, Ricardo Mattos conviveu com o preconceito social do paradigma de ser atividade para "vagabundos", como já dito. Em Barretos, só depois de muito tempo, foram construída duas pistas de skate para a comunidade skatista.

"A visão das pessoas e, claro, política, era muito conservadora: demorou um bom tempo para que houvesse apoio para a construção dessa pista", revela.

Hoje, ele vê um crescimento da atividade graças ao reconhecimento obtido pelos jogos olímpicos de Tóquio, o primeiro a receber uma competição da modalidade.

Duas categorias foram incorporadas ao skate: o Street e o Park. Entre elas, há também o Bowl que junto dessas, formam o tripé fundamental do esporte.

O que difere um de outro são as manobras praticadas, a verticalidade e a velocidade (e todas elas dependem do desenvolvimento do skatista).

Ricardo incentiva a prática e o apoio dos familiares a quem gosta da atividade.

"Esse é o momento - as Olimpíadas trarão não só visibilidade, mas deverá difundir o esporte, tornando-o mais popular. Acredito que haverá mais pessoas procurando pela prática", afirmou.

Ricardo será o instrutor de skate no projeto que deve ser implementado no município pela Secretaria de Esportes assim que a pandemia estiver controlada, segundo informações apuradas pela reportagem.

A simplicidade de pais e filhos em meio à complicação que a pandemia trouxe para nossas vidas 

A paternidade é sempre uma questão muito discutida através dos tempos. O tema é rico para diversas áreas que estudam o comportamento humano: como a psicologia (em especial a psicanálise) e também a antropologia.

Neste dia 8 de agosto, será comemorado mais um Dia dos Pais - o segundo durante a pandemia do coronavírus. Apesar de todo este tempo pesado em que vivemos, devido às consequências que o vírus tem causado às sociedades, é preciso pensar de maneira simplificada algumas coisas tão naturais como as relações entre pais e filhos, atualmente.

Como, por exemplo, os laços estabelecidos entre o nutricionista Júlio Alexssander de Toledo Vieira, 50, e o filho Jorge Henrique Pacanhela Vieira, 9.

Pai e filho sempre foram muito próximos e apesar da pandemia que chegou e obrigou todos a ficarem em casa não alterar muito o formato deste tipo de companheirismo entre ambos, ela ofereceu mais tempo para que os dois desfrutem juntos (quando, é claro, as responsabilidades e tarefas que ambos possuem deixam).

Júlio é honesto e conciso quando lhe é perguntado qual o papel de um pai na vida de um filho.

"A mesma de sempre: preparar o filho para as adversidades da vida, além de educar, proteger e cuidar".

A frase parece simples, mas transcende quaisquer paradigmas que possa representar a paternidade. Alguém, bastante sábio, já disse que "criar um filho é prepará-lo para a vida".

Júlio se recuperou há pouco de um infarto, um susto que ainda referencia ainda mais os vínculos familiares para levar a vida com mais leveza.

A faculdade mais importante do coração - de amar, continua em dia e o filho tem papel importante nisto. "Pra ser sincero não mudou muito não [a relação]. Claro que me preocupo e pensei no futuro dele, mas sei que teriam outras pessoas pra cuidar muito bem dele se algo pior tivesse acontecido", constata.

Criando hábitos saudáveis

Tornar gerações futuras mais saudáveis é dever de todos os pais e mães. Com os avanços da medicina em todos os campos, é impossível não demandar um espaço grande com essa preocupação para todos, principalmente para os filhos.

Como nutricionista, Júlio não faz diferente e orienta outros pais a orientarem os filhos a criarem hábitos saudáveis.

"Não só no futuro, mas no presente. E o que acontece agora no presente é o que vai determinar os hábitos no futuro. Educamos e ensinamos através de atitudes e exemplos, então, não adianta falar uma coisa e fazer outra, porque o que ele vai absorver é o que fazemos, é o exemplo que damos".

Dentro desta questão de ser um espelho dentre de casa para o filho que se tornará um adulto, um dia, pai, Júlio toma o exemplo do que foi o seu para modelar a relação com Jorge Henrique.

"Acabamos aprendendo com nossos pais: tento educá-lo da forma como fui educado. Mas essa é a minha realidade, pois temos visto cada vez mais uma geração de crianças e adolescentes mimados e sem educação, reflexo da péssima criação e falta de limites dos pais", conclui.

Promessa de Monte Azul, Gabi ganha destaque no Corinthians 

Jogadora marcou seu primeiro gol no sub-18 e foi campeã com o sub-16 do clube 

Gabi Miguel Silva é mais uma promessa de Monte Azul Paulista a brilhar nos gramados. Desta vez, o clube em questão é um gigante mundial: o Corinthians.

A jogadora das categorias de base do Timão tem apenas 15 anos, mas talento suficiente que permite que a comissão técnica a coloque para jogar entre as mais velhas.

Na última terça-feira, ela marcou seu primeiro gol pela equipe sub-18 do Corinthians, mas há cerca de uma semana, sagrou-se campeã pelo sub-16, numa final que foi disputada em pênaltis e que teve a participação da garota, que converteu sua chance e ajudou o Coringão a levantar mais um título no futebol feminino.

Começo

O começo de Gabi aconteceu em Monte Azul Paulista, na Escolinha Gigantes, comandada pelo professor Carlinhos Crimberg. Ele lembra de como a garota, desde pequenina, chamava a atenção pela qualidade de bater na bola e sempre contou com apoio do pai, José Roberto Miguel, e da mãe, Priscila Aparecida da Silva.

"Aos oito anos de idade, já queria jogar com a gente, ia acompanhada do irmão e do pai. Ficava batendo bola fora do campo, mas isso já chamava a atenção, pela qualidade que demonstrava", lembra Carlinhos.

Gabi conta que começou a se interessar em futebol já com cinco anos de idade. "Meu pai e toda a minha família sempre me apoiaram", explicou a jogadora corintiana.

Chegada ao Corinthians

Com os treinamentos e a evolução na Gigantes FC, Gabi despertou a atenção da escolinha de Bebedouro CT Golaço, pela qual disputou o torneio AME, em São José do Rio Preto. Foi onde despertou o interesse do Criciúma.

A jogadora disputou o Brasileiro sub-18, ainda muito nova, pelo Avaí Kindermann, para o qual foi emprestada. Chamou a atenção de grandes clubes, como Corinthians e São Paulo.

Mas quem decidiu foi o coração e ela aceitou a proposta do Timão: vale lembrar que o Corinthians é, atualmente, dono da melhor equipe de futebol do Brasil e, quiçá, do mundo, sendo elogiado muitas vezes pela Fifa e tendo sua base convocada pelo Brasil na disputa das Olimpíadas.

Gabi chegou em abril ao Timão e, em 4 de julho deste ano, sagrou-se campeã brasileira pelo sub-16. Na disputa de pênaltis contra o Internacional/RS, o Timão bateu por 4x3 (Gabi bateu a terceira penalidade e converteu).

"Era meu sonho ser campeã brasileira e consegui realizar. Fico feliz pelo meu primeiro campeonato com o time do coração", comemora.

No sub-16, Gabi marcou dois gols em cinco jogos; no sub-18, anotou um em três - e, pela categoria, ela segue junto com as "Brabinhas" (apelido carinhoso que as jogadoras do Timão ganharam) para conquistar mais um brasileiro.

Seleção

Entre 2020 e 2021, Gabi foi convocada duas vezes para a seleção sub-17, onde passou por períodos de treinamento.

O sonho da garota, agora, é continuar em evolução.

"Quero subir ao profissional do time do Corinthians e, quem sabe, jogar na Europa", afirma Gabi.

O professor Carlinhos concorda. "Tem muito potencial pra isso", finaliza. 

Monte Azul e a Revolta Constitucionalista 

O historiador João Francisco Massoneto
O historiador João Francisco Massoneto

No feriado cívico mais importante do Estado, entenda como a Princesinha da Colina contribuiu para a luta contra o governo Getúlio Vargas em 1932

O Estado de São Paulo comemora no dia 9 de julho o Dia do Soldado Constitucionalista. Para entender qual é o significado, é preciso voltar ao ano de 1932, quando um movimento paulista se mostrou insatisfeito com os rumos políticos do país comandado pelo então presidente Getúlio Vargas (confira mais ainda nesta matéria).

A conhecida Revolução Constitucionalista de 1932 tomou as ruas paulistas por meio de um levante armado que começou no dia 9 de julho de 1932, depois que quatro jovens foram mortos por tropas getulistas (em 23 de maio daquele ano), durante protesto contra o governo federal.

O fato histórico pode ter acontecido na capital, mas muitos monteazulenses participaram do levante militar paulista. E, segundo o historiador João Francisco Massoneto, mais de 100 pessoas do município foram à São Paulo emprestar seu apoio e lutar ao lado dos manifestantes.

Um trecho desta história é contado no livro de sua autoria "Monte Azul Paulista - A História da sua Existência".

Mais de 100 monteazulenses aderiram à luta armada

Quando o movimento eclodiu, por meio de um grupo clandestino chamado de MMDC (com as iniciais dos quatro mortos nos protestos, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), dias depois, mais precisamente em 23 de julho, monteazulenses foram, de trem, à cidade de São Paulo aderir à luta armada.

"Monte Azul contribuiu com o movimento mandando 100 de seus cidadãos até São Paulo, de trem, para contribuir com o movimento revoltoso: eram verdadeiros patriotas que demonstraram o descontentamento com um presidente que havia deposto um mandato legítimo", informou Dr. João Massoneto.

A guerra durou cerca de 87 dias, segundo registros oficiais, somando 934 mortes: sem baixas monteazulenses. Nem todos que foram, ficaram pelo período que durou a batalha - houve quem retornasse poucos dias depois, por motivos diversos.

Mas a população tratou de ajudar de alguma maneira a revolta, principalmente apoiando quem ficou por lá com mantimentos, roupas e outras doações. Em 13 de agosto daquele ano, foi criada a Casa do Soldado, no prédio onde funcionava a Sociedade Italiana (onde hoje é a Câmara Municipal), recebendo as doações e enviando aos combatentes.

O retorno dos monteazulenses que permaneceram em São Paulo aconteceu em meados de outubro (a revolta cessou em 4 de outubro).

Mais sobre 1932

O movimento que culminou na chamada Revolução Constitucionalista de 1932 tem raízes na também conhecida Revolução de 1930. Mas vale advertir que nenhuma das duas podem ser consideradas realmente como "revoluções", afinal, nenhuma delas seguiu os processos a que levam a uma revolução verdadeira.

Em 1930, houve o golpe de Getúlio Vargas, o que conduziu uma nova elite ao poder no Brasil, acabando com a política do Café-com-Leite e instaurando uma espécie de burguesia industrial.

Descontentes com isso, o movimento de 1932 tem os paulistas desafiando Getúlio em razão ao deslocamento de poder que aconteceu em 1930.

Nos anos seguintes, em 1934 e 1937, tem uma nova constituição e um outro Golpe de Estado, respectivamente, protagonizados pelo mesmo Getúlio Vargas. 

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